Concretas luzes de soslaio na janela
lembram infância madura de outrora.
Quando do sonho nascia a vida e o mundo
e tudo era e seria novo, por descobrir,
chorar, sorrir.
Qual do passado ser quem sou agora.
Me lembro pouco do ontem
embora o esclareça sempre
em cada e qualquer passo em frente
mas isto sem qualquer directo consciente.
Atravessam-me raios de intuição
e sempre os fui e sou.
A coisa de viver é secundária
pois o que aprecio mesmo é sentir
os raios me interceptar e assim
me direccionar numa outra ou mesma direcção.
Vem o calor obrigar ao suor e a sorrisos fáceis,
movimentos despreocupados nesta tão preocupada manta de pessoa
que sou eu.
Estou esquisito.
Deve ser da lua,
foi nova há dias e agora cresce.
Espero crescer com ela.
quinta-feira, 21 de maio de 2015
quarta-feira, 20 de maio de 2015
Por desacreditar tentação se inaugura o Homem.
Coisa feia de força bruta e além pensamento, acção proscrita e actuada em perfeita sintonia com.
Nadar com algo em mente em simetria de coisas altas
e enviesadas que conhecem por duvidar o óbvio e mexer na alegria
como criança infinita!
Vomito o ódio e despreso,
por aqui tudo é qualquer coisa.
Caminho o tempo de não tempo
e maravilha que sempre encontro
- seja em vida seja em morte
(sim, porque eu sei morrer).
Aldrabices que me dizes e eu sinto
e o romantismo de ver quem lhe não é,
aos passos minguantes anda por aí
chorando a pena que escreve e ousada inventa
e fascina quem não a lê
(como se não ainda está escrita?).
Apetece-me cair pelas escadas,
dar o braço a sofrer e deixar ir as mágoas
à certeza de as sentir - deixar ver ao outro o que me vai na alma.
Ser português?
Palavras que não digo e o de ficar por aqui.
São preguiças do antigo,
são almas que me pesam no corpo e mente
como se toda esta cidade fosse esotérica
e eu sua manifestação pessoal e física.
Que diz ele de mim?
Escrevo o imediato que me quer sair...
Cansado de trabalhar e da folga estar tão longe,
noutro lugar.
Quero ir ao campo,
dormir os passarinhos e ser as ondas que embatem nas rochas
e oiço.
Adoro o imperfeito.
Aquilo que resta,
as reticências e as dúvidas,
as hesitações.
Sabes que dizem muito de ti?
Ainda hoje não me acreditavam idade real!
Eu que sorrio como um parvo disponível
e por dentro guardo o fardo da vida Ser
- só por si, em mim.
Que diz ele novamente?
Oh, velhices minha querida,
velhices!
É o vinho que ele bebe,
e agora aprecia,
para domar caminho ao dócil receio do destino.
Sirenes ao fundo,
a cidade vive e excita quem por ela anda nocturno.
Eu sou diurno.
Não porque queira mas porque assim é agora a minha vida.
(dou-me tão bem com os anjos e diabinhos da noite...
Sou de lá.
Agora, aqui na agitação da luz do dia, me sinto tão sem chão.
...devo precisar do subsolo do escuro e do embriagado que fico nisso.)
A vida é local e circunstância,
é também saber estar com quem está
e recorrer à mudança se os frutos nascem mortos
ou apodrecem rápida e frequentemente.
Ainda assim não é,
pois não?
Não.
Então, continuemos relativo feliz serão e festividade
pois daqui nada é Junho e já se avista o Santo António pelas ruas!
(Lisboa, quis fugir de ti mas não deixaste.
Maldita sejas
mas obrigado
- ou não.)
Coisa feia de força bruta e além pensamento, acção proscrita e actuada em perfeita sintonia com.
Nadar com algo em mente em simetria de coisas altas
e enviesadas que conhecem por duvidar o óbvio e mexer na alegria
como criança infinita!
Vomito o ódio e despreso,
por aqui tudo é qualquer coisa.
Caminho o tempo de não tempo
e maravilha que sempre encontro
- seja em vida seja em morte
(sim, porque eu sei morrer).
Aldrabices que me dizes e eu sinto
e o romantismo de ver quem lhe não é,
aos passos minguantes anda por aí
chorando a pena que escreve e ousada inventa
e fascina quem não a lê
(como se não ainda está escrita?).
