Quando se não dá o salto em frente
caminha-se para trás.
Quando se perde o impulso
vai-se caindo,
mais e mais,
para a cova
que se cria
por não criar alternativa.
Parar é morrer
e parar o espírito
é viver morrendo.
Há um investimento no futuro material,
educativo sim
mas a alegria de viver comigo
desapareceu.
Não espero nada,
não ambiciono nada,
a única coisa que queria
era ir por aí,
fugir e viver cada momento
como singular
e fruto do tempo.
Vou por aí quando for,
é em breve, sei que sim,
não sei ao certo onde
mas vou e vou ficar lá
algum tempo a escrever;
que aqui,
estagnado,
o tempo não passa
e vivo o passado
putrefacto
sem presente,
sem nada.
Desculpa ser mundo
parece que quero voltar
à essência...
segunda-feira, 22 de maio de 2017
terça-feira, 16 de maio de 2017
É um tamanho desperdício viver cá dentro
mas depois logo vejo que sem dentro o fora
é despersonalizado e nada conhece de ti.
E eu quero sempre ver o mundo como um reflexo
do eu que ambiciono sempre ver crescer e ser ele.
É então uma guerra acesa mas silenciosa que se vive aqui
dentro.
Fazer dele, eu e eu, um ele maior que eu.
Um jogo bipolar de arte, amor e conhecimento.
Um jogo esquizofrénico de tudo o que fiz até hoje
foi sempre a plena competição entre os meus eus.
Tentar ser maior que eu, e eu só, é o derradeiro propósito
desta minha pequeníssima vida.
E quando olho e me perco em distracções dos outros
ou do mundo, ou uma exigência social, material, etc
me logo canso de lógica e sobriedade e lucidez.
Porque vivo eu de plena perfeita compreensão
do sub-consciente e muito menos dessa maneira de estar
e compreender o teu lugar na vida como só mais um
pagador de impostos e de roupa e tal.
Vivo e sempre vivi além e quero me manter como tal
se o não consigo, começo nisto a me repetir
e a estorvar a arte e o leitor e o tempo
com esta conversa sem fruta e sem sabor...
Mas escrevo na mesma porque me propus a isso agora!
Minha visão turva tem saudades daqueles meus olhos de menino
que via tudo com uma curiosidade imensa e sincero amor pelo desconhecido
sempre sem medo ou preconceito.
Viver em paz com o mar, as gaivotas, o luar,
estar longe da cidade para a poder reorientar.
Saudades tuas meu filho.
Filho esse de quem nasci e de quem sou pai,
irmão e tantas outras coisas...
A aurora do singular individuo é saber
que em si existe o universo
e se algo entra nesse universo
que não lhe é de essência
põe em questão.
Pôr em questão é sempre bom
mas há limites quando a intuição
sabe e leva o próprio à alegoria
da consciência suprema
de poder morrer a qualquer momento
já que a vida sente-se como divina.
Há tanta beleza neste mundo
que não pode ser travada.
Há tanta beleza neste mundo
que deve ser escutada.
Há tanta beleza neste mundo
que se deve trazer para dentro
e só isso ouvir e viver.
Cai o mundo
- que o vejo cair -
mas não cai o sol,
nem o céu,
nem o mar,
nem os pássaros
que sabem do ar o seu lugar.
Eu jurei-me existência nessa plena consciência
mas por fruto de repetição, estupidez e distracção
me esqueci disto.
A única coisa que me conhece
e eu sei saber e amar,
é esse silêncio que verdadeiramente conheci
em olhar o horizonte,
com o mar e céu em sintonia azul,
continuar pleno
para sempre e infinitamente
em frente,
sendo o desconhecido
a única coisa a despertar
em mim
vontade de viver.
Nesses momentos de meditação
descobri ser,
além de eu,
a consciência de minha visão
e meu entender
do que a vida me queria dizer.
E ela me disse tanto....
Tanto que a qualquer momento
morrer seria uma espécie de dádiva
pela simples noção de gratidão e consciência
de que a vida se deu a mim.
Amar a vida
é poder fazer dela
uma dançarina que espanta a morte
e infortúnio e brinca o sofrimento
à noção de conhecimento e entendimento.
Assim o mendigo é mais ilustre
que qualquer rico.
Assim o rico é só mais um ser que morrerá
e nasceu.
Assim a questão da vida
não é o dinheiro mas o tempo.
Assim a vida é tão bonita
que por vezes - muitas -
apetece deixar ir,
morrer.
E ao deixar-te morrer por ela
te vês sempre e sempre
te rejuvenescer na graça dela,
na absoluta certeza de que estás vivo ainda
e completamente por causa dela.
Então sim, a vida é uma mulher,
e deus te olha dos céus
resignado a esta tua consciência
de que encontraste ela
sem precisar dele...
Filho da mãe
e o pai se verga a ti
como filho maior,
filho único.
Filho teu
e pai és dele agora.
mas depois logo vejo que sem dentro o fora
é despersonalizado e nada conhece de ti.
E eu quero sempre ver o mundo como um reflexo
do eu que ambiciono sempre ver crescer e ser ele.
É então uma guerra acesa mas silenciosa que se vive aqui
dentro.
Fazer dele, eu e eu, um ele maior que eu.
Um jogo bipolar de arte, amor e conhecimento.
Um jogo esquizofrénico de tudo o que fiz até hoje
foi sempre a plena competição entre os meus eus.
Tentar ser maior que eu, e eu só, é o derradeiro propósito
desta minha pequeníssima vida.
E quando olho e me perco em distracções dos outros
ou do mundo, ou uma exigência social, material, etc
me logo canso de lógica e sobriedade e lucidez.
Porque vivo eu de plena perfeita compreensão
do sub-consciente e muito menos dessa maneira de estar
e compreender o teu lugar na vida como só mais um
pagador de impostos e de roupa e tal.
Vivo e sempre vivi além e quero me manter como tal
se o não consigo, começo nisto a me repetir
e a estorvar a arte e o leitor e o tempo
com esta conversa sem fruta e sem sabor...
Mas escrevo na mesma porque me propus a isso agora!
Minha visão turva tem saudades daqueles meus olhos de menino
que via tudo com uma curiosidade imensa e sincero amor pelo desconhecido
sempre sem medo ou preconceito.
Viver em paz com o mar, as gaivotas, o luar,
estar longe da cidade para a poder reorientar.
Saudades tuas meu filho.
