E cada vez que apareço nesta terra vejo o céu e o mar,
terra e subsolo crente de descoberta em frente.
E cada vez que me vejo em mim
vejo eu por ti e ti,
mais que demais individuo
eu sou plural!
E quando me canso de mim
me caio em chão de fim,
um, tão pesado, tão só e ridículo...
Mas há o amanhã, a coisa de ver alguém novo
e mesmo que o mesmo de ontem mas noutro dia
a seguir.
Coisas parvas que digo mas isto sim é vida para mim!
Quero morrer por algo nobre,
quero ensinar aos outros o meu sofrimento
feito dança e música, poema ou fala.
Que a vida já passou por mim tantas,
tantas vezes mas por alguma razão
sempre me esquivo dela
- é demais intensa.
Prefiro andar por aí,
como incógnito,
e nessa liberdade pura
saber e crer as maiores verdades
que ninguém sequer supõe existirem ali,
onde eu - fantasma - ando.
Nasci de um fruto raro,
de um erro assistido pela vontade e amor
de meus pais.
Vim para aqui com boas intenções
e o mundo riu-se de mim.
Depois de me despir de tudo
vesti uma capa negra
que amaldiçoa quem se me atravessa caminho.
Para o bem ou o mal
eu sou negro e puro,
cru e duro.
Seja em amor ou ódio,
acho o equilíbrio e colaboro com este.
Paradoxal, é tudo paradoxal.
Querem a vida e vivem mortos...
Eu apenas quero a paz da morte,
disciplina completa e natural suprema
mas com isto o que mais vejo é vida,
plena querida linda vida.
As nuvens, o pássaro, a simpatia da velha,
as pessoas a sorrir e o vagabundo que me pede um cigarro.
Tudo acontecendo a cada momento.
Não há muito que se lhe diga.
Deixa a brisa ser
e sê com ela por favor.
domingo, 11 de dezembro de 2016
quarta-feira, 7 de dezembro de 2016
Quando eu chego ao mar
vejo o horizonte me encantar.
Me canta passado e não futuro
e daí me envolvo no presente como um sonho.
Silencio o meu coração
mas abro mão para ele voar um pouco
pela mente.
Não sei para onde vou
mas sei donde vim
e durmo assim aqui,
onde me encontro.
Não quero mais
nem solucionar problemas dos demais.
Quero a paz que a natureza me ensinou
a abraçar e daí levar a vida a algum lar.
Tenho pena de ter emoções por vezes,
porque são confusas e enfraquecem
a locomotiva que é a minha intuição certeira
e precisa.
Não há vento que eu colha
que não seja o de construcção.
E, já que minha alma é tão persistente,
teimosa e incapaz de ser cobarde,
tenho de alguma forma lhe dar razão
pela criação prenhe de minha imaginação.
A arte é complexa,
mais ainda a arte que tenta sair
do plano abstracto e inconsciente
para reinar em plano material, natural,
físico e mortal.
Aí, sinto e vejo, que a vida se torna
uma luta sem igual,
porque qualquer brincadeira é desafio
e qualquer emoção um confronto com a verdade.
Não brinques à vida quando demasiado dentro estás nela.
Vai com calma e acalma o ego que te aperta e sufoca.
A vida é mais que aquilo que vês,
é até principalmente aquilo que não vês
mas te deixas sentir.
Sê sentido, deixa-te ser sentido pela vida,
o mundo e os outros.
Nasce-te a cada momento e
conhece a morte de olhos nos olhos
para te dar protecção.
Há uns tempos sabia disto...
Agora não.
Não é fácil ter tal vontade
de inventar realidade
à sóbria e insensível realidade
dos outros.
Cada um por si...
Mas cada um por si
não me diz nada pois eu
não sou feliz assim.
Quero seguir a lua, o sol
e o tempo
e cair e renascer a cada momento.
O conforto, resistência e protecção
são jaulas de insatisfação perpétua.
Dá-me a tragédia que dela aprenderei a rir,
a rir mais alto e a compreender que é ela que me chora.
Ser maior.
(porque tem de ser)
vejo o horizonte me encantar.
Me canta passado e não futuro
e daí me envolvo no presente como um sonho.
Silencio o meu coração
mas abro mão para ele voar um pouco
pela mente.
Não sei para onde vou
mas sei donde vim
e durmo assim aqui,
onde me encontro.
Não quero mais
nem solucionar problemas dos demais.
Quero a paz que a natureza me ensinou
a abraçar e daí levar a vida a algum lar.