Apetece-me cair pelas escadas,
dar o braço a sofrer e deixar ir as mágoas
à certeza de as sentir - deixar ver ao outro o que me vai na alma.
Ser português?
Palavras que não digo e o de ficar por aqui.
São preguiças do antigo,
são almas que me pesam no corpo e mente
como se toda esta cidade fosse esotérica
e eu sua manifestação pessoal e física.
Que diz ele de mim?
Escrevo o imediato que me quer sair...
Cansado de trabalhar e da folga estar tão longe,
noutro lugar.
Quero ir ao campo,
dormir os passarinhos e ser as ondas que embatem nas rochas
e oiço.
Adoro o imperfeito.
Aquilo que resta,
as reticências e as dúvidas,
as hesitações.
Sabes que dizem muito de ti?
Ainda hoje não me acreditavam idade real!
Eu que sorrio como um parvo disponível
e por dentro guardo o fardo da vida Ser
- só por si, em mim.
Que diz ele novamente?
Oh, velhices minha querida,
velhices!
É o vinho que ele bebe,
e agora aprecia,
para domar caminho ao dócil receio do destino.
Sirenes ao fundo,
a cidade vive e excita quem por ela anda nocturno.
Eu sou diurno.
Não porque queira mas porque assim é agora a minha vida.
(dou-me tão bem com os anjos e diabinhos da noite...
Sou de lá.
Agora, aqui na agitação da luz do dia, me sinto tão sem chão.
...devo precisar do subsolo do escuro e do embriagado que fico nisso.)
A vida é local e circunstância,
é também saber estar com quem está
e recorrer à mudança se os frutos nascem mortos
ou apodrecem rápida e frequentemente.
Ainda assim não é,
pois não?
Não.
Então, continuemos relativo feliz serão e festividade
pois daqui nada é Junho e já se avista o Santo António pelas ruas!
(Lisboa, quis fugir de ti mas não deixaste.
Maldita sejas
mas obrigado
- ou não.)
sábado, 16 de maio de 2015
Por cima daquilo que me chateia
está o céu limpo,
a claridade e a simpatia alheia.
Há também a disciplina de ver nisto
continuação e outro dia a vir
que pareça mais certo e perfeito.
Não que o haja nem tenha de haver
mas sinto apenas que há demais pressa em avançar
por inércia e não por pleno prazer e entrega.
Sou teimoso e silencioso.
Meço os meus passos como um relógio
pois sinto ter de ir a algum lugar
que meus passos estão (desde que me descobri)
e hão de descobrir.
Portanto digo-te até amanhã
que hoje me guardo em solitário serão
ainda que seja sábado e a alegria logre nas ruas.
Amanhã será sempre dia...
está o céu limpo,
a claridade e a simpatia alheia.
Há também a disciplina de ver nisto
continuação e outro dia a vir
que pareça mais certo e perfeito.
Não que o haja nem tenha de haver
mas sinto apenas que há demais pressa em avançar
por inércia e não por pleno prazer e entrega.
Sou teimoso e silencioso.
Meço os meus passos como um relógio
pois sinto ter de ir a algum lugar
que meus passos estão (desde que me descobri)
e hão de descobrir.
Portanto digo-te até amanhã
que hoje me guardo em solitário serão
ainda que seja sábado e a alegria logre nas ruas.
Amanhã será sempre dia...
terça-feira, 12 de maio de 2015
Não gosto assim tanto que me conheçam,
me chamem para sair ou jantar.
Não sei se por receio mesquinho meu
mas aprendi a me respeitar a cima de tudo
- este canto escuro que brilha quando não se o pergunta.
Demoro a chegar à vida
e é ela que me acolhe sempre
neste leito de me sentir sempre sem lugar.
Posso sorrir e parecer feliz
mas preciso mais de poder me sentir infeliz
- não me perguntes porquê.
A Lua e o Sol.
A Lua e o Sol vivem em mim
e vivem em qualquer um
- creio -
que se encontra em si
a desbastar as camadas de terra
para chegar ao ar:
alma?
Pode ser...
Não sei o porquê de minha resistência à vida.
As asas são extensas e voam para o infinito,
fortes, quando sem lugar logram a imaginação
- pensar, sentir, imaginar.
(No campo ou na cidade
a sede de querer lugar.)
Pegar na rede e desaparecer.
