quinta-feira, 26 de junho de 2014

Portugal

...talvez experimentar outro ângulo.
Algo dentro corre como una nube que me encanta a sufrir e dejar la vida me levar por dónde nada puede acontecer. La liberación de espacio y tiempo e dejar lo que siento existir por completo en algo de arte. Pero hay cosas en esta vida que non tienen posibilidad... Lo descubrir que do nada nace tanto y que la distancia solo prolonga la espera de lo inevitable. Solo una vida; y la sufrir es como multiplicarla, vivir mas por la indecisión de vivir esta. Me encantan cosas muy simples, que más nadie ve. La conquista de lo infinito concreto para tener o que hablar con los demás. Mucho más quería una calma y una posibilidad de quedarme, non ir a más ningún lugar. Viren los otros a mi, sonriendo, diciendo con cariño sus vidas, sus problemas, sus maravillas. Demás movimiento te pierde la alma, corazón. Mi pierdo porque me encontré demasiado y temprano. A los costos de la imaginación las piernas andan y los ojos miran nuevas cosas, a encantar lo espirito a creer y criar de nuevo, nuevamente.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

For as little as we pay
could find so much better day.



Mind filled with ideas
and wishes not even singular,
not even part of the individual.

Getting stopped by some
never ending road that can't go
just stay.


The past is quite here, in here.

No present is full of it.

Like in a dream
life rolls unnoticed
and it seems the flow
knows more so just follow.

Strange ways. 
Não há nada de alternativo no alternativo.
Porque não fazer algo sincero?
Dark Vader had a child.



(um bom poema para o mundo Pop)

terça-feira, 24 de junho de 2014

No heart can follow
cause the center hollow.

Eyes can see
but mind cannot enter.

Can feel
but not understand.

Energies to trail
and all lost being
the perspective
of gained moment.

Strange ways to be,
elegant form of existence.

The way, the moves,
all not pretensiously
but effectively conscious.

Blowing blood
to find time
and with it
burst life.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Oh inspiração de onde vens tu?

Corre-me ao chão, fugindo do céu,
crio nuvens e mais nuvens
cinzentas não mas mesmo pretas.

É para não saber desse destino de saber.

Oh mas que descanso é o que sempre torço
por viver mas chegado a ele vem um desejo
faminto de outra coisa qualquer.

Alguém para abraçar,
sorrir, amar...

(E há tanta gente!)

No beco sem saída
de ter-me livrado do anonimato,
e nisto proceder a ele, sonhos de passado,
coisa imaginada na verdade. 

Quero algo, alguém.
Não me dêem dinheiro
que ele é negro,
triste...

Entrar nas teias da coisa actual
sem vestes; nu de querer aquilo
que aqui não existe,
não pode existir.

Ou pode?

Ai, que quero certezas!
Quero certezas (especialmente
as passageira) para que me
levem a outras lá à frente!

Andar.
É só andar.

...e aqui parado.
Oh mas que ataráxia!

Parece que gosto disso
- são os segredos,
o mistério e toda essa coisa
que se não fala,
grita em silêncio.

Maresia de viajar.

Mas viajar onde?

Oh, viajar.

Ver da sobrevivência
ser afinal a Vida.

Mas e a instabilidade?

Que coisa asquerosa essa!

...é ela a porta que guarda
novo terreno, novo meio;
há que ter paciência...

A solidão que me quer.
Permanecido num ideal qualquer
esqueço tudo e lembro o nada
que conheço bem: decifro.

Está uma tempestade dos diabos lá fora.
Chove muito.

Quem sou eu?
 

domingo, 22 de junho de 2014




Em Lisboa há sempre forças a pedir serem usadas por quem, demais para si, tem de dar para rir. Porque faz rir também esta coisa mística de cidade antiga saber segredos mais que seus singulares habitantes. Sonha-se acordado por aqui se não se tiver cuidado... Ser alguém aqui é evidenciar esses segredos aos outros e nisto os intimidar por via de mostrar que os sonhos de dentro são coisa física e real. Lisboa dá o que fazer se não se tiver nada que fazer. Faz discípulos de si.