Tenho pena de ter emoções por vezes,
porque são confusas e enfraquecem
a locomotiva que é a minha intuição certeira
e precisa.
Não há vento que eu colha
que não seja o de construcção.
E, já que minha alma é tão persistente,
teimosa e incapaz de ser cobarde,
tenho de alguma forma lhe dar razão
pela criação prenhe de minha imaginação.
A arte é complexa,
mais ainda a arte que tenta sair
do plano abstracto e inconsciente
para reinar em plano material, natural,
físico e mortal.
Aí, sinto e vejo, que a vida se torna
uma luta sem igual,
porque qualquer brincadeira é desafio
e qualquer emoção um confronto com a verdade.
Não brinques à vida quando demasiado dentro estás nela.
Vai com calma e acalma o ego que te aperta e sufoca.
A vida é mais que aquilo que vês,
é até principalmente aquilo que não vês
mas te deixas sentir.
Sê sentido, deixa-te ser sentido pela vida,
o mundo e os outros.
Nasce-te a cada momento e
conhece a morte de olhos nos olhos
para te dar protecção.
Há uns tempos sabia disto...
Agora não.
Não é fácil ter tal vontade
de inventar realidade
à sóbria e insensível realidade
dos outros.
Cada um por si...
Mas cada um por si
não me diz nada pois eu
não sou feliz assim.
Quero seguir a lua, o sol
e o tempo
e cair e renascer a cada momento.
O conforto, resistência e protecção
são jaulas de insatisfação perpétua.
Dá-me a tragédia que dela aprenderei a rir,
a rir mais alto e a compreender que é ela que me chora.
Ser maior.
(porque tem de ser)
domingo, 4 de dezembro de 2016
Dark is the skin of fear.
And in the light you get away
feeling the urge to collapse or destroy.
No matter can control the fear you feel.
For as much irrational the worst
cause the mind has it's own propose.
Primitive feelings and instincts
dictate your ways in this life.
The obvious necessity is to
get a womb where to lay
and let time be and you in silence.
Absolute something of nothing
where you are with yourself
so much that you're with god,
in peace, free from judgment or prejudice.
Stress is the real enemy.
And the thoughts and creations
of suffering that manifest in your mind
are a lot of times not even the true ones.
Must stop the stress, the walls and the suffering.
Acknowledge universe and barriers not
but absolute, total freedom that burns
all the ignorance and fear from your heart.
Compromising in this world if you're not
in touch with your true self is an error
with terrible consequences.
Unlock the key to yourself
and be that with the world.
Conquer this self not the one's self of this world.
The individual is not just this mortal life
but and infinite stream of lives, feelings and beliefs.
Don't be jailed in your own thought
cause that's living in ignorance, past or lie.
Believe again in the day of the present,
in this instant moment and grace.
Look someone in the eye like your lover
and run from this towards life.
Make the wheels of inertia be of wilderness
and insane liberty and power.
No one is
but you are and make all beings be,
with you, for you and for them selfs
free.
Make the old god proud of you
and be yourself a brand new.
("insanelize" your sanity;
behold the true world of life)
And in the light you get away
feeling the urge to collapse or destroy.
No matter can control the fear you feel.
For as much irrational the worst
cause the mind has it's own propose.
Primitive feelings and instincts
dictate your ways in this life.
The obvious necessity is to
get a womb where to lay
and let time be and you in silence.
Absolute something of nothing
where you are with yourself
so much that you're with god,
in peace, free from judgment or prejudice.
Stress is the real enemy.
And the thoughts and creations
of suffering that manifest in your mind
are a lot of times not even the true ones.
Must stop the stress, the walls and the suffering.
Acknowledge universe and barriers not
but absolute, total freedom that burns
all the ignorance and fear from your heart.
Compromising in this world if you're not
in touch with your true self is an error
with terrible consequences.
Unlock the key to yourself
and be that with the world.
Conquer this self not the one's self of this world.
The individual is not just this mortal life
but and infinite stream of lives, feelings and beliefs.
Don't be jailed in your own thought
cause that's living in ignorance, past or lie.
Believe again in the day of the present,
in this instant moment and grace.
Look someone in the eye like your lover
and run from this towards life.
Make the wheels of inertia be of wilderness
and insane liberty and power.
No one is
but you are and make all beings be,
with you, for you and for them selfs
free.
Make the old god proud of you
and be yourself a brand new.
("insanelize" your sanity;
behold the true world of life)
sexta-feira, 2 de dezembro de 2016
Um outro ou eu mesmo,
sendo o pouco que de universo há em cada um de nós.
E se me inventar noutro é o segredo?
