Por de lado da preguiça
está a vontade.
Ela já bateu à porta
mas se esqueceu numa ida
cancelada por estupidez.
Na conquista
o ganho
mas o ganho sabe lá
do que eu soube sentir
até lá chegar!
Pois isto de escrever
é coisa de uma vulnerabilidade
absoluta
que esquece a vida
porque pode,
porque a tão simplesmente
recria com tranquilidade.
Uma bomba ou um murro,
uma porta fechada com força,
algo de violento por favor.
Pois a coisa de ser todos os dias
o mesmo e nessa inércia
desaparecer existência
é falácia demais.
Mas o que penso e sonho
é sempre o impossível.
O possível - o perfeitamente possível -
parece-me impossível.
São outras forças que requerem exercício.
Forças essas que não conheço
e tão perfeitamente sou,
como que, um iniciante amador.
É que se for
gostaria de, ao menos, um lenço branco ao ar
ver da distância percorrida
no afasto desta estranha missão:
de querer o perto e não o conseguir,
tê-lo só de longe como um aperto
que gera e cria, sorri e chora,
é.
Olá adeus.
quinta-feira, 17 de julho de 2014
quarta-feira, 16 de julho de 2014
Uma coisa tão feia (que eu acho belíssima) que faz um som tão belo.
(o video está horrível mas foi o que se arranjou)
terça-feira, 15 de julho de 2014
The mind makes it real.
Thoughts come true
if you keep them in mind
and believe in them like your time.
For good or for bad,
evil or greatness,
your will makes things real.
Yesterday forgotten
and today delayed
only tomorrow to be born again.
Though there's continuation,
from here to there,
circumstances build you
to something new and capable.
When going to the unknown
the need to let go
for all falls to the time and space
of your actions replacing your mind.
And you're fine...
Thoughts come true
if you keep them in mind
and believe in them like your time.
For good or for bad,
evil or greatness,
your will makes things real.
Yesterday forgotten
and today delayed
only tomorrow to be born again.
Though there's continuation,
from here to there,
circumstances build you
to something new and capable.
When going to the unknown
the need to let go
for all falls to the time and space
of your actions replacing your mind.
And you're fine...
segunda-feira, 14 de julho de 2014
Nasci estrangeiro:
tudo me é estranho, curioso.
Nasci fora de mim
e quero lá voltar.
Mas onde?
Voltar onde se nasci estrangeiro?
Ando pela minha Lisboa
e o que vejo é uma enorme aldeia
cheia de velhos e família.
Ninguém se mexe e todos
sorriem com alegria
(mesmo que forçosamente).
Há demais nesta cidade
ou de menos nela integrado.
Visito-a quase todos os dias.
Sou dos arredores então:
onde há praia, vento e pássaros.
Não sei o que fazer desta alma
que não acalma.
Não quer nada depois de pensado
- mastigado, está digerido
embora que só mentalmente...
Que coisa parva deixar-me levar
por tal romantismo; esta coisa epicurista
de viver sem querer, num prazer tão moderado,
com coordenadas bem estruturadas e ínfimas.
Mas há qualquer coisa,
qualquer coisa misteriosa,
que insiste que a pensemos,
que a sejamos.
(Sinto isto porque não tenho mais nada que fazer...)
Pois isto não pode ser.
Até a inspiração se esfuma.
Pois, para quê inventar
se há o café, a conversa simpática
e a atenção atenta de quem nos quer
por teimosia?
Oh, caio de novo neste absurdo.
Faz rir, é certo,
mas isto porque é absurdo.
Nasci aqui
mas podia ter nascido em qualquer lado.
Talvez em qualquer lado
me sentiria um estrangeiro igual
ao daqui.
Sentir-se estrangeiro
no país que o viu nascer
é, afinal, sentir diferente:
sentir singularmente.
Pois, é isso,
exactamente.
tudo me é estranho, curioso.
Nasci fora de mim
e quero lá voltar.
Mas onde?
Voltar onde se nasci estrangeiro?
Ando pela minha Lisboa
e o que vejo é uma enorme aldeia
cheia de velhos e família.
Ninguém se mexe e todos
sorriem com alegria
(mesmo que forçosamente).
Há demais nesta cidade
ou de menos nela integrado.
Visito-a quase todos os dias.
Sou dos arredores então:
onde há praia, vento e pássaros.
Não sei o que fazer desta alma
que não acalma.
Não quer nada depois de pensado
- mastigado, está digerido
embora que só mentalmente...
Que coisa parva deixar-me levar
por tal romantismo; esta coisa epicurista
de viver sem querer, num prazer tão moderado,
com coordenadas bem estruturadas e ínfimas.
Mas há qualquer coisa,
qualquer coisa misteriosa,
que insiste que a pensemos,
que a sejamos.
