segunda-feira, 22 de junho de 2015

Greater are the secrets of the flowers that burst without thought.

No greater man can be
than the mind he trusts.

Dream light but intensely
and all that is felt be real
in near future present life.

Call the night your muse,
drunken yourself with feelings of immense gratitude,
for it is the one that is humble that can carry the burden
of not knowing but going after all.

Be the one that is not shaken yet
but after reflecting on feelings felt.

Sober, travel through
and smile to others and to you
cause reason has no space
but time.

terça-feira, 16 de junho de 2015

I've forgotten leaves...

Memories of the past came to me
while I ran through the night.

Sweet memories of my school days
and conscious awareness starting to burst.

All my days pass like no past.
Everything so fast doesn't allow all the tree
to come with me.

That's why some leaves are back there,
in the path I made and in the making is.

The question is
if those leaves fertilize or not,
the future ground to be awaken brand new
and fulfilling.

The wise man is asleep...
Run a bit, little boy of youth,
the sun rises with your truth.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Não sei o que digo. Pertenças formas de falar sem pensar e, na verdade, sempre fui assim.
Tentei ser sábio antes, e fui-o deveras, mas agora caio no erro e bonança de falar e escrever
e actuar sem, por certo, pensar. Sou um incoerente mãe. Sou um incoerente filha.
Sou aquilo que não queria e aquilo que mais amo também - tem dias...
Sou parte do todo que me junta e me pensa ser consciente.
Enquanto longe o mundo, eu faço o meu mundo.
Afasto-me de algumas coisas que me estorvam,
avanço para poucas outras que existem sem mim, perfeitamente
- isto talvez porque julgo poder existir sem absolutamente nada mais que mim.
Pateta.
Pateta?
Pateta!

Sou um gerúndio.
Tenho preguiça de alcançar, ser e estar.
Para mim tudo é movimento porque eu sou deveras um ser parado:
uma pedra, um arbusto, um castelo sem nada dentro senão vento e o que passa.

Passa por mim.

Como ontem te falei mas não sei dizer além.
Não sei desenvolver conversa.
Prefiro o silêncio ou a parvoíce.

Fala por mim.

Eu acho tudo absurdo,
sou um cínico do mundo
que calcula tudo e todos
com matemática mental e emocional.

Não sou nada afinal.

Queria apenas umas mamas ou um rabo
onde pousar este cérebro chato que não encontra satisfação.

(Minto!
Gosto das andorinhas a piar e a voar
por cima de mim,
no céu azul e calor afim de Verão.)

domingo, 31 de maio de 2015

Parece que não passa o tempo
e, no entanto, envelheço a cada momento.

Tenho aquela coisa da "vergonha de existir"
- texto que escrevi há anos.

"Com licença que eu vou passar."
Como se tivesse de pedir desculpa por ocupar espaço,
espaço esse que parece imenso e na verdade só mais um é.

É a sensibilidade que carrego e não fujo.
Já fugi.
Talvez devesse fugir um pouquinho outra vez.
Talvez.

Está quase lua cheia.

(Ontem devia ter ido ao bailarico
invés de ali sentado a falar estar.)

Ainda de ressaca luto alguma vida
mas estou pesado e estranho.

Amanhã trabalho novamente.

Queria mudar de sítio,
quarto, trabalho, aspecto e ter.

Inércia, deixo-me levar.
Como se não tivesse a decidir o destino de meu ser.

Há qualquer coisa que tem de mudar aqui.

Sempre me escrevi para existir em pleno,
própria criação de minha imaginação.

Hoje sou perfeitamente real e espontâneo
mas isso é como que monótono e pouco divertido.

Qual a graça de andar no chão quando já se inventou o céu?

Era invenção, era invenção...

Foi.
Agora é outra história.

Mais um dia meu velho.
Caminha o sol da esperança em sombra de luta próxima.

Ser pela primeira vez
outra vez.

Lua: mais longe, mais antiga, mais presente, sempre.


ou


sexta-feira, 29 de maio de 2015

Dormir e sonhar é a nossa segunda
e infinita vida.