Que seja sincero e escolhido,
pronto firme de determinação sem igual.
As forças da Natureza só reconhecem a sinceridade
e a ausência absoluta de medo.
Conquista-te e depois o mundo.
Elaborando frente catártica
o humano flutua em sabedoria,
julgando melhor a maresia da vida quotidiana.
É preciso fugir para encontrar, por vezes.
É preciso que a mente esteja onde não tem de estar
para poder precisamente elaborar o futuro
em tom de quem mente, sorrindo, dizendo verdade.
Concordo com a morte
e aceito a consequência da vida.
Namoro os astros e o sol,
o céu e a terra.
Quero, ao ver a ave, sê-la.
Acreditar nisto é poesia.
Preciso clarificar a mente
e deixá-la vazia de comprometimento além disto.
Ninguém disse que iria ser fácil
e ninguém me disse que havia esta via
de uma pessoa se achar por si, sozinha,
feito mundo viral, rival, deste.
E porquê o estar tão vivo e físico
faz com que esta matéria
se não tão claramente se vicie
em minha consciência?
Neurose: tenho a arte ou a vida.
A vida só, sem arte, gera falácias
e distracções mil à conquista da matéria desta vida.
Quero correr o mundo a perder tudo
e deslumbrar-me com o ainda continuar sendo
- sendo apenas eu.
Cansado da vida...
Preciso me embrulhar na arte, morte e verdade irracional
para poder me pôr de novo nos meus pés,
caminhando por mim.
Não é tarefa fácil a vida sã
porque o mundo carrega a doença
de que todos se querem livrar.
A Natureza, essa continua sempre sendo.
A cidade move-se e falta-me a Natureza de outrora em mim
para a naturalizar, isto é, neutralizar.
Afinal, o que é o carro, o avião ou o maior edifício
comparado com o cavalo, águia e a sequóia-gigante?
Uns têm vida outros nascem mortos...
Bom, denigro a civilização apenas
porque, de momento, não lhe vejo naturalidade
- porque eu não o estou também.
É coisa de momento, uma fase de tristeza,
melancolia e irritanço espiritual e mental.
Sou um impaciente com isto do cérebro e das emoções
desse idiota coração.
Só encontro conforto na morte,
nesse juízo final que une tudo e todos
em silêncio e compreensão.
A tristeza é uma boa base.
A felicidade cansa, pa!
As ondas vêm e vão,
e o que fica?
A tua consciência delas...
Vai com calma meu amigo
que por vezes se é conquistador
e por vezes te sentes derrubado por este mundo.
São tudo, afinal, sombras da verdade...
Porque o conquistador não vê pormenores belos
e o derrubado vê-los com tristeza e alegria.
É uma sorte, se calhar, poderes ser os dois nesta vida
constantemente.
O que é, afinal, para sempre?
sendo o pouco que de universo há em cada um de nós.
E se me inventar noutro é o segredo?
Que seja sincero e escolhido,
pronto firme de determinação sem igual.
As forças da Natureza só reconhecem a sinceridade
e a ausência absoluta de medo.
Conquista-te e depois o mundo.
Elaborando frente catártica
o humano flutua em sabedoria,
julgando melhor a maresia da vida quotidiana.
É preciso fugir para encontrar, por vezes.
É preciso que a mente esteja onde não tem de estar
para poder precisamente elaborar o futuro
em tom de quem mente, sorrindo, dizendo verdade.
Concordo com a morte
e aceito a consequência da vida.
Namoro os astros e o sol,
o céu e a terra.
Quero, ao ver a ave, sê-la.
Acreditar nisto é poesia.
Preciso clarificar a mente
e deixá-la vazia de comprometimento além disto.
Ninguém disse que iria ser fácil
e ninguém me disse que havia esta via
de uma pessoa se achar por si, sozinha,
feito mundo viral, rival, deste.
E porquê o estar tão vivo e físico
faz com que esta matéria
se não tão claramente se vicie
em minha consciência?
Neurose: tenho a arte ou a vida.
A vida só, sem arte, gera falácias
e distracções mil à conquista da matéria desta vida.
Quero correr o mundo a perder tudo
e deslumbrar-me com o ainda continuar sendo
- sendo apenas eu.
Cansado da vida...
Preciso me embrulhar na arte, morte e verdade irracional
para poder me pôr de novo nos meus pés,
caminhando por mim.
Não é tarefa fácil a vida sã
porque o mundo carrega a doença
de que todos se querem livrar.
A Natureza, essa continua sempre sendo.