Filho esse de quem nasci e de quem sou pai,
irmão e tantas outras coisas...
A aurora do singular individuo é saber
que em si existe o universo
e se algo entra nesse universo
que não lhe é de essência
põe em questão.
Pôr em questão é sempre bom
mas há limites quando a intuição
sabe e leva o próprio à alegoria
da consciência suprema
de poder morrer a qualquer momento
já que a vida sente-se como divina.
Há tanta beleza neste mundo
que não pode ser travada.
Há tanta beleza neste mundo
que deve ser escutada.
Há tanta beleza neste mundo
que se deve trazer para dentro
e só isso ouvir e viver.
Cai o mundo
- que o vejo cair -
mas não cai o sol,
nem o céu,
nem o mar,
nem os pássaros
que sabem do ar o seu lugar.
Eu jurei-me existência nessa plena consciência
mas por fruto de repetição, estupidez e distracção
me esqueci disto.
A única coisa que me conhece
e eu sei saber e amar,
é esse silêncio que verdadeiramente conheci
em olhar o horizonte,
com o mar e céu em sintonia azul,
continuar pleno
para sempre e infinitamente
em frente,
sendo o desconhecido
a única coisa a despertar
em mim
vontade de viver.
Nesses momentos de meditação
descobri ser,
além de eu,
a consciência de minha visão
e meu entender
do que a vida me queria dizer.
E ela me disse tanto....
Tanto que a qualquer momento
morrer seria uma espécie de dádiva
pela simples noção de gratidão e consciência
de que a vida se deu a mim.
Amar a vida
é poder fazer dela
uma dançarina que espanta a morte
e infortúnio e brinca o sofrimento
à noção de conhecimento e entendimento.
Assim o mendigo é mais ilustre
que qualquer rico.
Assim o rico é só mais um ser que morrerá
e nasceu.
Assim a questão da vida
não é o dinheiro mas o tempo.
Assim a vida é tão bonita
que por vezes - muitas -
apetece deixar ir,
morrer.
E ao deixar-te morrer por ela
te vês sempre e sempre
te rejuvenescer na graça dela,
na absoluta certeza de que estás vivo ainda
e completamente por causa dela.
Então sim, a vida é uma mulher,
e deus te olha dos céus
resignado a esta tua consciência
de que encontraste ela
sem precisar dele...
Filho da mãe
e o pai se verga a ti
como filho maior,
filho único.
Filho teu
e pai és dele agora.
quinta-feira, 11 de maio de 2017
Na guerra interminável da mente
a luz só se faz em frente.
Um passo basta
e continuar
é já a conquista.
a luz só se faz em frente.
Um passo basta
e continuar
é já a conquista.
Saudades do tempo em que as coisas faziam sentido.
quarta-feira, 10 de maio de 2017
Falei ao tempo noutro dia curiosidades do sol
ao qual ele me respondeu com vento
que eu estava era maluco.
Tem algum sentido de humor o tempo...
Ora que a noite e o dia me estejam agora interditos
por uma qual estranha feitiçaria, mau-olhado e tal,
eu caminho igual por aí,
ainda que com este medo,
antes estranho a mim,
faço questão de,
na mesma,
andar por aí.
Sei o caso,
conheço este traço em mim.
Fui feito nómada de nascença
pela simples questão de ter sido tão sedentário antes...
Já conheço estas maldades de meu espírito,
ele quer só movimento
e passar a ferro cada dia
como se de todo um universo
se tratasse.
E trata-se, quando neste estado
consigo me estar.
Meus olhos guardam a visão absoluta
de viver a vida além mortalidade
e nesta quântica física
de consciência
eu vivo bem,
estou bem.
É demais confuso aos outros,
sei-o.
E agora adio esta manifestação
porque me julgo preso
mas será que estou efectivamente
ou apenas quero estar?
A dádiva de um dia de cada vez
não é para todos
no sentido em que
a única coisa que nos guia
é apenas o alerta real
e metafísico da visão física
conciliada à intuição.
Viver para o futuro
parece que todos vivemos,
querendo o conforto de uma carreira,
família e carros e casa.
Enquanto no esforço de querer isto
viramos fantasmas da vida em si,
questões sensíveis à alma que persiste
em se querer manifestar.
Como um sonho que se tem
mas se acorda e logo se vê
que o real é a porrada do dia-a-dia
rumo a um futuro que nos pode nem chegar,
visto a morte estar em qualquer lugar também
na vida.
E viver a vida como um sonho?
Acreditar o sonho ao acordar
e viver fisicamente também ele por aí.
Desacreditarmo-nos de falácias da vida moderna...
O curioso é que é sempre quem mais mente a vida
que se safa de cair,
pois quem pode cair na vida
se o que vive é uma mentira?
Assim cai aquele que realmente acredita e ama a vida
e se responsabiliza por ela, por si e pelos outros.
Não digo isto num tom cristão mas
como toda e qualquer - julgo - religião.
Ser verdadeiro para consigo mesmo
é viver com deus ao lado
e perceber que o que se sente
deve ser sentido e interpretado,
gerido e redireccionado se em conflito
com os verdadeiros ideias do pensador.
Não se pode viver a vida como um castigo,
se ela te pesa é porque algo está errado contigo
ou com o que andas a fazer para com ela.
A vida só dá suas fenomenais graças
a quem está em paz para consigo.
Isto digo porque sei
e perdi,
nos últimos tempos,
este saber.
Tenho de lançar fogo ao chão onde estou agora,
foi sempre assim que consegui andar para a frente.
Quando caio fico pegajoso,
pesado e incapaz de me mover.
Portanto a única coisa a fazer
é pegar fogo a tudo e todo que sou agora
para ter que fugir e encontrar finalmente
onde ainda não sou
mas serei,
novamente,
eu.
Fogo e água.
Fogo quando estás no chão,
Água quando estás no céu.
ao qual ele me respondeu com vento
que eu estava era maluco.
Tem algum sentido de humor o tempo...
Ora que a noite e o dia me estejam agora interditos
por uma qual estranha feitiçaria, mau-olhado e tal,
eu caminho igual por aí,
ainda que com este medo,
antes estranho a mim,
faço questão de,
na mesma,
andar por aí.
Sei o caso,
conheço este traço em mim.
Fui feito nómada de nascença
pela simples questão de ter sido tão sedentário antes...
Já conheço estas maldades de meu espírito,
ele quer só movimento
e passar a ferro cada dia
como se de todo um universo
se tratasse.
