Derradeiro passar do tempo
que lembra futuro ser passado do presente.
Ó reis da criança que ferveu em desesperança tanta
que esqueceu, desistiu e perdeu
as danças aladas que riam o tudo não querendo nada
senão mostrar-se absoluto como se sentiu.
Crescer é assim escamar, deixar cair a pele morta,
queimada do tempo as não ter vivido mas tão somente imaginado.
Mas a imaginação é vida também, não?
Imaginação é viver tão perto que tudo e todos alcança
- aqueles que perto ouvem, sentem e vêem:
perto daquele que em imaginação tanto mas tanto viveu.
Crescer é talvez dar espaço ao outro,
à vida até.
Saber senti-la como um deus que observa sem julgamento,
sorrindo o erro e a conquista como faces da mesma moeda.
Tento crescer e ver com olhos de nada o que me acontece.
Aprecio e conto os dias como algo de novo,
felizmente.
No entanto, sempre resta e há,
aquele espaço tão infinito quanto,
parecendo, eterno:
a mente.
Esse universo tão vivo se quem o sente
acredita e nele se revê presente.
Por vezes me cansa o viver...
O estar, parecer e falar por aí
a tudo e todos.
Parece que perco invés de ganhar.
Estranho, é?
No meu canto,
com os pormenores que me surgem,
ligações se formam perfeitas e delicadas,
acarinhando-me o intelecto com coração de voz.
Tão simpático é este meu espaço pessoal,
e como que interior,
que muitas vezes não queria era dali sair.
Mas tem que sair,
tenho que de lá sair.
Porque assim é a vida
e a vida manda e é para mim
esse deus de que os outros falam.
Eu não falo.
Eu oiço.
(ela fala...)
quarta-feira, 25 de março de 2015
segunda-feira, 23 de março de 2015
Na estrela do futuro imaginar
vivê-lo presente sem nada que temer
por tudo já previsto, meu bem.
Até imprevisto é coisa boa
e acesa acende a pele nua
que é Primavera e minha alma a quer.
Fogo de vista a cima
e o de baixo ser preguiça
de solidão inventar universo extenso
que não mói mas vive e voa como uma flor ave
que no mundo ecoa,
ecoa.
Maneiras de Ser e ser o mundo o Tem de ser.
Nisto não perder mas existir sorrindo
que o outro duvida mas vendo acredita
poder sê-lo também, não?
Que criança não finge o salto do chão
ser descida dos céus despretensiosa
porque esperada.
Esperar o quê?
Há que ter fé.
E quando a não há
é porque se está fazendo ela
ao passo de cada dia ser uma luta ganha
com sono, sonho e amanhã.
Quero uma outra pele,
do outro lado do hemisfério
- aquele mais quente e doce,
aquele que é de dentro e lá se expande(irá)
através de mim, sim?
Mulher.
Que dá serenidade à doença da individualidade.
E os demónios, anjos, reis e deuses serem apenas banda desenhada
desse conto consciente de ter de comer, cagar, dormir e acertar.
Mas não a havendo há o eu
e o que de voo se faz tempo pelo caminho da comunicação.
Cada dia mais perto da morte.
Cada dia mais perto de saber porquê.
Cada dia mais perto de ter pelo que morrer.
Desabafos de quem quer saber se ainda escreve.
Se a poesia que o tanto viveu
vive ainda nele.
E vive,
e vive...
vivê-lo presente sem nada que temer
por tudo já previsto, meu bem.
Até imprevisto é coisa boa
e acesa acende a pele nua
que é Primavera e minha alma a quer.
Fogo de vista a cima
e o de baixo ser preguiça
de solidão inventar universo extenso
que não mói mas vive e voa como uma flor ave
que no mundo ecoa,
ecoa.
Maneiras de Ser e ser o mundo o Tem de ser.
Nisto não perder mas existir sorrindo
que o outro duvida mas vendo acredita
poder sê-lo também, não?
Que criança não finge o salto do chão
ser descida dos céus despretensiosa
porque esperada.
Esperar o quê?
Há que ter fé.
E quando a não há
é porque se está fazendo ela
ao passo de cada dia ser uma luta ganha
com sono, sonho e amanhã.
Quero uma outra pele,
do outro lado do hemisfério
- aquele mais quente e doce,
aquele que é de dentro e lá se expande(irá)
através de mim, sim?
Mulher.
Que dá serenidade à doença da individualidade.
E os demónios, anjos, reis e deuses serem apenas banda desenhada
desse conto consciente de ter de comer, cagar, dormir e acertar.