(Sinto isto porque não tenho mais nada que fazer...)
Pois isto não pode ser.
Até a inspiração se esfuma.
Pois, para quê inventar
se há o café, a conversa simpática
e a atenção atenta de quem nos quer
por teimosia?
Oh, caio de novo neste absurdo.
Faz rir, é certo,
mas isto porque é absurdo.
Nasci aqui
mas podia ter nascido em qualquer lado.
Talvez em qualquer lado
me sentiria um estrangeiro igual
ao daqui.
Sentir-se estrangeiro
no país que o viu nascer
é, afinal, sentir diferente:
sentir singularmente.
Pois, é isso,
exactamente.
Tudo começa de algum lado. O fazer o chegado, partir antes da partida saber.
Tudo começa por algum lado. Amanhã, tão longe, prefere-se o ontem que atinge
e é como se aqui estivesse, porque há memória, lembranças - material para improvisar.
Fui à rua e vi mais do que queria. Agora daí vêm-me à beira mas a timidez esconde-me
ou arrogante afasta sorrisos e possíveis abraços. Solicitam-me a pessoa mas sabem lá
que essa pessoa não existe, apenas ideia a existência como flor de nobreza e imortal.
Então sento o traseiro e alieno o espírito por força da tecnologia, o ecrã mágico que adia
a vida e substitua por algo meramente mental, quase. A viagem me não pega. Durmo a
vida em pleno sossego de não poder descansar mas parecer descansado sempre. A inspiração
não vem porque não precisa... Mas precisaria dela se não tivesse possibilidade de futuro breve.
Tudo começa por algum lado. Amanhã, tão longe, prefere-se o ontem que atinge
e é como se aqui estivesse, porque há memória, lembranças - material para improvisar.
Fui à rua e vi mais do que queria. Agora daí vêm-me à beira mas a timidez esconde-me
ou arrogante afasta sorrisos e possíveis abraços. Solicitam-me a pessoa mas sabem lá
que essa pessoa não existe, apenas ideia a existência como flor de nobreza e imortal.
Então sento o traseiro e alieno o espírito por força da tecnologia, o ecrã mágico que adia
a vida e substitua por algo meramente mental, quase. A viagem me não pega. Durmo a
vida em pleno sossego de não poder descansar mas parecer descansado sempre. A inspiração
não vem porque não precisa... Mas precisaria dela se não tivesse possibilidade de futuro breve.
sábado, 12 de julho de 2014
Quem dizer ter quando se já não tem
nem se quer?
Por vezes uma solidão trespassa-me
a alma e, em pânico calmo, reconheço
a morte.
Distraído que quase sempre estou
num qualquer umbigo que não sei ao certo,
e não me larga por nada, desde que para aqui vim.
Penso ser mas adio viver como uma tartaruga
que sonha correr.
Então quando me lembro que nada do que penso
é real vem-me esta absoluta dor.
Nem dor mas ausência, uma absoluta ausência
de não ter caminho e tudo nascer-me da solidão
que não quero mas assisto e mantenho.
Porquê?
Estar integrado é coisa agradável
e orienta este estado de não ter estado
só pensamento, como que real.
É uma pena.
Estes dias de ressaca em que se lembra o feliz fugaz
da noite que ontem percorri.
Estes dias que acordam a meio
e sentem em cheio esse vazio
de estar e ser sozinho como impossível ser.
É aquilo de estar a deixar passar a coisa
e vê-la ir no sorriso de outra, outro, outros...
Quero morrer por alguém,
agradar esse alguém no mais simples
e desocupado acto.
Agir dentro da linha desse alguém.
Admirar, respeitar. Amar? Sim, pode ser.
Ah, não sei.
Falta-me ocupação, é só.
Sofrer pode ser
mas só se der o que fazer.
Criar é amar com o intelecto
junto ao coração
e nascer do sexo a obra pronta
a ser vista, tocada e apreciada.
Viver para os outros
criando assim algo do encontro.
Escrever é bonito...
nem se quer?
Por vezes uma solidão trespassa-me
a alma e, em pânico calmo, reconheço
a morte.
Distraído que quase sempre estou
num qualquer umbigo que não sei ao certo,
e não me larga por nada, desde que para aqui vim.
Penso ser mas adio viver como uma tartaruga
que sonha correr.
Então quando me lembro que nada do que penso
é real vem-me esta absoluta dor.
Nem dor mas ausência, uma absoluta ausência
de não ter caminho e tudo nascer-me da solidão
que não quero mas assisto e mantenho.
Porquê?
Estar integrado é coisa agradável
e orienta este estado de não ter estado
só pensamento, como que real.
É uma pena.
Estes dias de ressaca em que se lembra o feliz fugaz
da noite que ontem percorri.
Estes dias que acordam a meio
e sentem em cheio esse vazio
de estar e ser sozinho como impossível ser.