E trata-se, quando neste estado
consigo me estar.
Meus olhos guardam a visão absoluta
de viver a vida além mortalidade
e nesta quântica física
de consciência
eu vivo bem,
estou bem.
É demais confuso aos outros,
sei-o.
E agora adio esta manifestação
porque me julgo preso
mas será que estou efectivamente
ou apenas quero estar?
A dádiva de um dia de cada vez
não é para todos
no sentido em que
a única coisa que nos guia
é apenas o alerta real
e metafísico da visão física
conciliada à intuição.
Viver para o futuro
parece que todos vivemos,
querendo o conforto de uma carreira,
família e carros e casa.
Enquanto no esforço de querer isto
viramos fantasmas da vida em si,
questões sensíveis à alma que persiste
em se querer manifestar.
Como um sonho que se tem
mas se acorda e logo se vê
que o real é a porrada do dia-a-dia
rumo a um futuro que nos pode nem chegar,
visto a morte estar em qualquer lugar também
na vida.
E viver a vida como um sonho?
Acreditar o sonho ao acordar
e viver fisicamente também ele por aí.
Desacreditarmo-nos de falácias da vida moderna...
O curioso é que é sempre quem mais mente a vida
que se safa de cair,
pois quem pode cair na vida
se o que vive é uma mentira?
Assim cai aquele que realmente acredita e ama a vida
e se responsabiliza por ela, por si e pelos outros.
Não digo isto num tom cristão mas
como toda e qualquer - julgo - religião.
Ser verdadeiro para consigo mesmo
é viver com deus ao lado
e perceber que o que se sente
deve ser sentido e interpretado,
gerido e redireccionado se em conflito
com os verdadeiros ideias do pensador.
Não se pode viver a vida como um castigo,
se ela te pesa é porque algo está errado contigo
ou com o que andas a fazer para com ela.
A vida só dá suas fenomenais graças
a quem está em paz para consigo.
Isto digo porque sei
e perdi,
nos últimos tempos,
este saber.
Tenho de lançar fogo ao chão onde estou agora,
foi sempre assim que consegui andar para a frente.
Quando caio fico pegajoso,
pesado e incapaz de me mover.
Portanto a única coisa a fazer
é pegar fogo a tudo e todo que sou agora
para ter que fugir e encontrar finalmente
onde ainda não sou
mas serei,
novamente,
eu.
Fogo e água.
Fogo quando estás no chão,
Água quando estás no céu.
Dois dentro,
um chora outro ri.
Dois dentro,
um sofre a vida em angústia,
o outro torna-a em alegria para os outros.
Dois dentro,
um conhece o segredo,
o outro só tem medo.
Dois dentro,
um fortalece o desejo além conquista
generosidade alheia,
o outro guarda para si toda a angústia
e despreza os outros todos.
Dois dentro,
um caminha o caminho da canção de seu coração,
o outro quer-se ver tão forte que deixa de alguma vez mais sentir, sofrer.
Dois dentro,
um é a hereditariedade de toda a humanidade,
o outro sofre apenas a dor física e pequena
(mas imensa)
de ter a hereditariedade da família de sangue.
Dois dentro,
um acha um absurdo a vida e só precisa, quer morrer,
o outro vê nisto plena alegria e goza seu sofrimento
a um alto gracejo que ecoa pela rua.
Dois dentro,
um ama,
o outro tem medo de amar.
Dois dentro,
um quer ir,
o outro quer ficar.
Dois dentro,
um mesmo
e para sempre.
Dois dentro:
há que haver amizade cá dentro...
Equilibrium
um chora outro ri.
Dois dentro,
um sofre a vida em angústia,
o outro torna-a em alegria para os outros.
Dois dentro,
um conhece o segredo,
o outro só tem medo.
Dois dentro,
um fortalece o desejo além conquista
generosidade alheia,
o outro guarda para si toda a angústia
e despreza os outros todos.
Dois dentro,
um caminha o caminho da canção de seu coração,
o outro quer-se ver tão forte que deixa de alguma vez mais sentir, sofrer.
Dois dentro,
um é a hereditariedade de toda a humanidade,
o outro sofre apenas a dor física e pequena
(mas imensa)
de ter a hereditariedade da família de sangue.
Dois dentro,
um acha um absurdo a vida e só precisa, quer morrer,
o outro vê nisto plena alegria e goza seu sofrimento
a um alto gracejo que ecoa pela rua.
Dois dentro,
um ama,
o outro tem medo de amar.
Dois dentro,
um quer ir,
o outro quer ficar.
Dois dentro,
um mesmo
e para sempre.
Dois dentro:
há que haver amizade cá dentro...
Equilibrium
segunda-feira, 8 de maio de 2017
É um qualquer espaço que caminha entre o tempo e o estado que consegue alcançar Algo.
domingo, 7 de maio de 2017
Sempre um mais passo, sempre possível o inimaginável
e na sombra do medo avançar para a frente segredo profundo.
É na luz que me turvo e em pânico fujo
mas é uma luz dentro que me guarda segredo negro,
com pura luz toda dentro.
Há um medo mágico por aí,
há um medo dentro que pode sair
e descarrila toda a emoção, vontade, razão.
Viver contra esse medo tem sido o caminho que levo,
apenas isso e apenas esse medo que me ironicamente
leva para a frente.
Portanto tão de maldição tem como a salvação me obriga
a alcançar, chegar, ter em conta o ir e apreciar.
Paradoxo é o reino dos sonhos
e a intuição goza com a razão sóbria e estritamente racional
porque ela, a intuição, conhece o além morte,
além medo e vive tudo com o gozo de uma criança
que conhece os deuses como papá, mamã, tios e avós.
Uma grande família cá dentro que preservada
leva-te aos sonhos do nada que retém o tudo com calma.
É uma alegria viver com essa família em paz
e regozijar a vida em plena sabedoria de viver
tão mais bem o além que o aqui
que só cansa, estorva e molesta a grande sabedoria e amor.
E há esforços que querem que a coisa se junte
à realidade, feito pleno o sonho em forma física de acção e ser.
Mas há uma tremenda força bruta no mundo de desilusão,
ou de ânsia por quem isto expõe ao mundo e à vida tudo.
Portanto viver em paz para contigo e saber levar-te por aí
dócilmente para que a guerra e paz vivam plenas em ti
e te protejam da vida por aí.