Mas não a havendo há o eu
e o que de voo se faz tempo pelo caminho da comunicação.
Cada dia mais perto da morte.
Cada dia mais perto de saber porquê.
Cada dia mais perto de ter pelo que morrer.
Desabafos de quem quer saber se ainda escreve.
Se a poesia que o tanto viveu
vive ainda nele.
E vive,
e vive...
terça-feira, 17 de março de 2015
Toda a arte é uma fuga que encontra O encontro.
terça-feira, 10 de março de 2015
Não há espaço à inspiração.
Tal espaço precisa da não razão
para se suceder a si mesmo, preciso
e ideal.
Nem demais sedução da mente,
nem números dançam e se resolvem
noutros mais altos, leves, dados...
Há só trabalho, tempo e dinheiro.
Coisas sem graça para a arte.
Longe o refúgio da memória
por tudo ser absolutamente imediato,
esquecido superficialmente pelo a seguir.
E penso se não será melhor
algo simples e só
que alivie a tensão e a liberte em espaço:
espaço de tempo - aquele de que mais sei afinal.
Ou não?
O hábito faz o animal.
O hábito cria o (novo) querer e crer.
Portanto sempre duvido dessa coisa do Ser...
Vai-se sendo de acordo com as circunstancias.
Mais prazeirosas ou não sempre ensinam algo
- sempre deixam algo marcado.
Portanto perdido
tento o passar dos dias e noites
me adiantar tecido, tela, terra
para andar, cultivar, sarar
esta coisa estranha a que se chama vida.
Chamo-lhe existência...por agora.
Melhor dizendo ainda: aprendizagem,
o infinito leito da curiosidade!
...mas há limites.
Coisas como compromissos e
coisas que se não deviam dizer,
relacionamentos essenciais e outros.
Sim, sim: coisas dos outros que tocam a mim.
Coisas que vejo hoje como, possivelmente, essenciais a mim.
Por isto, nem tudo infinito
e nem tudo absolutamente criança
pois o tempo tece marcas na cara e coração
que têm de ter a nossa maior atenção
- pois deveras têm razão
(pelo menos a sua razão de acontecer).
Vibro agora a escrita ao entendimento
e sorri a véspera da angústia
à compreensão.
E assim vai comboio este que dirigi
e hoje me dirige a mim.
Tal espaço precisa da não razão
para se suceder a si mesmo, preciso
e ideal.
Nem demais sedução da mente,
nem números dançam e se resolvem
noutros mais altos, leves, dados...
Há só trabalho, tempo e dinheiro.
Coisas sem graça para a arte.
Longe o refúgio da memória
por tudo ser absolutamente imediato,
esquecido superficialmente pelo a seguir.
E penso se não será melhor
algo simples e só
que alivie a tensão e a liberte em espaço:
espaço de tempo - aquele de que mais sei afinal.
Ou não?
O hábito faz o animal.
O hábito cria o (novo) querer e crer.
Portanto sempre duvido dessa coisa do Ser...
Vai-se sendo de acordo com as circunstancias.
Mais prazeirosas ou não sempre ensinam algo
- sempre deixam algo marcado.
Portanto perdido
tento o passar dos dias e noites
me adiantar tecido, tela, terra
para andar, cultivar, sarar
esta coisa estranha a que se chama vida.
Chamo-lhe existência...por agora.
Melhor dizendo ainda: aprendizagem,
o infinito leito da curiosidade!
...mas há limites.
Coisas como compromissos e
coisas que se não deviam dizer,
relacionamentos essenciais e outros.
Sim, sim: coisas dos outros que tocam a mim.
Coisas que vejo hoje como, possivelmente, essenciais a mim.
Por isto, nem tudo infinito
e nem tudo absolutamente criança
pois o tempo tece marcas na cara e coração
que têm de ter a nossa maior atenção
- pois deveras têm razão
(pelo menos a sua razão de acontecer).
Vibro agora a escrita ao entendimento
e sorri a véspera da angústia
à compreensão.
E assim vai comboio este que dirigi
e hoje me dirige a mim.
sexta-feira, 6 de março de 2015
Kind of irritated with the world.
But that world that irritates me
it's not the world it is me,
only me.
Get over it
and breathe.
Go and see.
But that world that irritates me
it's not the world it is me,
only me.
Get over it
and breathe.
Go and see.
Me lanço ao de não ter chão.
Chão me querido e pequenino,
me poisa o coração para compreender os astros.
Mas não,
me lanço ao ar.
E o ar tem ar para eu respirar?
A descobrir estarei.