A cidade move-se e falta-me a Natureza de outrora em mim
para a naturalizar, isto é, neutralizar.
Afinal, o que é o carro, o avião ou o maior edifício
comparado com o cavalo, águia e a sequóia-gigante?
Uns têm vida outros nascem mortos...
Bom, denigro a civilização apenas
porque, de momento, não lhe vejo naturalidade
- porque eu não o estou também.
É coisa de momento, uma fase de tristeza,
melancolia e irritanço espiritual e mental.
Sou um impaciente com isto do cérebro e das emoções
desse idiota coração.
Só encontro conforto na morte,
nesse juízo final que une tudo e todos
em silêncio e compreensão.
A tristeza é uma boa base.
A felicidade cansa, pa!
As ondas vêm e vão,
e o que fica?
A tua consciência delas...
Vai com calma meu amigo
que por vezes se é conquistador
e por vezes te sentes derrubado por este mundo.
São tudo, afinal, sombras da verdade...
Porque o conquistador não vê pormenores belos
e o derrubado vê-los com tristeza e alegria.
É uma sorte, se calhar, poderes ser os dois nesta vida
constantemente.
O que é, afinal, para sempre?
terça-feira, 29 de novembro de 2016
Não sou amigo de mim mesmo,
descubro isso agora.
Se não trabalho o suficiente mato-me por dentro.
Não há maior inimigo que eu mesmo.
Saboto-me constantemente.
E se não me prezo ao desafio incessante
a vida torna-se uma calmaria pantanosa,
cheia de um cheiro mau e mosquitos que picam.
Não sou um bom amigo se me falho.
Dentro deste antro só sobrevive o mais forte.
Tudo o que não persiste deve morrer e
fortificar o que resiste a querer crescer.
A ordem da vida é essa, afinal.
Dentro dessa disciplina essencial
existe finalmente a harmonia.
Sou extremo em tudo.
Vou ao limite de tudo.
Depois continuo.
(é por isso que me não é fácil partilhar a vida)
descubro isso agora.
Se não trabalho o suficiente mato-me por dentro.
Não há maior inimigo que eu mesmo.
Saboto-me constantemente.
E se não me prezo ao desafio incessante
a vida torna-se uma calmaria pantanosa,
cheia de um cheiro mau e mosquitos que picam.
Não sou um bom amigo se me falho.
Dentro deste antro só sobrevive o mais forte.
Tudo o que não persiste deve morrer e
fortificar o que resiste a querer crescer.
A ordem da vida é essa, afinal.
Dentro dessa disciplina essencial
existe finalmente a harmonia.
Sou extremo em tudo.
Vou ao limite de tudo.
Depois continuo.
(é por isso que me não é fácil partilhar a vida)
Preciso andar por aí perdido à noite.
Preciso mostrar a mim que a noite é amiga
e guarda segredos que o dia não conhece
nem reconhece.
Preciso andar aí, sozinho e perdido,
feito vagabundo moderno.
Preciso conhecer a vida
e deixar-me levá-la por onde meus pés
caminham.
Preciso conhecer a vida no seu elemento material.
Eu sou todo febre de chatices e dor de viver.
A única coisa que me descansa é saber
que amanhã há mais uma noite,
mais uma caminhada,
mais uma descoberta de ir
sem esperar nada.
Como posso eu ser como os outros
com suas vidas simples e calmas?
Se não tenho chatices reais na vida
as invento.
A impossibilidade de estar satisfeito
e me deixar estar,
acreditando em mim agora
e não me tendo sempre de refazer e reinventar.
A arte me guarda existência, não há dúvida.
Ela quer-me normal mas sabe lá
o que se passa no sobrenatural de minha mente!
Tenho um menino cá dentro que pensa saber da vida.
Tá-me sempre a dizer coisas
e não compreende o trabalho nem a frustração.
Meu papel por aqui parece ser
vê-lo por aí,
andar, correr e se mexer
enquanto quem não o vê
anda infeliz e pesado.
Alquimia da vida.
Tão brilhante é ela por vezes
que pareço ter de inventar a magia negra
de tudo ser uma mitologia grande.
Há vida e morte.
Calma com tudo o resto
que passa...
Deus é grande
e tu pequeno.
Acorda-te a isso e deixa-te levar.
O norte não é uma teoria
nem a morte uma ideia.
Teu corpo se revelará ossos
e tu espírito
um dia.
Preciso mostrar a mim que a noite é amiga
e guarda segredos que o dia não conhece
nem reconhece.
Preciso andar aí, sozinho e perdido,
feito vagabundo moderno.