Quando o mundo interior equilibrado
aí pode-se expor ao mundo exterior
essa magia e vontade interior.
Mas quando torto no interior
há que voltar à essência e preservar energia.
É toda uma roda viva de aprendizagem e sabedoria
que tem como moeda de troca o tempo somente.
Tempo mais Espaço próprio é a divinização da existência
singularmente pessoal.
e na sombra do medo avançar para a frente segredo profundo.
É na luz que me turvo e em pânico fujo
mas é uma luz dentro que me guarda segredo negro,
com pura luz toda dentro.
Há um medo mágico por aí,
há um medo dentro que pode sair
e descarrila toda a emoção, vontade, razão.
Viver contra esse medo tem sido o caminho que levo,
apenas isso e apenas esse medo que me ironicamente
leva para a frente.
Portanto tão de maldição tem como a salvação me obriga
a alcançar, chegar, ter em conta o ir e apreciar.
Paradoxo é o reino dos sonhos
e a intuição goza com a razão sóbria e estritamente racional
porque ela, a intuição, conhece o além morte,
além medo e vive tudo com o gozo de uma criança
que conhece os deuses como papá, mamã, tios e avós.
Uma grande família cá dentro que preservada
leva-te aos sonhos do nada que retém o tudo com calma.
É uma alegria viver com essa família em paz
e regozijar a vida em plena sabedoria de viver
tão mais bem o além que o aqui
que só cansa, estorva e molesta a grande sabedoria e amor.
E há esforços que querem que a coisa se junte
à realidade, feito pleno o sonho em forma física de acção e ser.
Mas há uma tremenda força bruta no mundo de desilusão,
ou de ânsia por quem isto expõe ao mundo e à vida tudo.
Portanto viver em paz para contigo e saber levar-te por aí
dócilmente para que a guerra e paz vivam plenas em ti
e te protejam da vida por aí.
Quando o mundo interior equilibrado
aí pode-se expor ao mundo exterior
essa magia e vontade interior.
Mas quando torto no interior
há que voltar à essência e preservar energia.
É toda uma roda viva de aprendizagem e sabedoria
que tem como moeda de troca o tempo somente.
Tempo mais Espaço próprio é a divinização da existência
singularmente pessoal.
sábado, 6 de maio de 2017
Reconstruir aos poucos a Catedral de minha existência e crença.
Religião Somente Minha.
Religião Somente Minha.
sexta-feira, 5 de maio de 2017
Viajar, viajar
ver a vida a passar;
ser menos que um pássaro,
fantasma do espaço
em tempo constante de descoberta!
Oh, alma minha morta de novidade,
o que precisas é Fugir com toda a Alegria de IR!
Amar a vida por a sentires apenas em movimento
e o tempo ser um espaço que habitas perfeitamente.
Viajar, meu filho, viajar minha mãe,
preciso de ir por aí e perder-me em mim
somente.
Nasci nómada, não nasci para ser daqui ou dali,
sou filho do Grande Espírito e ele só conhece movimento
e simpatia pela descoberta aberta à frente crente do Mundo ser além
e tu muito, mas muito mais que isso!
A arte de saber que o que viver é falácia e preguiça
das almas que por aí andam perdidas
e tu sempre que demais encontrado,
se ficas por aí apenas,
morres tão mais completamente que todas elas juntas.
O meu cérebro não entende o capitalismo,
o falhanço absoluto do futuro possível à alma e corpo junto.
Morre diz o sedentário,
mata a tua essência,
sacrifica a tua alma
em prol de fazer parte
e pertencer a esta escumalha
que é o ser humano desacreditado.
(Isto são os meus olhos cansados de agora que vêem...)
Que pena meu filho,
juraste a ti mesmo
nunca mais te desacreditar do ser humano
que és tu, afinal, visto de fora.
A desacreditação é a coisa mais Horrível
que destrói qualquer capacidade da Vida.
Por mais que fumes e bebas e socializes
nada te vai saciar da infernal vontade de IR!
Desistir de tudo e confiar ao destino todo o teu mundo!
Niilisticamente acreditar na vida como se de impossível fosse
a tua simples existência.
Um astro dos céus que habita um corpo
e vê tudo como se de deus se tratasse.
O presente feito eterno
pela singela e ingénua
mas intensa e madura
capacidade de te deixar ir.
Será a vida pagar impostos,
ter filhos e carreira?
Olha que não,
olha que pelo menos só isso,
com certeza que não.
O sonho, os sonhos,
são a única coisa que verdadeiramente existe.
Se a vida sedentária te está a matar disto,
há que reagir a isso.
Vida futura de presente absoluto,
só sonho isso!
Demais lúcido e perfeitamente consciente
de quase tudo,
se me não há novidade e descoberta
a descobrir,
o falecimento começa
e nada há a crer.
E tu nasceste a e para Crer...
Inventar deus pela forma como levas a vida a entendê-lo.
A arte de conhecer o desconhecido
como O verdadeiro amigo.
O passado, deixar morrer
para te apenas aparecer
quando disso surgir vontade
e necessidade.
A vida é presente e tudo o resto
dor de cabeça para a alma que sonha
muito mais do que vive.
E viver, viver,
é o que tu vieste para aqui fazer...
A vida foi feita para viver
e se a alma não é pequena,
como o FP dizia,
então a tens de viver
em honra dela
e desse senhor também.
Guerra à vida para haver
aquela linda infernal harmonia:
física quântica de teu coração,
mente e pila alinhados com esse som,
espaço e tempo que é a existência do espírito:
PURA VIDA!
ver a vida a passar;
ser menos que um pássaro,
fantasma do espaço
em tempo constante de descoberta!
Oh, alma minha morta de novidade,
o que precisas é Fugir com toda a Alegria de IR!
Amar a vida por a sentires apenas em movimento
e o tempo ser um espaço que habitas perfeitamente.
Viajar, meu filho, viajar minha mãe,
preciso de ir por aí e perder-me em mim
somente.
Nasci nómada, não nasci para ser daqui ou dali,
sou filho do Grande Espírito e ele só conhece movimento
e simpatia pela descoberta aberta à frente crente do Mundo ser além
e tu muito, mas muito mais que isso!
A arte de saber que o que viver é falácia e preguiça
das almas que por aí andam perdidas
e tu sempre que demais encontrado,
se ficas por aí apenas,
morres tão mais completamente que todas elas juntas.