Colher tudo o que houver pelo viajar
sem tecto nem direcção.
Destino da vida me quis preso ao que sou.
Eu que mesmo digo que nunca se É nada
mas o momento e circunstância que se vivencia,
"habita".
O passado demais perto para o futuro
ser solto fluído pelo presente.
Não sei o que digo
mas sinto.
Um quão de desconfortável
de ser tão sociável e disponível...
Mas não.
É uma experiência.
Um cheiro ao olfacto.
Só mais um cheiro a ele
e à vida, non?
Peregrinação.
Se calhar é só solidão...
(havias de me ver de dia)
me chamem para sair ou jantar.
Não sei se por receio mesquinho meu
mas aprendi a me respeitar a cima de tudo
- este canto escuro que brilha quando não se o pergunta.
Demoro a chegar à vida
e é ela que me acolhe sempre
neste leito de me sentir sempre sem lugar.
Posso sorrir e parecer feliz
mas preciso mais de poder me sentir infeliz
- não me perguntes porquê.
A Lua e o Sol.
A Lua e o Sol vivem em mim
e vivem em qualquer um
- creio -
que se encontra em si
a desbastar as camadas de terra
para chegar ao ar:
alma?
Pode ser...
Não sei o porquê de minha resistência à vida.
As asas são extensas e voam para o infinito,
fortes, quando sem lugar logram a imaginação
- pensar, sentir, imaginar.
(No campo ou na cidade
a sede de querer lugar.)
Pegar na rede e desaparecer.
Colher tudo o que houver pelo viajar
sem tecto nem direcção.
Destino da vida me quis preso ao que sou.
Eu que mesmo digo que nunca se É nada
mas o momento e circunstância que se vivencia,
"habita".
O passado demais perto para o futuro
ser solto fluído pelo presente.
Não sei o que digo
mas sinto.
Um quão de desconfortável
de ser tão sociável e disponível...
Mas não.
É uma experiência.
Um cheiro ao olfacto.
Só mais um cheiro a ele
e à vida, non?
Peregrinação.
Se calhar é só solidão...
(havias de me ver de dia)
domingo, 10 de maio de 2015
Tens escrito?
Perguntam-me.
Sim, respondo eu.
Escrever é a arte que não sai nem entra
fica e prolifera pelo universo silencioso mas infinito do cérebro
que alcança alma.
De manhã, resigno-me ao trabalho
e acordo meio que contrariado.
Mas lá o dia avança e tudo cai na realidade
de ter sorte e alegria, bonança financeira e afectos tão gratuitos
quanto simpáticos.
Vida nocturna se afasta de mim
e eu quero-a ainda mas não posso
que agora diurno faço o tempo
crer futuro.
Poeta do cansaço,
quero a energia que não encontro
e aguardo.
Perguntam-me.
Sim, respondo eu.
Escrever é a arte que não sai nem entra
fica e prolifera pelo universo silencioso mas infinito do cérebro
que alcança alma.
De manhã, resigno-me ao trabalho
e acordo meio que contrariado.
Mas lá o dia avança e tudo cai na realidade
de ter sorte e alegria, bonança financeira e afectos tão gratuitos
quanto simpáticos.
Vida nocturna se afasta de mim
e eu quero-a ainda mas não posso
que agora diurno faço o tempo
crer futuro.
Poeta do cansaço,
quero a energia que não encontro
e aguardo.
quarta-feira, 6 de maio de 2015
...não querendo dramatizar mas sempre que quero "avançar" nesta vida
ela me cedo avisa que peço demais.
(Eu que só peço o razoável...)
Irritado com esta coisa do olá/adeus tão rápido, a uma coisa que quero,
se anuncia imediata nuvem de trovoada, negra e carregada.
Parece que o tropeçar é inevitável.
Porque não continuar como estava; "estavas tão bem"
- parece-me dizer, sempre que avanço e falha, a vida.
Andar a pé é um segredo dos diabos e duma liberdade ancestral.
Mas andar de moto também tem "o que se lhe diga"
pois há barulho, velocidade e aquela tranquilidade da liberdade.
Bom, escrevo isto porque falhou a moto
no segundo dia de posse própria dela.
Apetece-me mandar tudo pelos ares
e vendê-la imediatamente a outro que a queira.
Vou pô-la a arranjar...
Se for caro
ou se de novo me falhar
mando-a de um precipício
e ando a pé para o resto da vida.
ela me cedo avisa que peço demais.