É aquilo de estar a deixar passar a coisa
e vê-la ir no sorriso de outra, outro, outros...
Quero morrer por alguém,
agradar esse alguém no mais simples
e desocupado acto.
Agir dentro da linha desse alguém.
Admirar, respeitar. Amar? Sim, pode ser.
Ah, não sei.
Falta-me ocupação, é só.
Sofrer pode ser
mas só se der o que fazer.
Criar é amar com o intelecto
junto ao coração
e nascer do sexo a obra pronta
a ser vista, tocada e apreciada.
Viver para os outros
criando assim algo do encontro.
Escrever é bonito...
quinta-feira, 10 de julho de 2014
Loucura é o depois do medo.
Depois disso a santidade
- seja ela qual for...
Depois disso a santidade
- seja ela qual for...
Future is an utopia.
Living in the future
is like expecting to arrive
somewhere that doesn't exist.
Living like this is a lie.
But a beautiful one
that delays the present like a sketchy
and incoherent thing.
Future exists to control.
The past also but that one
has coherence and foundations
and culture and ancestors
- things to relate and guide
our individual and collective life.
Something so priceless as the present
seems a kind of taboo,
too innocent to be true.
Future can be if step into in,
and always in, the present time
and circumstances in mind.
Can go and change all
but what stays and remains
are your belongings,
individual ones,
spiritual ones.
Life is a test
and patience the most needed value
to be what you see
cause that is what you are
mostly.
Be quiet and walk your feet;
smile to the welcomes of the world
and of your life.
Living in the future
is like expecting to arrive
somewhere that doesn't exist.
Living like this is a lie.
But a beautiful one
that delays the present like a sketchy
and incoherent thing.
Future exists to control.
The past also but that one
has coherence and foundations
and culture and ancestors
- things to relate and guide
our individual and collective life.
Something so priceless as the present
seems a kind of taboo,
too innocent to be true.
Future can be if step into in,
and always in, the present time
and circumstances in mind.
Can go and change all
but what stays and remains
are your belongings,
individual ones,
spiritual ones.
Life is a test
and patience the most needed value
to be what you see
cause that is what you are
mostly.
Be quiet and walk your feet;
smile to the welcomes of the world
and of your life.
Fui procurar por caminho
mas só encontrei destino.
Lá no cimo vi o de baixo de tão longe
que decidi-me a descer,
sentir e ser o que antes apenas olhava
maravilhado.
Sentei-me depois de tanta visão e vida
e escutei só o pensamento.
Dele nasciam coisas que não sei,
coisas lindas que pediam existência.
Mas, finalmente, lá me levantei novamente
porque o meu traseiro já doía de tanto chão...
mas só encontrei destino.
Lá no cimo vi o de baixo de tão longe
que decidi-me a descer,
sentir e ser o que antes apenas olhava
maravilhado.
Sentei-me depois de tanta visão e vida
e escutei só o pensamento.
Dele nasciam coisas que não sei,
coisas lindas que pediam existência.
Mas, finalmente, lá me levantei novamente
porque o meu traseiro já doía de tanto chão...
segunda-feira, 7 de julho de 2014
Camaleão da coisa.
Olha com olhos independentes
o seu lugar.
Não foge e anda lento
apreciando o que vem
com o vento.
Quando da árvore cai ao chão
logo muda a cor para uma que esconda
onde esteve antes.
Mudando consoante o lugar onde caminha
e de língua de fora caça uma libelinha
com calma.
Olha com olhos independentes
o seu lugar.
Não foge e anda lento
apreciando o que vem
com o vento.
Quando da árvore cai ao chão
logo muda a cor para uma que esconda
onde esteve antes.
Mudando consoante o lugar onde caminha
e de língua de fora caça uma libelinha
com calma.
It comes when it has to.
No greater dragon can be
without passing some doors
that you still don't believe.
So walk through them my boy.
No greater dragon can be
without passing some doors
that you still don't believe.
So walk through them my boy.
domingo, 6 de julho de 2014
A agendar ruas de meu amor ser detentor
de coisa alguma. Coisa essa que se não sabe
e, desconhecida, anda por aí - sem que a vejam
sei que se saiba, ela anda e corre como demasiada.
Ter que te preciso e nisto ajudar o tempo a passar.
Melancolia, coisa da vida e de ter feito o caminho só.
Querer algo daí sim, algo que me chateie ou mace,
algo que me intrigue - puxe por um novo caminho.
Tou cansado de poder, cansado de ser. Quero ser
por outro, outra; junto fazer o bom e único viver
de ser mais do que a vida desmaia.
É tropeçar, colher, escolher, comer, olhar, falar.
Ser daqui indo para ali,
ou ser de cá com olhos e mente de lá.