O meu cérebro não entende o capitalismo,
o falhanço absoluto do futuro possível à alma e corpo junto.
Morre diz o sedentário,
mata a tua essência,
sacrifica a tua alma
em prol de fazer parte
e pertencer a esta escumalha
que é o ser humano desacreditado.
(Isto são os meus olhos cansados de agora que vêem...)
Que pena meu filho,
juraste a ti mesmo
nunca mais te desacreditar do ser humano
que és tu, afinal, visto de fora.
A desacreditação é a coisa mais Horrível
que destrói qualquer capacidade da Vida.
Por mais que fumes e bebas e socializes
nada te vai saciar da infernal vontade de IR!
Desistir de tudo e confiar ao destino todo o teu mundo!
Niilisticamente acreditar na vida como se de impossível fosse
a tua simples existência.
Um astro dos céus que habita um corpo
e vê tudo como se de deus se tratasse.
O presente feito eterno
pela singela e ingénua
mas intensa e madura
capacidade de te deixar ir.
Será a vida pagar impostos,
ter filhos e carreira?
Olha que não,
olha que pelo menos só isso,
com certeza que não.
O sonho, os sonhos,
são a única coisa que verdadeiramente existe.
Se a vida sedentária te está a matar disto,
há que reagir a isso.
Vida futura de presente absoluto,
só sonho isso!
Demais lúcido e perfeitamente consciente
de quase tudo,
se me não há novidade e descoberta
a descobrir,
o falecimento começa
e nada há a crer.
E tu nasceste a e para Crer...
Inventar deus pela forma como levas a vida a entendê-lo.
A arte de conhecer o desconhecido
como O verdadeiro amigo.
O passado, deixar morrer
para te apenas aparecer
quando disso surgir vontade
e necessidade.
A vida é presente e tudo o resto
dor de cabeça para a alma que sonha
muito mais do que vive.
E viver, viver,
é o que tu vieste para aqui fazer...
A vida foi feita para viver
e se a alma não é pequena,
como o FP dizia,
então a tens de viver
em honra dela
e desse senhor também.
Guerra à vida para haver
aquela linda infernal harmonia:
física quântica de teu coração,
mente e pila alinhados com esse som,
espaço e tempo que é a existência do espírito:
PURA VIDA!
terça-feira, 2 de maio de 2017
sábado, 29 de abril de 2017
Em tamanho de pequeno se imagina a terra a rodar,
os mares a dar à terra, a maravilha do sol e lua,
a saúde dos velhos nas esplanadas.
Curioso se havista o melro a fugir enquanto
manda aquele seu característico piar.
Foi ao rio e viu o sol cair até ficar noite
e prosseguir jornada a dentro pela boémia
das ruas Lisboetas.
É tanto de pequeno que o imenso se torna perto.
E de perto se havista sempre saída
ao grande de qualquer tormento.
Alegria, alegria,
vai a passar o comboio que me leva
a terra nenhuma prometida.
Alegria, alegria,
vou sem olhar onde
e descobrir paisagens que não sei.
Na chamada eterna dos céus
viver a terra como os deuses.
Colher a fruta que cai ao chão madura
e conhecer o que ela dá ao comer.
Sempre um qualquer desconhecido
por parecer outro e neste outro
aparecer eu,
límpido, concreto
em sua abstracta similaridade
com o eu que conheci antes.
É o tempo, o tempo de ir e ficar,
o tempo de largar para afundar
aos precipícios da solidão
e poder depois voar
à velocidade da luz
para fora dessa fonte.
Maresia da vida tão nítida,
lúcida e elegante
que mata aquilo que dos outros não tem.
Só tu e teu caminho,
alegra os pés a conquistá-lo.
Sempre em frente!
os mares a dar à terra, a maravilha do sol e lua,
a saúde dos velhos nas esplanadas.
Curioso se havista o melro a fugir enquanto
manda aquele seu característico piar.
Foi ao rio e viu o sol cair até ficar noite
e prosseguir jornada a dentro pela boémia
das ruas Lisboetas.
É tanto de pequeno que o imenso se torna perto.
E de perto se havista sempre saída
ao grande de qualquer tormento.
Alegria, alegria,
vai a passar o comboio que me leva
a terra nenhuma prometida.
Alegria, alegria,
vou sem olhar onde
e descobrir paisagens que não sei.
Na chamada eterna dos céus
viver a terra como os deuses.
Colher a fruta que cai ao chão madura
e conhecer o que ela dá ao comer.
Sempre um qualquer desconhecido
por parecer outro e neste outro
aparecer eu,
límpido, concreto
em sua abstracta similaridade
com o eu que conheci antes.
É o tempo, o tempo de ir e ficar,
o tempo de largar para afundar
aos precipícios da solidão
e poder depois voar
à velocidade da luz
para fora dessa fonte.
Maresia da vida tão nítida,
lúcida e elegante
que mata aquilo que dos outros não tem.
Só tu e teu caminho,
alegra os pés a conquistá-lo.
Sempre em frente!
sexta-feira, 28 de abril de 2017
"A Poet, I think it is, once said that the all universe is in a glass of wine.
I don't know, I don't think we'll ever know in what sense he meant that,
for the poets don't like to be understood."
Richard Feynman
heard it here
I don't know, I don't think we'll ever know in what sense he meant that,
for the poets don't like to be understood."
Richard Feynman
heard it here
Cerveja.
Cerveja é o rio dos deuses
do império do além
que sempre está perto
se te abrires a isso
bebendo-a.
Cerveja
é fluidez de leveza,
é caminho para a incerteza
com a elegância de ser fresca
sempre.
Cerveja ajuda-me a viver,
saúde-me à alegria e sofrimento
com os astros atentos;
fugir do estado louco da sobriedade
que me tão cansa
e para a qual não nasci.
Cerveja,
desde novo te tomo
e nunca senti que me quisesses mal,
algo que o cigarro que te acompanha
não possa, deveras, dizer o mesmo...
Cerveja,
li que os egípcios te bebiam logo
pelo pequeno-almoço
para dar azo a um bom dia de trabalho
nas temperaturas altas do Nilo.
Cerveja, existis desde antes de cristo,
ensinaste possivelmente ele também
a encontrar leveza na existência.
Cerveja,
não há melhor amigo
que aquilo que despertas em mim:
leveza, compreensão e uma leve intoxicação
saudável a meu ver e a meu ser.
Cerveja,
nasci vazio e me encheram de coisas.