(Eu que só peço o razoável...)
Irritado com esta coisa do olá/adeus tão rápido, a uma coisa que quero,
se anuncia imediata nuvem de trovoada, negra e carregada.
Parece que o tropeçar é inevitável.
Porque não continuar como estava; "estavas tão bem"
- parece-me dizer, sempre que avanço e falha, a vida.
Andar a pé é um segredo dos diabos e duma liberdade ancestral.
Mas andar de moto também tem "o que se lhe diga"
pois há barulho, velocidade e aquela tranquilidade da liberdade.
Bom, escrevo isto porque falhou a moto
no segundo dia de posse própria dela.
Apetece-me mandar tudo pelos ares
e vendê-la imediatamente a outro que a queira.
Vou pô-la a arranjar...
Se for caro
ou se de novo me falhar
mando-a de um precipício
e ando a pé para o resto da vida.
quinta-feira, 30 de abril de 2015
terça-feira, 28 de abril de 2015
Para quem cria o criador é uma certeza.
(oculta)
(oculta)
On going saying of the winds of present dividing past
to a never ending future of restlessness.
My soul wants to flow as the stars and universe it feels
but the mind, sometimes, just wants a resting place.
And the body, the body has other needs...
Desire.
Sexual energy, a full hearted spring of life
not in use.
Can put it on the head and fly as crazy on imagination
though life gets to be just a dream of forgetting nest.
Follow the present as the days come and nights follow
in an everlasting preach for life to be made complete
in the single moment.
No balance can be felt without deliverance to what happens now
and then.
Everything part of this individual path
that brings me towards thee
or brings me towards her.
Can feel one connection slowing
and another growing.
I will let it be towards what it will be.
Never now what will unfold by this...
Guess it's not up to me but some
promise that I did in my loneliness of all,
back in those days...
Follow the stream.
Or decide that the feet,
legs, harms, hands
and mind are in fact mine.
A mine to explore.
(been - just - a mine for so long)
to a never ending future of restlessness.
My soul wants to flow as the stars and universe it feels
but the mind, sometimes, just wants a resting place.
And the body, the body has other needs...
Desire.
Sexual energy, a full hearted spring of life
not in use.
Can put it on the head and fly as crazy on imagination
though life gets to be just a dream of forgetting nest.
Follow the present as the days come and nights follow
in an everlasting preach for life to be made complete
in the single moment.
No balance can be felt without deliverance to what happens now
and then.
Everything part of this individual path
that brings me towards thee
or brings me towards her.
Can feel one connection slowing
and another growing.
I will let it be towards what it will be.
Never now what will unfold by this...
Guess it's not up to me but some
promise that I did in my loneliness of all,
back in those days...
Follow the stream.
Or decide that the feet,
legs, harms, hands
and mind are in fact mine.
A mine to explore.
(been - just - a mine for so long)
quinta-feira, 23 de abril de 2015
Ouviria se me dissesse o vento,
estou nisto há tanto tempo...
Porque palavreando o dia-a-dia
em tesouro oral
perco escadas de ascendência moral.
Mas o que é do cérebro é também da vida
e o da vida crescer lembra ao cérebro
o que há de bem fazer
também.
Coisas simples.
Coisas mais simples
que as complicadas que ele imagina só
e entediado.
Lembro-me aos outros socialização
mas não há ela que me agarre à vida.
Fico-me sempre pelo caminho...
Ou me quero largar feito ave imensa de sonho físico
ou ausentar pleno e absoluto no sossego de minha mente gerar o universo.
Preguiça para as coisas básicas da vida
como o futuro.
Vontade de inventar o tempo sem tempo
agora.
Deliro o canto de meu silêncio
em memória certa de em breve
(sempre) começar.
estou nisto há tanto tempo...
Porque palavreando o dia-a-dia
em tesouro oral
perco escadas de ascendência moral.
Mas o que é do cérebro é também da vida
e o da vida crescer lembra ao cérebro
o que há de bem fazer
também.
Coisas simples.
Coisas mais simples
que as complicadas que ele imagina só
e entediado.
Lembro-me aos outros socialização
mas não há ela que me agarre à vida.
Fico-me sempre pelo caminho...
Ou me quero largar feito ave imensa de sonho físico
ou ausentar pleno e absoluto no sossego de minha mente gerar o universo.