Qualquer coisa que confunda e nisto dê liberdade
ao pensamento e ao gesto elegante.
Encontro quem me vem e vê eu ser.
Instantes amigos do momento
- diz-se a eles mais que a uma namorada...
E aprecio isto.
Faz crer no humano que há na humanidade.
Faz crer que existe mesmo sem se querer.
Faz querer viver, somente viver.
Com tempo descobrir o futuro distraidamente
vivendo o presente como um presente.
de coisa alguma. Coisa essa que se não sabe
e, desconhecida, anda por aí - sem que a vejam
sei que se saiba, ela anda e corre como demasiada.
Ter que te preciso e nisto ajudar o tempo a passar.
Melancolia, coisa da vida e de ter feito o caminho só.
Querer algo daí sim, algo que me chateie ou mace,
algo que me intrigue - puxe por um novo caminho.
Tou cansado de poder, cansado de ser. Quero ser
por outro, outra; junto fazer o bom e único viver
de ser mais do que a vida desmaia.
É tropeçar, colher, escolher, comer, olhar, falar.
Ser daqui indo para ali,
ou ser de cá com olhos e mente de lá.
Qualquer coisa que confunda e nisto dê liberdade
ao pensamento e ao gesto elegante.
Encontro quem me vem e vê eu ser.
Instantes amigos do momento
- diz-se a eles mais que a uma namorada...
E aprecio isto.
Faz crer no humano que há na humanidade.
Faz crer que existe mesmo sem se querer.
Faz querer viver, somente viver.
Com tempo descobrir o futuro distraidamente
vivendo o presente como um presente.
sexta-feira, 4 de julho de 2014
Built on silence everlasting.
Can't find me now.
Away from streams of the world
sleeping on doubt like a whale of sound.
The sound are questions with answers following.
Action makes it all be
but no action can I see
for feeling all the hall is full
and I cannot move.
Something to do.
Run over me my child of grand eyes.
Yours I can see and mine are lonely.
Can't find me now.
Away from streams of the world
sleeping on doubt like a whale of sound.
The sound are questions with answers following.
Action makes it all be
but no action can I see
for feeling all the hall is full
and I cannot move.
Something to do.
Run over me my child of grand eyes.
Yours I can see and mine are lonely.
quinta-feira, 3 de julho de 2014
De tempo ao chão
olho e colho
o que cai,
o que não é visto,
o que sobra.
E disso faço coisas
de olhar,
coisas de ver, observar.
É do pouco que nasce
aquilo que somos.
Tempo a tempo
memórias de espaço
e reentrâncias de consciência
nos lembram sonhos a ser
ainda.
Me lembra a cana
que de canivete fiz uma lança
em pequeno.
Teu olhar na esquina a me ver.
Fui de dentro para fora
e não há mais dentro não.
Haverá e será
não mais sozinho
mas em concordância de crescer
e ver isso ser lindo por mais que um.
Estou com tempo
é só.
Cadê o espaço?
olho e colho
o que cai,
o que não é visto,
o que sobra.
E disso faço coisas
de olhar,
coisas de ver, observar.
É do pouco que nasce
aquilo que somos.
Tempo a tempo
memórias de espaço
e reentrâncias de consciência
nos lembram sonhos a ser
ainda.
Me lembra a cana
que de canivete fiz uma lança
em pequeno.
Teu olhar na esquina a me ver.
Fui de dentro para fora
e não há mais dentro não.
Haverá e será
não mais sozinho
mas em concordância de crescer
e ver isso ser lindo por mais que um.
Estou com tempo
é só.
Cadê o espaço?
terça-feira, 1 de julho de 2014
Fico na espera de tal encontro,
ou devaneio, coerente
que me lance em cheio ao vento.
Nas pedras da espera
levo com a água do rio
que, batendo forte, me
fustiga a alma à perdição.
Mas sempre cai o tempo
em que cansado me lembro
que tenho forças mesmo,
e a cima de tudo, no final.
Assim sorrio de meu próprio sofrimento
e deixo-me ser pelo fim em mente.
ou devaneio, coerente
que me lance em cheio ao vento.
Nas pedras da espera
levo com a água do rio
que, batendo forte, me
fustiga a alma à perdição.
Mas sempre cai o tempo
em que cansado me lembro
que tenho forças mesmo,
e a cima de tudo, no final.
Assim sorrio de meu próprio sofrimento
e deixo-me ser pelo fim em mente.
Oh noite que és minha,
só minha por vezes.
Acordo-me contigo
quando juntos nos ajudamos
nesta forte frente da vida e do sol.
És o descanso de quem sonha
porque em ti o sonho é real.
só minha por vezes.
Acordo-me contigo
quando juntos nos ajudamos
nesta forte frente da vida e do sol.
És o descanso de quem sonha
porque em ti o sonho é real.
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