Preciso conhecer a vida
e deixar-me levá-la por onde meus pés
caminham.
Preciso conhecer a vida no seu elemento material.
Eu sou todo febre de chatices e dor de viver.
A única coisa que me descansa é saber
que amanhã há mais uma noite,
mais uma caminhada,
mais uma descoberta de ir
sem esperar nada.
Como posso eu ser como os outros
com suas vidas simples e calmas?
Se não tenho chatices reais na vida
as invento.
A impossibilidade de estar satisfeito
e me deixar estar,
acreditando em mim agora
e não me tendo sempre de refazer e reinventar.
A arte me guarda existência, não há dúvida.
Ela quer-me normal mas sabe lá
o que se passa no sobrenatural de minha mente!
Tenho um menino cá dentro que pensa saber da vida.
Tá-me sempre a dizer coisas
e não compreende o trabalho nem a frustração.
Meu papel por aqui parece ser
vê-lo por aí,
andar, correr e se mexer
enquanto quem não o vê
anda infeliz e pesado.
Alquimia da vida.
Tão brilhante é ela por vezes
que pareço ter de inventar a magia negra
de tudo ser uma mitologia grande.
Há vida e morte.
Calma com tudo o resto
que passa...
Deus é grande
e tu pequeno.
Acorda-te a isso e deixa-te levar.
O norte não é uma teoria
nem a morte uma ideia.
Teu corpo se revelará ossos
e tu espírito
um dia.
Destruo-o o mundo ou por ele sou destruído.
É simples.
(não resistir a isso apenas)
A vida é minha amante
e a morte meu feroz inimigo,
que levo bem dentro do peito
e lanço a quem me não tem jeito.
Congratulo o que me passa pelo olhar.
É simples.
(não resistir a isso apenas)
A vida é minha amante
e a morte meu feroz inimigo,
que levo bem dentro do peito
e lanço a quem me não tem jeito.
Congratulo o que me passa pelo olhar.
domingo, 27 de novembro de 2016
Nunca Medo
Nunca medo.
Sente o que sentes até ao fim para ir e voltar
e se evaporar pela existência de teres dois pés e caminhares.
Nunca medo.
Nunca medo e principalmente na face do maior medo
deixá-lo ser tu por um momento absolutamente
para se depois ir e evaporar e tu,
exactamente tu,
existente puro e cru,
nascido novamente.
Nunca reprimir ou conter na mente
mas deixar ir e vir absolutamente.
Que a coisa mais bela que há
é ver que depois de tanto pesadelo
o pesadelo ser, afinal, o reprimir, resistir
e conter o medo.
Não dar importância ao medo,
deixá-lo passar e perder-se por falta de atenção.
O universo conhece o medo?
O universo sempre se expande...
E o maior medo é o medo do medo!
Medo é superficial
à única real razão dele:
a morte.
Conhece-te o fim
e começa-te sim.
Sente o que sentes até ao fim para ir e voltar
e se evaporar pela existência de teres dois pés e caminhares.
Nunca medo.
Nunca medo e principalmente na face do maior medo
deixá-lo ser tu por um momento absolutamente
para se depois ir e evaporar e tu,
exactamente tu,
existente puro e cru,
nascido novamente.
Nunca reprimir ou conter na mente
mas deixar ir e vir absolutamente.
Que a coisa mais bela que há
é ver que depois de tanto pesadelo
o pesadelo ser, afinal, o reprimir, resistir
e conter o medo.
Não dar importância ao medo,
deixá-lo passar e perder-se por falta de atenção.
O universo conhece o medo?
O universo sempre se expande...
E o maior medo é o medo do medo!
Medo é superficial
à única real razão dele:
a morte.
Conhece-te o fim
e começa-te sim.
sábado, 26 de novembro de 2016
Quando acordar verei o que tenho a dar.
Quando serenar saberei o que disto absorvi
e não soube ter mas sei sorver aos poucos pela arte
e escrita, vida e pensamento, imaginação.
Tudo movimento, tudo vai e vem.
Quando acordar eu saberei o que sofri
e se sofri bem.
Quando acordar recordarei o sofrimento
de agora com alegria e conhecimento.
Quando acordar eu me direi desperto
e feliz de enleio este me desdobrarei
em novas rotas de descobrimento.
Porque "assim" sempre sou nau à deriva,
não sabendo o porquê e me deixando levar
- às últimas consequências já desconfortáveis.
Quando acordar eu serei outro
e serei sim, finalmente, o que não reconheço ser agora.
Quando acordar,
quando acordar.
Acordarei?
É sempre esse o meu medo!