Preguiça para as coisas básicas da vida
como o futuro.
Vontade de inventar o tempo sem tempo
agora.
Deliro o canto de meu silêncio
em memória certa de em breve
(sempre) começar.
segunda-feira, 20 de abril de 2015
sexta-feira, 17 de abril de 2015
Não sei o que faço.
Para mim a vida é o a qualquer momento,
qualquer olhar e sentimento,
qualquer estadia,
qualquer descobrimento.
Tudo de além,
que não sinto perfeito aqui,
é como se não existisse.
Daí racional entra
e outros entram
e lembram afinal
mais existir que esta teia mental.
Sou dengoso dela,
fico por ela a imaginar além do sofrimento
uma luz;
seja evolução ou teimosia,
a noite e o dia fazem parte do mesmo ciclo...
Que fazer quando te ameaçam maior distancia
que a que já há?
Sofrer com ela já é o que basta,
não é verdade?
Maior distância para quê?
Coisas.
Prossigo não faminto
nem desejoso,
é como se a velhice
já se encarrega-se de mim.
Preciso de outros
para que a vida não seja só minha
que isso só seca
(pois já reguei todas,
todas as minhas flores
e essas precisam de outras para viver por si em mim
e no mundo).
Cansado,
o trabalho não tem ido a nenhum lado.
Mas só agora
pois antes,
há uns dias,
crescia e florescia perfeitamente.
Há dias maus
e hoje,
ontem foram.
Constipado em conversas profundas...
Sou daqui
mas sou de qualquer lado também,
desde que haja espaço e compreensão.
Amador do vento
falo palavras do tempo a quem me ouve
mas não oiço eu palavras mas símbolos
e daí me distancio de meu irmão e irmã.
Talvez esteja apenas constipado
e cansado destes maus dias.
Talvez,
sei lá.
À parte da vida a imaginação
mas não é mau não
quando existem sem contradição
- nem que seja por uns breves momentos.
Que venha então amanhã.
Para mim a vida é o a qualquer momento,
qualquer olhar e sentimento,
qualquer estadia,
qualquer descobrimento.
Tudo de além,
que não sinto perfeito aqui,
é como se não existisse.
Daí racional entra
e outros entram
e lembram afinal
mais existir que esta teia mental.
Sou dengoso dela,
fico por ela a imaginar além do sofrimento
uma luz;
seja evolução ou teimosia,
a noite e o dia fazem parte do mesmo ciclo...
Que fazer quando te ameaçam maior distancia
que a que já há?
Sofrer com ela já é o que basta,
não é verdade?
Maior distância para quê?
Coisas.
Prossigo não faminto
nem desejoso,
é como se a velhice
já se encarrega-se de mim.
Preciso de outros
para que a vida não seja só minha
que isso só seca
(pois já reguei todas,
todas as minhas flores
e essas precisam de outras para viver por si em mim
e no mundo).
Cansado,
o trabalho não tem ido a nenhum lado.
Mas só agora
pois antes,
há uns dias,
crescia e florescia perfeitamente.
Há dias maus
e hoje,
ontem foram.
Constipado em conversas profundas...
Sou daqui
mas sou de qualquer lado também,
desde que haja espaço e compreensão.
Amador do vento
falo palavras do tempo a quem me ouve
mas não oiço eu palavras mas símbolos
e daí me distancio de meu irmão e irmã.
Talvez esteja apenas constipado
e cansado destes maus dias.
Talvez,
sei lá.
À parte da vida a imaginação
mas não é mau não
quando existem sem contradição
- nem que seja por uns breves momentos.
Que venha então amanhã.
quarta-feira, 15 de abril de 2015
domingo, 12 de abril de 2015
Enquanto o sono
fome ao alto
de o erguer sujo
por pleno prazer de viver.
Ser nato:
capaz de enganar o sábio
à incerteza antiga de bebé.
Aquela cara séria
que mostra sorriso
só a quem vê.
Capaz de tanto
e dado a tudo
que por quanto de caminho
logra ao segundo a eternidade.
Presente passado
nas vestes de prejuízo,
ter encontrado destino
tão prensado antes já
- já em sonho ó Zé!
Tudo calçada e horizonte,
tudo rio de encontro ao mar,
tudo fome seguida de alimento
e redonda a resposta à mesma pergunta
não ser,
sei lá.