Nunca me assim lancei
ou sim lancei-me ao ar mas tinha terra alada
como espero agora esta cultivar.
Nascemos prontos para o Universo
mas não para o Mundo.
Esse aprende-se vivendo,
perdendo e ganhando
o que já nosso é afinal
nesse longe ego astral.
Até logo meu amigo,
vivo perdido
porque sei de teu encontro
e assim o procuro e apelo.
Chão me querido e pequenino,
me poisa o coração para compreender os astros.
Mas não,
me lanço ao ar.
E o ar tem ar para eu respirar?
A descobrir estarei.
Nunca me assim lancei
ou sim lancei-me ao ar mas tinha terra alada
como espero agora esta cultivar.
Nascemos prontos para o Universo
mas não para o Mundo.
Esse aprende-se vivendo,
perdendo e ganhando
o que já nosso é afinal
nesse longe ego astral.
Até logo meu amigo,
vivo perdido
porque sei de teu encontro
e assim o procuro e apelo.
terça-feira, 3 de março de 2015
In times of the apocalypse the most revolutionary act is to believe.
segunda-feira, 2 de março de 2015
Nasci ovo
e de dentro vi toda a criação de longe
sentindo-a, mais que perto, em mim.
Depois conheci alguém que quebrou o ovo
e me lançou ao vento asas imensas
que me levaram aos céus,
sol até.
Até que queimou,
queimou tudo.
Do tudo em memória
encontrei o Nada
e viu-o como casa
- sem casa que estava,
foi o meu novo ovo.
Ali tudo vi e senti e mexi
e sofri e não compreendi e percebi
e conheci.
Conheci que o tudo e o nada são o mesmo.
Do nada reconheci caminho
para o tudo novamente,
sem mala nem quase precedente,
a coragem fez-me crente de ser nu
com a mente mais que cheia de vestimento cru.
Ser apenas é ter passado por tudo isto e saber
também, e a cima de tudo, isso esquecer
para dar lugar ao que vem e tem de acontecer.
e de dentro vi toda a criação de longe
sentindo-a, mais que perto, em mim.
Depois conheci alguém que quebrou o ovo
e me lançou ao vento asas imensas
que me levaram aos céus,
sol até.
Até que queimou,
queimou tudo.
Do tudo em memória
encontrei o Nada
e viu-o como casa
- sem casa que estava,
foi o meu novo ovo.
Ali tudo vi e senti e mexi
e sofri e não compreendi e percebi
e conheci.
Conheci que o tudo e o nada são o mesmo.
Do nada reconheci caminho
para o tudo novamente,
sem mala nem quase precedente,
a coragem fez-me crente de ser nu
com a mente mais que cheia de vestimento cru.
Ser apenas é ter passado por tudo isto e saber
também, e a cima de tudo, isso esquecer
para dar lugar ao que vem e tem de acontecer.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
...tentando não deixar chegar à Intimidade aqueles espaços sozinhos - só nós.
E, no entanto, agora esqueço mais facilmente.
Assim, penso:
será que o medo sempre há
e mais vale, ao menos,
esquecê-lo por breves momentos?
Creio que sim.
Pois de mim fica sempre
- o que falta é o outro,
a outra.
Tudo o de fora que deve entrar dentro
se demora, aquece e mantém o de leve a ser alguém.
E, no entanto, agora esqueço mais facilmente.
Assim, penso:
será que o medo sempre há
e mais vale, ao menos,
esquecê-lo por breves momentos?
Creio que sim.
Pois de mim fica sempre
- o que falta é o outro,
a outra.
Tudo o de fora que deve entrar dentro
se demora, aquece e mantém o de leve a ser alguém.
A vida, de alguma maneira, é sempre a perder
portanto mais vale sempre dar a valer.
portanto mais vale sempre dar a valer.
Como pode um Super-Mercado vender produtos
mais caros que uma Mercearia?
Um reflexo da nossa economia?
Pode ser.
mais caros que uma Mercearia?
Um reflexo da nossa economia?
Pode ser.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
aBout my writings on eNglish
...when first started to write in english I was so, so tired of my native portuguese.
The language that gave birth to me was explored to the knees by my anxious need
to see and know, find and control... Then, let go! But how?
So, the english language came to my door and found me, like a baby, in need of hold.
I embraced it, I embraced her, cause it seemed like the new perfect high-way to explore more.
Since I always had an ease with the english language and all its details and tales/tails - see?
A new way to express the ways of one's mind and self.
Basically, just needing of say why I write this so weirdly medieval english
that so naturally comes my way when I feel like expressing other part of...me(?)