Tu ajudas-me a encontrar a utopia
e vazio que preciso para me ser
novo, novamente, a cada momento.
Cerveja, tu compreendes-me
e fazes de meu cansaço
poesia e maneira outra de estar,
ouvir, olhar, até cheirar.
Cerveja, agradeço tua existência
por estares próxima da pobreza
- não há bebida mais barata -
e ofereceres a maior das riquezas:
um leve e elegante universo
paralelo de alienação.
Cerveja, contigo se pode viver
e falar, amar, inventar maneiras de ser.
Cerveja,
não és como o vinho que interioriza,
nem como outras bebidas mais fortes
que brutalmente alteram o estado de espírito.
Não, tu és elegante, barata e ancestral.
Cerveja, mistura-te eternamente
com meu sangue para o libertares
de peso emocional,
passado e dor de futuro.
Cerveja, conheço-te há tanto
e tanto de mim
é consequência de ti:
o que despertas em mim!
Cerveja, uma infinita noite
e um último golo
que vou para a cama
contigo pelos meus sonhos.
Cerveja é o rio dos deuses
do império do além
que sempre está perto
se te abrires a isso
bebendo-a.
Cerveja
é fluidez de leveza,
é caminho para a incerteza
com a elegância de ser fresca
sempre.
Cerveja ajuda-me a viver,
saúde-me à alegria e sofrimento
com os astros atentos;
fugir do estado louco da sobriedade
que me tão cansa
e para a qual não nasci.
Cerveja,
desde novo te tomo
e nunca senti que me quisesses mal,
algo que o cigarro que te acompanha
não possa, deveras, dizer o mesmo...
Cerveja,
li que os egípcios te bebiam logo
pelo pequeno-almoço
para dar azo a um bom dia de trabalho
nas temperaturas altas do Nilo.
Cerveja, existis desde antes de cristo,
ensinaste possivelmente ele também
a encontrar leveza na existência.
Cerveja,
não há melhor amigo
que aquilo que despertas em mim:
leveza, compreensão e uma leve intoxicação
saudável a meu ver e a meu ser.
Cerveja,
nasci vazio e me encheram de coisas.
Tu ajudas-me a encontrar a utopia
e vazio que preciso para me ser
novo, novamente, a cada momento.
Cerveja, tu compreendes-me
e fazes de meu cansaço
poesia e maneira outra de estar,
ouvir, olhar, até cheirar.
Cerveja, agradeço tua existência
por estares próxima da pobreza
- não há bebida mais barata -
e ofereceres a maior das riquezas:
um leve e elegante universo
paralelo de alienação.
Cerveja, contigo se pode viver
e falar, amar, inventar maneiras de ser.
Cerveja,
não és como o vinho que interioriza,
nem como outras bebidas mais fortes
que brutalmente alteram o estado de espírito.
Não, tu és elegante, barata e ancestral.
Cerveja, mistura-te eternamente
com meu sangue para o libertares
de peso emocional,
passado e dor de futuro.
Cerveja, conheço-te há tanto
e tanto de mim
é consequência de ti:
o que despertas em mim!
Cerveja, uma infinita noite
e um último golo
que vou para a cama
contigo pelos meus sonhos.
terça-feira, 25 de abril de 2017
Conhecer deus pela invenção dele em ti.
"Toco no céu porque o crio"
Escrevi isto há bastante tempo,
nos primórdios de levar a escrita
como única saída à vida.
Se morrer morro em paz e tranquilidade
porque inventei o que me era proposto pela vida.
A morte é talvez a única coisa que me acarinha a vida,
acarinha-me a existência e identidade.
Tão destruído fui e sou e serei pelo mundo
que o amor, demais afecto, carinho e tudo isso,
enfraquece-me.
E eu não gosto de enfraquecer...
Há forças no mundo maiores que as do ser humano
que precisam ser mantidas, equilibradas
ou pelo menos ouvidas.
Há que manter o "acreditar"
e para realmente e sinceramente "acreditar"
é preciso ser bastante forte,
mais que forte,
como que ausente,
plena intuição,
para que as mentiras do mundo e actualidade
não te dispersem de teu caminho uno.
A vida está sobre ataque tão severo
por ordem das ordens mundias,
da economia,
dos donos do sistema civilizacional
e corporativo
que é preciso manter paz de espírito
para abordar o tema com plena convicção
do que é realmente real e "verdade".
É preciso então ser forte para isto,
para afinal poder ser
absolutamente e completamente
inocente e vulnerável:
radar e antena das forças da vida em si.
Uni Verso Aqui.
"Toco no céu porque o crio"
Escrevi isto há bastante tempo,
nos primórdios de levar a escrita
como única saída à vida.
Se morrer morro em paz e tranquilidade
porque inventei o que me era proposto pela vida.
A morte é talvez a única coisa que me acarinha a vida,
acarinha-me a existência e identidade.
Tão destruído fui e sou e serei pelo mundo
que o amor, demais afecto, carinho e tudo isso,
enfraquece-me.
E eu não gosto de enfraquecer...
Há forças no mundo maiores que as do ser humano
que precisam ser mantidas, equilibradas
ou pelo menos ouvidas.
Há que manter o "acreditar"
e para realmente e sinceramente "acreditar"
é preciso ser bastante forte,
mais que forte,
como que ausente,
plena intuição,
para que as mentiras do mundo e actualidade
não te dispersem de teu caminho uno.
A vida está sobre ataque tão severo
por ordem das ordens mundias,
da economia,
dos donos do sistema civilizacional
e corporativo
que é preciso manter paz de espírito
para abordar o tema com plena convicção
do que é realmente real e "verdade".
É preciso então ser forte para isto,
para afinal poder ser
absolutamente e completamente
inocente e vulnerável:
radar e antena das forças da vida em si.
Uni Verso Aqui.
segunda-feira, 24 de abril de 2017
Não costumo relatar assuntos mundanos da vida profissional aqui
mas a questão é tão curiosa e absurda e, a cima de tudo, comum neste país
que sinto que quero deixar um recado aqui porque sim.
Bom, fui hoje a uma entrevista de uma empresa bem grandita
em que o recrutamento consistia em dizer que o trabalho era um Inferno,
muito difícil, muito exaustivo do ponto de vista físico e tal.
Bom, e para o começar é preciso formação, sendo a formação paga pelo,
ainda não, trabalhador da empresa.