Não deve, de maneira nenhuma,
ser menosprezado.

É um retorno diário às origens e ao essencial.


Deixai-vos dormir
para, quando acordados,
poder presenciar deveras a realidade
que a vida nos oferece
também.


quinta-feira, 21 de maio de 2015

a Rainha


Concretas luzes de soslaio na janela
lembram infância madura de outrora.

Quando do sonho nascia a vida e o mundo
e tudo era e seria novo, por descobrir,
chorar, sorrir.

Qual do passado ser quem sou agora.

Me lembro pouco do ontem
embora o esclareça sempre
em cada e qualquer passo em frente
mas isto sem qualquer directo consciente.

Atravessam-me raios de intuição
e sempre os fui e sou.

A coisa de viver é secundária
pois o que aprecio mesmo é sentir
os raios me interceptar e assim
me direccionar numa outra ou mesma direcção.

Vem o calor obrigar ao suor e a sorrisos fáceis,
movimentos despreocupados nesta tão preocupada manta de pessoa
que sou eu.

Estou esquisito.

Deve ser da lua,
foi nova há dias e agora cresce.

Espero crescer com ela.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Por desacreditar tentação se inaugura o Homem.
Coisa feia de força bruta e além pensamento, acção proscrita e actuada em perfeita sintonia com.
Nadar com algo em mente em simetria de coisas altas
e enviesadas que conhecem por duvidar o óbvio e mexer na alegria
como criança infinita!
Vomito o ódio e despreso,
por aqui tudo é qualquer coisa.
Caminho o tempo de não tempo
e maravilha que sempre encontro
- seja em vida seja em morte
(sim, porque eu sei morrer).
Aldrabices que me dizes e eu sinto
e o romantismo de ver quem lhe não é,
aos passos minguantes anda por aí
chorando a pena que escreve e ousada inventa
e fascina quem não a lê
(como se não ainda está escrita?).
Apetece-me cair pelas escadas,
dar o braço a sofrer e deixar ir as mágoas
à certeza de as sentir - deixar ver ao outro o que me vai na alma.
Ser português?
Palavras que não digo e o de ficar por aqui.
São preguiças do antigo,
são almas que me pesam no corpo e mente
como se toda esta cidade fosse esotérica
e eu sua manifestação pessoal e física.
Que diz ele de mim?
Escrevo o imediato que me quer sair...
Cansado de trabalhar e da folga estar tão longe,
noutro lugar.
Quero ir ao campo,
dormir os passarinhos e ser as ondas que embatem nas rochas
e oiço.
Adoro o imperfeito.
Aquilo que resta,
as reticências e as dúvidas,
as hesitações.
Sabes que dizem muito de ti?
Ainda hoje não me acreditavam idade real!
Eu que sorrio como um parvo disponível
e por dentro guardo o fardo da vida Ser
- só por si, em mim.
Que diz ele novamente?
Oh, velhices minha querida,
velhices!
É o vinho que ele bebe,
e agora aprecia,
para domar caminho ao dócil receio do destino.
Sirenes ao fundo,
a cidade vive e excita quem por ela anda nocturno.
Eu sou diurno.
Não porque queira mas porque assim é agora a minha vida.
(dou-me tão bem com os anjos e diabinhos da noite...
Sou de lá.
Agora, aqui na agitação da luz do dia, me sinto tão sem chão.
...devo precisar do subsolo do escuro e do embriagado que fico nisso.)
A vida é local e circunstância,
é também saber estar com quem está
e recorrer à mudança se os frutos nascem mortos
ou apodrecem rápida e frequentemente.
Ainda assim não é,
pois não?
Não.
Então, continuemos relativo feliz serão e festividade
pois daqui nada é Junho e já se avista o Santo António pelas ruas!

(Lisboa, quis fugir de ti mas não deixaste.
Maldita sejas
mas obrigado
- ou não.)

sábado, 16 de maio de 2015

Por cima daquilo que me chateia
está o céu limpo,
a claridade e a simpatia alheia.