Que venha a pompa
ou a pomba.
Que venha seja o que for
que o futuro der.
Por entre o silêncio
jaz o absoluto barulho da vida
que é imperial
e que manda.
Meter a perna à frente da direita
e seguir a cabeça o grito do coração.
Fogo à água
e saber navegar.
fome ao alto
de o erguer sujo
por pleno prazer de viver.
Ser nato:
capaz de enganar o sábio
à incerteza antiga de bebé.
Aquela cara séria
que mostra sorriso
só a quem vê.
Capaz de tanto
e dado a tudo
que por quanto de caminho
logra ao segundo a eternidade.
Presente passado
nas vestes de prejuízo,
ter encontrado destino
tão prensado antes já
- já em sonho ó Zé!
Tudo calçada e horizonte,
tudo rio de encontro ao mar,
tudo fome seguida de alimento
e redonda a resposta à mesma pergunta
não ser,
sei lá.
Que venha a pompa
ou a pomba.
Que venha seja o que for
que o futuro der.
Por entre o silêncio
jaz o absoluto barulho da vida
que é imperial
e que manda.
Meter a perna à frente da direita
e seguir a cabeça o grito do coração.
Fogo à água
e saber navegar.
quinta-feira, 9 de abril de 2015
Esta coisa de escrever tem que se lhe diga.
Feliz, compenso a vida
e meu desprezo raia a escrita nula.
Em quinta-feira de folga
resta-me o não fazer absolutamente nada.
O trabalho absorve-me tudo de dar
e assim deixo-me por aqui ficar,
pensando tréguas, alegrias e passado,
sonhando futuro por outro lado.
É deixar mais algum tempo passar.
(...sempre esperar pelo momento certo
a avançar.)
Quero coisas físicas e não mais abstracção.
Quero deslizar pelo asfalto em duas rodas
e esquecer o que tem de ser
e me dar apenas ao sentir,
conhecer e reconhecer
que tudo não é nada
e logo assim a vida é perfeita
e querida
para mim.
Tou satisfeito.
E o chato de estar satisfeito
é não inventar saídas por via da arte.
Não quer sair,
está bem assim.
Falemos de coisas boas
e deixemos as más terem a sua vida e morte
naturalmente.
Sejamos homens (e mulheres)
de carácter altivo
para reconhecer as fraquezas,
na verdade, serem as maiores virtudes.
É de calor que falo e espaço.
Um momento e tudo se vai.
Espera o dia que a noite come.
Maravilha poder viver sem saber
nem controlar demais os demais.
Sou apenas um
e um tenho que ser
até algo me matar.
Morre a morte em todo e qualquer lugar.
Vida é sempre mais!
(e continua...)
Feliz, compenso a vida
e meu desprezo raia a escrita nula.
Em quinta-feira de folga
resta-me o não fazer absolutamente nada.
O trabalho absorve-me tudo de dar
e assim deixo-me por aqui ficar,
pensando tréguas, alegrias e passado,
sonhando futuro por outro lado.
É deixar mais algum tempo passar.
(...sempre esperar pelo momento certo
a avançar.)
Quero coisas físicas e não mais abstracção.
Quero deslizar pelo asfalto em duas rodas
e esquecer o que tem de ser
e me dar apenas ao sentir,
conhecer e reconhecer
que tudo não é nada
e logo assim a vida é perfeita
e querida
para mim.
Tou satisfeito.
E o chato de estar satisfeito
é não inventar saídas por via da arte.
Não quer sair,
está bem assim.
Falemos de coisas boas
e deixemos as más terem a sua vida e morte
naturalmente.
Sejamos homens (e mulheres)
de carácter altivo
para reconhecer as fraquezas,
na verdade, serem as maiores virtudes.
É de calor que falo e espaço.
Um momento e tudo se vai.
Espera o dia que a noite come.
Maravilha poder viver sem saber
nem controlar demais os demais.
Sou apenas um
e um tenho que ser
até algo me matar.
Morre a morte em todo e qualquer lugar.
Vida é sempre mais!
(e continua...)
Com a Primavera tudo desabrocha.
Vou ao jardim Gulbenkian e os patos
atiram-se às patas num frenesim formidável!
Os pombos dançam em majestosa habilidade
para atrair as fêmeas mais delgadas.
Todos os pássaros falam a alegria de vir quente
e dias longos, bem passados em companhia saborosa.