Acordar é preciso e saber o que se é.
Isso ou viver intensamente sem interrogação além,
só o imediato estar e parecer.
Mas há sempre algo que fica na cabeça a remoer.
O meu demónio não aprecia incoerência
e se a deixo estar, mesmo que sofrendo o remoer,
é só uma questão de tempo até ele, o demónio, me ganhar.
A arte não ama os covardes, dizia já Vinicius.
E é tão verdade...
E vivo a cima de tudo para a arte,
esse mistério absoluto que sabe além de tudo
e goza a vida mortal como um deus imortal,
infernal.
Saber os limites da vida,
os limites físicos da vida
- que afinal são os únicos limites da vida.
Na mente não há limites mas barreiras
e degraus.
No conhecimento existe o universo
e esse reconhece o incógnito com a tranquilidade
de o saber poder criar.
É bom que se tenha estrutura para tal conhecimento...
Normalmente, diria ser necessário um bom coração.
Pois é a intuição dele que faz o cérebro compreender a
razão e ditá-la em arte aos outros.
Só digo disparates...
Vou para a cama seguir um sonho
que tarda a chegar.
Acorda, acorda meu filho
que a vida vem a nascer,
cada dia, a cada noite.
Elabora-te nisso,
ciclo eterno e infinito
e esquece teu pesar.
Afinal, o que é a vida se não uma invenção?
Quando serenar saberei o que disto absorvi
e não soube ter mas sei sorver aos poucos pela arte
e escrita, vida e pensamento, imaginação.
Tudo movimento, tudo vai e vem.
Quando acordar eu saberei o que sofri
e se sofri bem.
Quando acordar recordarei o sofrimento
de agora com alegria e conhecimento.
Quando acordar eu me direi desperto
e feliz de enleio este me desdobrarei
em novas rotas de descobrimento.
Porque "assim" sempre sou nau à deriva,
não sabendo o porquê e me deixando levar
- às últimas consequências já desconfortáveis.
Quando acordar eu serei outro
e serei sim, finalmente, o que não reconheço ser agora.
Quando acordar,
quando acordar.
Acordarei?
É sempre esse o meu medo!
Acordar é preciso e saber o que se é.
Isso ou viver intensamente sem interrogação além,
só o imediato estar e parecer.
Mas há sempre algo que fica na cabeça a remoer.
O meu demónio não aprecia incoerência
e se a deixo estar, mesmo que sofrendo o remoer,
é só uma questão de tempo até ele, o demónio, me ganhar.
A arte não ama os covardes, dizia já Vinicius.
E é tão verdade...
E vivo a cima de tudo para a arte,
esse mistério absoluto que sabe além de tudo
e goza a vida mortal como um deus imortal,
infernal.
Saber os limites da vida,
os limites físicos da vida
- que afinal são os únicos limites da vida.
Na mente não há limites mas barreiras
e degraus.
No conhecimento existe o universo
e esse reconhece o incógnito com a tranquilidade
de o saber poder criar.
É bom que se tenha estrutura para tal conhecimento...
Normalmente, diria ser necessário um bom coração.
Pois é a intuição dele que faz o cérebro compreender a
razão e ditá-la em arte aos outros.
Só digo disparates...
Vou para a cama seguir um sonho
que tarda a chegar.
Acorda, acorda meu filho
que a vida vem a nascer,
cada dia, a cada noite.
Elabora-te nisso,
ciclo eterno e infinito
e esquece teu pesar.
Afinal, o que é a vida se não uma invenção?
quarta-feira, 23 de novembro de 2016
A escuridão guarda a luz.
Guardando-a vai mostrando
o caminho a quem caminha cá fora.
Sejas tu como que um anjo da morte
olhando a vida brilhante pois contrasta
com a escuridão que aprecias e sentes.
Escuridão é o meu amor,
o meu centro, o meu calor.
Na escuridão encontro eu conforto
e compreensão, ausência de pressa
e pressão.
É como um pai, uma figura de autoridade
que me lembra o meu tamanho e faz de mim
um veículo mais que um ser parado.
Inventei-me como veículo de descoberta
há muitos anos.
A vida mais não é que a plataforma
desta minha compreensão da escuridão.
Como se nem tivesse vivo
obedeço à ordem que sonho e sinto
neste meu cantinho.
Sou pensamento.
Pensamentos que me chegam
neste meu canto.
Deixai-me o canto escuro
que dele conheço e faço vida.
Porque tudo o que se faz com arte
tem de se fazer despreocupadamente
e como que distraidamente.