Há também a disciplina de ver nisto
continuação e outro dia a vir
que pareça mais certo e perfeito.

Não que o haja nem tenha de haver
mas sinto apenas que há demais pressa em avançar
por inércia e não por pleno prazer e entrega.

Sou teimoso e silencioso.
Meço os meus passos como um relógio
pois sinto ter de ir a algum lugar
que meus passos estão (desde que me descobri)
e hão de descobrir.

Portanto digo-te até amanhã
que hoje me guardo em solitário serão
ainda que seja sábado e a alegria logre nas ruas.

Amanhã será sempre dia...

terça-feira, 12 de maio de 2015

Filósofos à Janela





Não gosto assim tanto que me conheçam,
me chamem para sair ou jantar.

Não sei se por receio mesquinho meu
mas aprendi a me respeitar a cima de tudo
- este canto escuro que brilha quando não se o pergunta.

Demoro a chegar à vida
e é ela que me acolhe sempre
neste leito de me sentir sempre sem lugar.

Posso sorrir e parecer feliz
mas preciso mais de poder me sentir infeliz
- não me perguntes porquê.

A Lua e o Sol.

A Lua e o Sol vivem em mim
e vivem em qualquer um
- creio -
que se encontra em si
a desbastar as camadas de terra
para chegar ao ar:
alma?

Pode ser...

Não sei o porquê de minha resistência à vida.

As asas são extensas e voam para o infinito,
fortes, quando sem lugar logram a imaginação
- pensar, sentir, imaginar.

(No campo ou na cidade
a sede de querer lugar.)

Pegar na rede e desaparecer.
Colher tudo o que houver pelo viajar
sem tecto nem direcção.

Destino da vida me quis preso ao que sou.
Eu que mesmo digo que nunca se É nada
mas o momento e circunstância que se vivencia,
"habita".

O passado demais perto para o futuro
ser solto fluído pelo presente.

Não sei o que digo
mas sinto.

Um quão de desconfortável
de ser tão sociável e disponível...

Mas não.

É uma experiência.
Um cheiro ao olfacto.
Só mais um cheiro a ele
e à vida, non?

Peregrinação.

Se calhar é só solidão...



(havias de me ver de dia)

domingo, 10 de maio de 2015

Tens escrito?

Perguntam-me.

Sim, respondo eu.

Escrever é a arte que não sai nem entra
fica e prolifera pelo universo silencioso mas infinito do cérebro
que alcança alma.

De manhã, resigno-me ao trabalho
e acordo meio que contrariado.

Mas lá o dia avança e tudo cai na realidade
de ter sorte e alegria, bonança financeira e afectos tão gratuitos
quanto simpáticos.

Vida nocturna se afasta de mim
e eu quero-a ainda mas não posso
que agora diurno faço o tempo
crer futuro.

Poeta do cansaço,
quero a energia que não encontro
e aguardo.


quarta-feira, 6 de maio de 2015

...não querendo dramatizar mas sempre que quero "avançar" nesta vida
ela me cedo avisa que peço demais.
(Eu que só peço o razoável...)
Irritado com esta coisa do olá/adeus tão rápido, a uma coisa que quero,
se anuncia imediata nuvem de trovoada, negra e carregada.
Parece que o tropeçar é inevitável.
Porque não continuar como estava; "estavas tão bem"
- parece-me dizer, sempre que avanço e falha, a vida.
Andar a pé é um segredo dos diabos e duma liberdade ancestral.
Mas andar de moto também tem "o que se lhe diga"
pois há barulho, velocidade e aquela tranquilidade da liberdade.

Bom, escrevo isto porque falhou a moto
no segundo dia de posse própria dela.

Apetece-me mandar tudo pelos ares
e vendê-la imediatamente a outro que a queira.


Vou pô-la a arranjar...

Se for caro
ou se de novo me falhar
mando-a de um precipício
e ando a pé para o resto da vida.