(and when reading you think that is badly written
I assure you not.
- like that "on" not being "in" in the title of this post.)
The language that gave birth to me was explored to the knees by my anxious need
to see and know, find and control... Then, let go! But how?
So, the english language came to my door and found me, like a baby, in need of hold.
I embraced it, I embraced her, cause it seemed like the new perfect high-way to explore more.
Since I always had an ease with the english language and all its details and tales/tails - see?
A new way to express the ways of one's mind and self.
Basically, just needing of say why I write this so weirdly medieval english
that so naturally comes my way when I feel like expressing other part of...me(?)
(and when reading you think that is badly written
I assure you not.
- like that "on" not being "in" in the title of this post.)
Be the winds guide the stars feeling of my heart
through streets of knowledge forgotten by achieved life.
Know the process by failing it with no matter
for the passing of time makes it all, all fine.
On the walks of life find the silence of truth
and smile like a child to the old men that seem to be only.
Old times of youth achieved by the withdrawing
of defence and control.
For it is all to be lost and gained by the absence of our complain.
Times been and are and will be
but the soul remains an All
besides I and you and me
there are the sun and moon
and the love on which they bloom.
Carved the intimacy of one's self
all that life can carry and breed is Perfect.
We are,
we see,
we feel
and we Breathe.
through streets of knowledge forgotten by achieved life.
Know the process by failing it with no matter
for the passing of time makes it all, all fine.
On the walks of life find the silence of truth
and smile like a child to the old men that seem to be only.
Old times of youth achieved by the withdrawing
of defence and control.
For it is all to be lost and gained by the absence of our complain.
Times been and are and will be
but the soul remains an All
besides I and you and me
there are the sun and moon
and the love on which they bloom.
Carved the intimacy of one's self
all that life can carry and breed is Perfect.
We are,
we see,
we feel
and we Breathe.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
Na vida há pouco que se lhe diga
que não seja dito pelo gesto ou fala.
Na vida quem quer, manda
quem não quer é mandado
e quem queria mandar
mas escolhe não o fazer
observa.
A vida sabe de si
e quanto que cada um de nós tem de aprender
a perder para ganhar com o maior dos prazeres:
humildade.
Humilde idade do crescimento
ser finalmente assente agora
e tudo o que vem e vai é perfeito
e aceite porque é vida e vida somos nós.
O além aqui,
o sorrir para ti,
o agradecer a todo o momento
a destreza de saber estar, ir e andar.
que não seja dito pelo gesto ou fala.
Na vida quem quer, manda
quem não quer é mandado
e quem queria mandar
mas escolhe não o fazer
observa.
A vida sabe de si
e quanto que cada um de nós tem de aprender
a perder para ganhar com o maior dos prazeres:
humildade.
Humilde idade do crescimento
ser finalmente assente agora
e tudo o que vem e vai é perfeito
e aceite porque é vida e vida somos nós.
O além aqui,
o sorrir para ti,
o agradecer a todo o momento
a destreza de saber estar, ir e andar.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
Escrever poesia é a minha forma de gostar de Portugal.
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015
Evolui o chão de meu céu
enquanto perdido sorrio o estado
de ser presente, sem saber
e sem demasiado crer.
Quero.
Querer, quem sabe, é melhor...
Neguei a evolução que me toca
ao mundo um mais apenas
e levei meu mundo ao cimo
da absoluta infinitude do eu.
Singular, individual, independente até
quis e fui - por saber do que era dependente afinal.
Agora subo a escada horizontal
de ser mais um apenas novamente
sem medo e sem pretensão de parecer ou ser especial.
Se sou serei sem o saber
e aí está o grande pragmatismo que consegue
distraidamente o que antes apenas sonhou,
contemplou e sozinho gozou.
Qual de tropeçar ser erro ou ganho
e o precaver, antecipar
- e, como que, quase querer cair -
ser algo de altivo, sábio e crente de uma nova universal velha maneira
de afinal negar à vida o ser mortal que duvida mas anda,
que corre e lamenta, que sangra sem ter culpa.
Que me unir às forças do agora,
às realidades que atingem e mudam quem as detém,
faça de mim o que quiser
pois eu já fui o que queria e nisso vivi milénios
que esqueci mas nunca, verdadeiramente, esqueço...
Sangrar e pensar unidos.
Ser e parecer na mesma sopa de nem sequer já mais querer saber.
O dia a si mesmo
e a noite,
bem a noite ao universo!
enquanto perdido sorrio o estado
de ser presente, sem saber
e sem demasiado crer.
Quero.
Querer, quem sabe, é melhor...