O contracto é de seis meses apenas, sendo que a formação está incluída
neste período e, como já disse, não é remunerada, antes tem de se pagar
para ser formado no trabalho que se só vai ter passado um mês, visto que a
famosa formação tem a bastante útil duração de um mês.
Depois do contracto de seis meses, disse a oradora de recursos humanos da
empresa, o mais provável é irmos para a rua,
pois o trabalho, como é "sazonal", diminui bastante.
É isto, tem de se pagar e, com certeza, obviamente, ter dinheiro durante
um mês para sobreviver à formação paga pelo formando para um trabalho
que se só vai começar passado um mês.
Isto tudo, pois ainda não disse a coisa mais famosa,
aqui vem...: para um Part-Time!
E, quem estava interessado numa sala com quase 25 indivíduos?
Creio que todos, menos um ou outro que tinha alguma outra saída
deste absurdo.
Viva Portugal e a precariedade absoluta,
viva o mundo globalizado em que o pobre tem de pagar para trabalhar
e as grandes empresas não se dão ao luxo de formar seus trabalhadores
com o seu dinheirinho...que, obviamente, não é pouco.
Viva o rico que vive no alto de seu conforto e não compreende porque é que se queixam as massas.
(queixam-se? A questão é essa: é que já nem sequer se queixam! Isso é que é preocupante.)
Viva o turismo que impede o português de viver dignamente numa casa, apartamento,
inflacionando os preços imobiliários de uma forma exorbitante e por todo o lado.
Viva os turistas que andam por aí felizes da vida a dizerem que é tão bonito e barato aqui em Portugal
enquanto o trabalhador português passa por eles de cabisbaixo e como que com vergonha
de sua vida não estar a correr como sente que devia, podia.
Viva toda esta hipocrisia de não se entender porque é que a extrema direita
e a extrema esquerda e todas as extremas do liberalismo e de tudo mais estarem a crescer.
Não se fala disto, nem do povo, nem do assalariado básico,
nem da vida normal e comum de qualquer ser humano normal e comum.
Fala-se de tudo menos disto!
A normalidade hoje é a perversidade de tudo.
Decadente decadência de todo o mundo fugir do óbvio
que é o absurdo em que vive e vivemos todos.
Viva a idiotice do mundo em que tenho de viver!
mas a questão é tão curiosa e absurda e, a cima de tudo, comum neste país
que sinto que quero deixar um recado aqui porque sim.
Bom, fui hoje a uma entrevista de uma empresa bem grandita
em que o recrutamento consistia em dizer que o trabalho era um Inferno,
muito difícil, muito exaustivo do ponto de vista físico e tal.
Bom, e para o começar é preciso formação, sendo a formação paga pelo,
ainda não, trabalhador da empresa.
O contracto é de seis meses apenas, sendo que a formação está incluída
neste período e, como já disse, não é remunerada, antes tem de se pagar
para ser formado no trabalho que se só vai ter passado um mês, visto que a
famosa formação tem a bastante útil duração de um mês.
Depois do contracto de seis meses, disse a oradora de recursos humanos da
empresa, o mais provável é irmos para a rua,
pois o trabalho, como é "sazonal", diminui bastante.
É isto, tem de se pagar e, com certeza, obviamente, ter dinheiro durante
um mês para sobreviver à formação paga pelo formando para um trabalho
que se só vai começar passado um mês.
Isto tudo, pois ainda não disse a coisa mais famosa,
aqui vem...: para um Part-Time!
E, quem estava interessado numa sala com quase 25 indivíduos?
Creio que todos, menos um ou outro que tinha alguma outra saída
deste absurdo.
Viva Portugal e a precariedade absoluta,
viva o mundo globalizado em que o pobre tem de pagar para trabalhar
e as grandes empresas não se dão ao luxo de formar seus trabalhadores
com o seu dinheirinho...que, obviamente, não é pouco.
Viva o rico que vive no alto de seu conforto e não compreende porque é que se queixam as massas.
(queixam-se? A questão é essa: é que já nem sequer se queixam! Isso é que é preocupante.)
Viva o turismo que impede o português de viver dignamente numa casa, apartamento,
inflacionando os preços imobiliários de uma forma exorbitante e por todo o lado.
Viva os turistas que andam por aí felizes da vida a dizerem que é tão bonito e barato aqui em Portugal
enquanto o trabalhador português passa por eles de cabisbaixo e como que com vergonha
de sua vida não estar a correr como sente que devia, podia.
Viva toda esta hipocrisia de não se entender porque é que a extrema direita
e a extrema esquerda e todas as extremas do liberalismo e de tudo mais estarem a crescer.
Não se fala disto, nem do povo, nem do assalariado básico,
nem da vida normal e comum de qualquer ser humano normal e comum.
Fala-se de tudo menos disto!
A normalidade hoje é a perversidade de tudo.
Decadente decadência de todo o mundo fugir do óbvio
que é o absurdo em que vive e vivemos todos.
Viva a idiotice do mundo em que tenho de viver!
domingo, 23 de abril de 2017
Na rua ali ao lado há um sossego que não tem estado.
Um silêncio que quer algo,
uma maneira de reconhecer o tempo
que te reconhece a ti.
Ali na rua que me conhece
eu vivo,
mesmo quando por aí prossigo
caminho que dói
por estar difícil de andar em frente.
Sem saber o passado
e sem o apreciar de alguma forma
o futuro não aparece
e a vida é uma perpétua repetição.
Agora, ali naquela rua,
eu vivo sossegado.
Não preciso estar nela fisicamente
mas convém estar nela espiritualmente.
Carrego um sonho que inventei
pelo que senti meu coração pertencer
e merecer.
São sonhos de outros povos, culturas, religiões
e indivíduos,
são sonho meu agora.
Consequência de viver só para o que sinta valer a pena morrer.
Há aquela rua,
agora me lembro e sinto.
A dor escondi-a, como que me afasta dela
mas é preciso ser forte e manter-te a acreditar nela.
Aquela rua onde o espírito aparece
porque em sossego estás.
Atrás de tudo na vida
está a razão de tua existência,
propósito e ímpeto na terra.
Nascer disso dia-a-dia
é talvez a única maneira de te manteres são
neste mundo estranho, dividido e ganancioso.
Não há ânsia no espírito
porque ele entende e vive
no centro da vida em si.
Reconhecer essa rua que te conhece
e prosseguir esta vida que por vezes dói
mas sempre ensina.