Se não encontras alegria nesta vida
então distrai-te dela e nem penses nela
mas nesse tal cantinho; aí, no encontro entre os dois
aparece-te a vida, sinais do que deves ou não fazer
e do que és e não és.
Esse diálogo com a vida, a realidade,
o mundo e os outros é uma coisa divina.
Atento ao movimento da vida,
sendo que tudo o que se vê e sente é
representação dela.
Alegria!
Mas uma alegria calma e serena
que nasce da disciplina de nos bastarmos
a tal profecia.
E assim dançar a vida com a calma
dos deuses e a tenacidade do diabo.
Sério sinto ser sabedoria a serenar
este lago denso que se chama Eu.
Preservar a ordem que o mantém intacto
e só.
Bastar-te.
Ser apenas isto e assim tudo e nada.
Serenidade atenta à alma.
Com calma.
Guardando-a vai mostrando
o caminho a quem caminha cá fora.
Sejas tu como que um anjo da morte
olhando a vida brilhante pois contrasta
com a escuridão que aprecias e sentes.
Escuridão é o meu amor,
o meu centro, o meu calor.
Na escuridão encontro eu conforto
e compreensão, ausência de pressa
e pressão.
É como um pai, uma figura de autoridade
que me lembra o meu tamanho e faz de mim
um veículo mais que um ser parado.
Inventei-me como veículo de descoberta
há muitos anos.
A vida mais não é que a plataforma
desta minha compreensão da escuridão.
Como se nem tivesse vivo
obedeço à ordem que sonho e sinto
neste meu cantinho.
Sou pensamento.
Pensamentos que me chegam
neste meu canto.
Deixai-me o canto escuro
que dele conheço e faço vida.
Porque tudo o que se faz com arte
tem de se fazer despreocupadamente
e como que distraidamente.
Se não encontras alegria nesta vida
então distrai-te dela e nem penses nela
mas nesse tal cantinho; aí, no encontro entre os dois
aparece-te a vida, sinais do que deves ou não fazer
e do que és e não és.
Esse diálogo com a vida, a realidade,
o mundo e os outros é uma coisa divina.
Atento ao movimento da vida,
sendo que tudo o que se vê e sente é
representação dela.
Alegria!
Mas uma alegria calma e serena
que nasce da disciplina de nos bastarmos
a tal profecia.
E assim dançar a vida com a calma
dos deuses e a tenacidade do diabo.
Sério sinto ser sabedoria a serenar
este lago denso que se chama Eu.
Preservar a ordem que o mantém intacto
e só.
Bastar-te.
Ser apenas isto e assim tudo e nada.
Serenidade atenta à alma.
Com calma.
terça-feira, 22 de novembro de 2016
E vivo no campo e aqui não chegam as notícias de o mundo lá fora. Aqui oiço passarinhos e vejo as árvores crescer e estações mudar com a calma do tempo. Vivo sozinho com o meu cão e não há quem eu veja durante dias. Perscruto o mundo que vejo e sinto e o além dele deixo estar, sem me estorvar. Por vezes vêm a minha casa jovens confusos com o mundo e consigo mesmo. Normalmente rio-me alto de seus problemas, me parecendo - e lhes digo - serem não problemas mas visões a resolver, isto é, soluções ao final de contas. Mas gosto da companhia desta e outra gente, gosto que me visitem e gosto da conversa, só me chateia as coisas que oiço do mundo lá fora, por vezes fico triste, abatido, por outras fico irritado e com vontade de ir lá ao mundo gritar. Mas sei que não vale de nada. Sento-me então na cadeira que balança e fumo o meu cachimbo. Ao fim de tarde tomo um whisky a congratular o sol por mais um dia ido. Não tenho chatices aqui e como sou velho sou feliz.
segunda-feira, 21 de novembro de 2016
Miradouro do Morro de Campolide
Fabuloso Miradouro para Monsanto.
Passei lá noutro dia e hoje fui efectivamente investigar
e isto foi uma parte do que vi.
Coisas da cabeça que o coração sente e mistura tudo numa encruzilhada
de travessas e calçadas onde subir e descer constantemente é a vida. O
risco em frente se for sempre, não é risco mas chama acesa de acreditar
na vida. Agora, com medo, tudo mas Tudo se torna difícil e como que
impossível. É uma coisa feia ter medo, ter medo dos seus próprios
pensamentos. Normalmente nisto a morte ajuda a compreender o que de medo
é fantasia e que a energia que nos guia é aquela que deve ser seguida.
Mas a morte é difícil de achar quando uma pessoa se sente demais viva.