Viva ela, a Primavera!
Os homens trabalham,
as mulheres também
mas nisto, em burburinho,
também se dança a dança da procriação.
Foge o pensamento para olhar beldades andantes
com cus salientes e olhar de quem se imagina já
dançando em forma horizontal.
Metade é pensamento
mas quem vai à luta recebe compensação.
É deixar vir.
É olhar, cheirar e sentir
o gosto da Natureza,
mais um ano,
nos deleitar com sua infinita criação.
quinta-feira, 2 de abril de 2015
Acordei destruído por uma noite longa,
forçada pela cerveja e acelerada pelo rum.
Música ao vivo e corpos suados dançando
enquanto eu, fumando e bebendo sentado,
observava tudo isto, pensando além também.
Pois eu não danço.
Dança, porventura, a todo o momento,
a minha cabeça
onde nela gira imaginação crua e linda.
Há cuidados a ter...
Esqueço de dizer,
cumprimentar,
pedir perdão por esquecer
e depois lembrar o tal esquecimento.
É que sou sincero
e a sinceridade morre só:
porque é perfeita,
porque é verdade(ira).
Então, invés de falar com ela
- por dígitos e tecnologia -
escolhi, por cansaço e preguiça,
antes ver um documentário,
por meu irmão sugerido.
Não sigo, levianamente, sugestões
mas segui esta
e é a meio desse mesmo documentário
que agora escrevo estas coisas.
A longitude do longe...
E o perto que é viver o presente
a todo o gás e folgo de ordem diurna
- coisa me tão estranha há tanto tempo.
Pois eu sou mais nocturno.
(...ou fui até hoje.)
Tudo muda.
E é neste propósito que me entrelaço na vida
de peito aberto e mente sã e serena.
Escolho o ao lado do hábito e da segurança.
Escolho o além do conforto do passado
para reger novo futuro,
torcendo presente e ser torcido por ele
- ver no que dá.
Assim a vida se faz com calma
e uma certa alegria.
O desafio é o grito da criança
que o adulto e o crescer
deve ouvir e reconhecer.
Não a loucura
- que a já até fui por excelência -
mas o desconforto premeditado
por iniciativa própria.
Assim o grande professor sempre a Vida e o Eu nela.
Viver é aprender a respeitar o tropeçar
e nisto andar e mais andar.
Com a calma do leão,
a prudência do elefante
e a agilidade da chita
a vida vai e vem
e eu com ela.
Dorme bem.
forçada pela cerveja e acelerada pelo rum.
Música ao vivo e corpos suados dançando
enquanto eu, fumando e bebendo sentado,
observava tudo isto, pensando além também.
Pois eu não danço.
Dança, porventura, a todo o momento,
a minha cabeça
onde nela gira imaginação crua e linda.
Há cuidados a ter...
Esqueço de dizer,
cumprimentar,
pedir perdão por esquecer
e depois lembrar o tal esquecimento.
É que sou sincero
e a sinceridade morre só:
porque é perfeita,
porque é verdade(ira).
Então, invés de falar com ela
- por dígitos e tecnologia -
escolhi, por cansaço e preguiça,
antes ver um documentário,
por meu irmão sugerido.
Não sigo, levianamente, sugestões
mas segui esta
e é a meio desse mesmo documentário
que agora escrevo estas coisas.
A longitude do longe...
E o perto que é viver o presente
a todo o gás e folgo de ordem diurna
- coisa me tão estranha há tanto tempo.
Pois eu sou mais nocturno.
(...ou fui até hoje.)
Tudo muda.
E é neste propósito que me entrelaço na vida
de peito aberto e mente sã e serena.
Escolho o ao lado do hábito e da segurança.
Escolho o além do conforto do passado
para reger novo futuro,
torcendo presente e ser torcido por ele
- ver no que dá.
Assim a vida se faz com calma
e uma certa alegria.
O desafio é o grito da criança
que o adulto e o crescer
deve ouvir e reconhecer.
Não a loucura
- que a já até fui por excelência -
mas o desconforto premeditado
por iniciativa própria.
Assim o grande professor sempre a Vida e o Eu nela.
Viver é aprender a respeitar o tropeçar
e nisto andar e mais andar.
Com a calma do leão,
a prudência do elefante
e a agilidade da chita
a vida vai e vem
e eu com ela.
Dorme bem.
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