Um silêncio que quer algo,
uma maneira de reconhecer o tempo
que te reconhece a ti.
Ali na rua que me conhece
eu vivo,
mesmo quando por aí prossigo
caminho que dói
por estar difícil de andar em frente.
Sem saber o passado
e sem o apreciar de alguma forma
o futuro não aparece
e a vida é uma perpétua repetição.
Agora, ali naquela rua,
eu vivo sossegado.
Não preciso estar nela fisicamente
mas convém estar nela espiritualmente.
Carrego um sonho que inventei
pelo que senti meu coração pertencer
e merecer.
São sonhos de outros povos, culturas, religiões
e indivíduos,
são sonho meu agora.
Consequência de viver só para o que sinta valer a pena morrer.
Há aquela rua,
agora me lembro e sinto.
A dor escondi-a, como que me afasta dela
mas é preciso ser forte e manter-te a acreditar nela.
Aquela rua onde o espírito aparece
porque em sossego estás.
Atrás de tudo na vida
está a razão de tua existência,
propósito e ímpeto na terra.
Nascer disso dia-a-dia
é talvez a única maneira de te manteres são
neste mundo estranho, dividido e ganancioso.
Não há ânsia no espírito
porque ele entende e vive
no centro da vida em si.
Reconhecer essa rua que te conhece
e prosseguir esta vida que por vezes dói
mas sempre ensina.
sábado, 22 de abril de 2017
E quando eu fugir novamente
e vir que tudo o que aqui sou
não é nada comparado a ali.
A arte de saber estar como és
num novo sítio, desconhecido,
e no silêncio de vida passada
e repetitiva apareceres
recto, certo e hirto
à razão, destino de teu ser.
As dores do corpo dissipam todas
e tudo que és agora
é a descoberta do Momento,
presente perpétuo de tua alma
viver com deus.
Haverá coisa mais bonita que isto?
Todos se cansam com as exigências do mundo
mas poucos seguem esta seta
que é o sonho a se querer manifestar.
Que maravilha poder estar num sítio
que te vê como estrangeiro!
Reaprender a ser e estar
como os astros querem,
como tu queres estar.
É por isso que fugir
é a cura
para aqueles que pensam demais,
sentem demais,
vivem demais!
Não há mais
quando deixa de haver novidade
e todo o teu ser sofre e grita
enquanto tentas, sem sucesso,
fugir disso.
Só mesmo a fuga Real,
a fuga impossível e sem sentido do IR
para onde nunca te chamaram
mas onde encontras,
encontrarás chamada tua,
íntima pah!
Oh, a fuga é afinal o que sou!
A fuga disto, a fuga daquilo,
a fuga perpétua de algo
que me evidencie como Eu.
Ora, nem eu me sei,
eu que tanto me exploro
e tento entender!
Senhor da fuga,
deus da descoberta
e do encontro.
A minha certeza é o Ir!
Ir para todo o lado
a todo o tempo,
nunca me comprometer
comigo mesmo.
Falam os astros por mim,
enquanto fujo e fujo
e lá me encontro
por momentos
fugindo disso também.
A fuga,
a fuga divina,
a fuga infernal!
Fugir de tudo
e ver que é fugindo de tudo
que se encontra afinal
o momento,
o presente,
o Real.
A fuga é então o meu deus.
A fuga é saber fazer da vida
uma ode à perdição do Eu.
A fuga é certamente
encontrares-te a ti
tão completamente
que só podes espalhar por aí
o teu Ser.
Bola inflamável
de água fria,
encontras a solução
em render-te ao maior dos teus
íntimos medos:
a fuga.
Foge da fuga até
e encontra-te no espírito.
Evidencia tua certeza dele
ao mundo
e morrerás como os deuses!
(Escrito esta tarde no caderno.
Tenho escrito bastante no caderno
mas são escritos diferentes dos do blogue
e já não os transcrevo para aqui há muito tempo.
Acontece que este senti que queria expor virtualmente.)
e vir que tudo o que aqui sou
não é nada comparado a ali.
A arte de saber estar como és
num novo sítio, desconhecido,
e no silêncio de vida passada
e repetitiva apareceres
recto, certo e hirto
à razão, destino de teu ser.
As dores do corpo dissipam todas
e tudo que és agora
é a descoberta do Momento,
presente perpétuo de tua alma
viver com deus.
Haverá coisa mais bonita que isto?
Todos se cansam com as exigências do mundo
mas poucos seguem esta seta
que é o sonho a se querer manifestar.
Que maravilha poder estar num sítio
que te vê como estrangeiro!
Reaprender a ser e estar
como os astros querem,
como tu queres estar.
É por isso que fugir
é a cura
para aqueles que pensam demais,
sentem demais,
vivem demais!
Não há mais
quando deixa de haver novidade
e todo o teu ser sofre e grita
enquanto tentas, sem sucesso,
fugir disso.
Só mesmo a fuga Real,
a fuga impossível e sem sentido do IR
para onde nunca te chamaram
mas onde encontras,
encontrarás chamada tua,
íntima pah!
Oh, a fuga é afinal o que sou!
A fuga disto, a fuga daquilo,
a fuga perpétua de algo
que me evidencie como Eu.
Ora, nem eu me sei,
eu que tanto me exploro
e tento entender!
Senhor da fuga,
deus da descoberta
e do encontro.
A minha certeza é o Ir!
Ir para todo o lado
a todo o tempo,
nunca me comprometer
comigo mesmo.
Falam os astros por mim,
enquanto fujo e fujo
e lá me encontro
por momentos
fugindo disso também.
A fuga,
a fuga divina,
a fuga infernal!
Fugir de tudo
e ver que é fugindo de tudo
que se encontra afinal
o momento,
o presente,
o Real.
A fuga é então o meu deus.
A fuga é saber fazer da vida
uma ode à perdição do Eu.
A fuga é certamente
encontrares-te a ti
tão completamente
que só podes espalhar por aí
o teu Ser.
Bola inflamável
de água fria,
encontras a solução
em render-te ao maior dos teus
íntimos medos:
a fuga.
Foge da fuga até
e encontra-te no espírito.
Evidencia tua certeza dele
ao mundo
e morrerás como os deuses!
(Escrito esta tarde no caderno.
Tenho escrito bastante no caderno
mas são escritos diferentes dos do blogue
e já não os transcrevo para aqui há muito tempo.
Acontece que este senti que queria expor virtualmente.)
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