Neguei a evolução que me toca
ao mundo um mais apenas
e levei meu mundo ao cimo
da absoluta infinitude do eu.
Singular, individual, independente até
quis e fui - por saber do que era dependente afinal.
Agora subo a escada horizontal
de ser mais um apenas novamente
sem medo e sem pretensão de parecer ou ser especial.
Se sou serei sem o saber
e aí está o grande pragmatismo que consegue
distraidamente o que antes apenas sonhou,
contemplou e sozinho gozou.
Qual de tropeçar ser erro ou ganho
e o precaver, antecipar
- e, como que, quase querer cair -
ser algo de altivo, sábio e crente de uma nova universal velha maneira
de afinal negar à vida o ser mortal que duvida mas anda,
que corre e lamenta, que sangra sem ter culpa.
Que me unir às forças do agora,
às realidades que atingem e mudam quem as detém,
faça de mim o que quiser
pois eu já fui o que queria e nisso vivi milénios
que esqueci mas nunca, verdadeiramente, esqueço...
Sangrar e pensar unidos.
Ser e parecer na mesma sopa de nem sequer já mais querer saber.
O dia a si mesmo
e a noite,
bem a noite ao universo!
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015
Um
atrás do outro
enquanto um segura
o outro se lança ar
livre, leve.
De olhos
enaltece coração
seguindo a razão
essa esperança sempre
de renascer ao dia um de sentir
novamente.
E perder
cair
é deveras uma possibilidade
porque tudo cai, é assim que corre o tempo da vida.
Mas não de medo agora
nem ontem foi o medo que sinto agora.
Medo é criativo mas ilusório
e quando se sente mais do que se pensa
então o ganho é constante,
graça preponderante.
Está um dia lindo,
está sim senhor e sim senhora.
Lindo ao quanto eu aqui suo e espirro,
engripada veste chamada corpo que enfraquece
mas rejuvenescerá eventualmente
- talvez amanhã.
Resta o tempo, a informação
parado recebida.
Falo de filmes, documentários,
livros e pensamentos.
Há que entreter o tempo com tempo a crescer.
Doente não posso crer...
Mais de manhã,
demais amanhã que chuva ameaça,
frio desgraça.
Mas vem lá Primavera.
Pássaros a piar, sorrisos,
calor, beijos e namoros alheios
que inspiram a vida a se procriar.
Por momentos acontece em cheio
estar em todo o lugar aqui.
É da doença, é da cabeça...
Mais um cigarro,
um espirro e assoar o nariz ao papel higiénico.
Lá fora o mundo, as sirenes
e conversas,
gritos e motores.
Quando prostrado neste estado gripal
e um dia lindo sinto pela janela
só desejo um voo alto e directo ao centro da vida.
O parar reflecte o que se quer afinal.
atrás do outro
enquanto um segura
o outro se lança ar
livre, leve.
De olhos
enaltece coração
seguindo a razão
essa esperança sempre
de renascer ao dia um de sentir
novamente.
E perder
cair
é deveras uma possibilidade
porque tudo cai, é assim que corre o tempo da vida.
Mas não de medo agora
nem ontem foi o medo que sinto agora.
Medo é criativo mas ilusório
e quando se sente mais do que se pensa
então o ganho é constante,
graça preponderante.
Está um dia lindo,
está sim senhor e sim senhora.
Lindo ao quanto eu aqui suo e espirro,
engripada veste chamada corpo que enfraquece
mas rejuvenescerá eventualmente
- talvez amanhã.
Resta o tempo, a informação
parado recebida.
Falo de filmes, documentários,
livros e pensamentos.
Há que entreter o tempo com tempo a crescer.
Doente não posso crer...
Mais de manhã,
demais amanhã que chuva ameaça,
frio desgraça.
Mas vem lá Primavera.
Pássaros a piar, sorrisos,
calor, beijos e namoros alheios
que inspiram a vida a se procriar.
Por momentos acontece em cheio
estar em todo o lugar aqui.
É da doença, é da cabeça...
Mais um cigarro,
um espirro e assoar o nariz ao papel higiénico.
Lá fora o mundo, as sirenes
e conversas,
gritos e motores.
Quando prostrado neste estado gripal
e um dia lindo sinto pela janela
só desejo um voo alto e directo ao centro da vida.
O parar reflecte o que se quer afinal.
sábado, 7 de fevereiro de 2015
Na vida sempre que pensas que vais morrer um bocadinho
nasces um bocadinho mais.
nasces um bocadinho mais.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
The biggest force there is
it's your expression of who you are.
it's your expression of who you are.
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