Algum descanso da vida... Porque fazer disto tudo uma mania de grandeza
se o que se mais sente é pequenez? Pequeno o ser humano anda por aí,
sentindo muito, falando pouco e tropeçando nos seus desejos e vontades. É
preciso inventar a realidade para que o coração não chegue lá. É um
órgão confuso este... Difícil de entender, mais ainda quando o cérebro
tem "certezas" opostas. Misturar os dois é o segredo mas tão difícil é.
Queria ser ligeiro como um dia consegui. Queria o pragmatismo de
trabalhar, observar e sentir sossegado. Agora estou todo largado pela
vida e o mundo, me querendo fechar num ninho meu, e mesmo esse está como
que amaldiçoado por mim e alguma cobardia mista. A questão é não ter
onde investir, não estar integrado, não sentir que a coisa flui sem mim
mas comigo também. Aí, os amigos, a família e o passado -
consciencializado - ajudam muito. Mas há qualquer coisa que me desiste
de viver, uma vontade de sossegar que é tão difícil de assentar. Tenho
medo de mim. Há qualquer coisa pré-editada que parece que quer que eu
falhe, que não consiga. Acertar e conseguir na vida dói um pouco, como
já Vinicius dizia:
"Se a felicidade existe, eu só sou feliz enquanto me queimo e quando a pessoa se queima não é feliz. A própria felicidade é dolorosa."
"Se a felicidade existe, eu só sou feliz enquanto me queimo e quando a pessoa se queima não é feliz. A própria felicidade é dolorosa."
domingo, 20 de novembro de 2016
Oh, minha alma quer-se ver livre da realidade humana.
Os pensamentos mirabolantes de uma mente que foi correr à chuva!
O frio, a chuva, a noite e o desporto fazem a loucura tomar conta de mim.
É que de ficar parado fico torto e não sei como lidar com a coisa de ter um lar.
A pressa de fugir, descobrir o desconforto para nele encontrar conforto a persistir.
É que tanto peso e demora, e tristeza e neurose fútil, fazem-me rir e nunca chorar.
Não consigo dizer o que me enlouquece, não consigo disso me partilhar,
só consigo antes tornar isso pensamentos, ideias e movimentos e daí
escolher linguagem e matéria-prima de conversação intelectual e, também, afectuosa.
É um precipício tudo isto, toda a vida, seja assim ou de outra forma.
A vida é uma coisa de loucos que só quem a vive absolutamente sabe
e sabe apreciar e dar graças aos momentos de alegria e destreza espiritual.
Tento a coisa, tento saber o que me faz louco.
Mas não há nada a saber - porque afinal já o sei...
O movimento é necessário para mim,
o desconforto então é essencial.
O medo que tenho à vida é o consolo que me dá a arte.
Enfrentar tudo isto sem ficar maluco.
Ser tudo isto sendo sempre alguma coisa.
O tempo e o espaço e o segredo de ter de avançar sempre
por mais que magoado ou fragilizado pelo mundo e os outros.
Não é coisa para fracos a vida esta.
Os pensamentos mirabolantes de uma mente que foi correr à chuva!
O frio, a chuva, a noite e o desporto fazem a loucura tomar conta de mim.
É que de ficar parado fico torto e não sei como lidar com a coisa de ter um lar.
A pressa de fugir, descobrir o desconforto para nele encontrar conforto a persistir.
É que tanto peso e demora, e tristeza e neurose fútil, fazem-me rir e nunca chorar.
Não consigo dizer o que me enlouquece, não consigo disso me partilhar,
só consigo antes tornar isso pensamentos, ideias e movimentos e daí
escolher linguagem e matéria-prima de conversação intelectual e, também, afectuosa.
É um precipício tudo isto, toda a vida, seja assim ou de outra forma.
A vida é uma coisa de loucos que só quem a vive absolutamente sabe
e sabe apreciar e dar graças aos momentos de alegria e destreza espiritual.
Tento a coisa, tento saber o que me faz louco.
Mas não há nada a saber - porque afinal já o sei...
O movimento é necessário para mim,
o desconforto então é essencial.
O medo que tenho à vida é o consolo que me dá a arte.
Enfrentar tudo isto sem ficar maluco.
Ser tudo isto sendo sempre alguma coisa.
O tempo e o espaço e o segredo de ter de avançar sempre
por mais que magoado ou fragilizado pelo mundo e os outros.
Não é coisa para fracos a vida esta.
sábado, 19 de novembro de 2016
La vitesse est la seule armure de mon âme.
(bien en français, non?)
(bien en français, non?)
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