Noite acama incêndios de vida, chama.
Mas demais cama fogo se extingue
e a primavera se perde em tempo de espera.
Mentir ao conforto alegoria de imaginar
e sentar apenas a loucura na disciplina
de viver cada momento um desconhecido.
Provável mente que cansada exige ainda
flores e borboletas, qualquer coisa florescente.
E no baloiço velho do jardim municipal
deixo falar em cheio esses pássaros
da minha cabeça que mais voam que sei lá o quê.

sábado, 21 de junho de 2014

Geração que se inventa a cada momento.

Não tem chão, só céu.
É crente por sobrevivência.

Desce a escada da grandiosidade
para andar nos andares de baixo
com estilo e maneiras de cima.

A dura vida que nem é dura
só escassa.
Escassa a alegria, a inocência,
aqueles afectos que se tem quando
adolescentes ainda.

Há que fingir ser confiante
para poder andar em frente.

Há que fingir ser o que se não é
para levar esse que se é a bom porto
- onde possa brotar.

Guardar.

Sim guardar porque hoje se gasta rápido
- não o há quem colha com bons modos...

Geração do salto virtual,
e tudo o que se come tem também fotografia.



Sente o vento,
ouve a gaivota,
mergulha o mar,
mexe na areia.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Não sei onde cai o sonho
quando se senta ele aos outros.
Talvez fique pelo caminho,
talvez altere destino, junto
e não separado.
Agora que, em parte, lançado
por aí parece que perco destria
intelectual. Já não nasce
antes reage e reage a desvios
próprios de quem se lançou
ao mundo, impreciso, improvável,
incompleto... Ter que levar isto
sozinho, parado, é gasto de emoções.
Loucuras tristonhas de até serem felizes.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Dentro do amanhã
acontece estar-te em ti,
sono de quem sonha.

Pensava que de nada
responderias a meu obrigado
mas sabes, melhor que eu,
que não fui obrigado.

Consegues o dia
quando só de noite me aprumo.

É lá na calçada
que visto essa dança de viver
despreocupado,
como nada que eu nunca sou.

Palavras ao lado de quem olha
e sente o silêncio de quem não mente
dentro - talvez fora.

Ali, no fim da rua,
espera-se o autocarro,
que no Brasil se chama ónibus
- parece que tem vários nomes
no mundo essa coisa grande
que leva muita gente dentro.  

Estava a olhar para a gente que o espera...

There is a house inside the house
and that house is where he lives.
Quite and calm lives of space.
No entry aloud for it is where
nothing can be.
All the nightmares have no voice there
only outside the house inside the house.
When the space lost, for no expanding being,
the little house, inside the house, starts to crumble
and not silenced heard but all the sounds unheard
outside the house inside the house.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Inconstitucionalissimamente.
Não consigo escrever.

É uma chatice porque é
daí que recebo meu viver.

Tanto vivi já na escrita
que viver se torna difícil,
demais monótono e solto.

Sem rédea meus pensamentos
não se pensam.

Toda uma confusão se elabora
e em silêncio procuro existir.

Mas isto idiota porque
quem procura existir?

Apenas se existe,
se existe sem consciência disso.

Sou demais atento,
demais qualquer coisa.
De encontrar, forte firme,
algo novo, quem sabe doce,
e no passado de o imaginar
acontece.
Aí eu caio em mim e, talvez,
seja, sou, mais que casco,
noite de um dia qualquer.
Mas sou para ti,
para ti me parece.
Falo a ti como se de uma personagem
se tratasse.
Tu nem reages, nem nada,
és distraída.
Mas atento, eu, caio em ti
e dali nada sai.
Confusão, chamada tão incerta...
Índio ou militar.
Guerra à vida ou
vida à guerra?
Nascer para morrer
ou morrer para viver?
Sai do chão que te cai
ó homem sombra
- nasce antes de morrer!

terça-feira, 17 de junho de 2014

Já sei o que sou!
Sou escritor.
E escritor é não ter valor.
É ser o que se sente,
é sentir como quem mente.
Fulcral mas passageiro.
Ver tudo abrangentemente!

Viste?
Acabou.
No Future Only Sun.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Há dias que começam acabados,
um fim prolongado.
São dias que precisam de paciência
para além da melancolia ver noite e dia.
Há dias que cansam a própria existência
pesando-a como culpa de nenhum destino.
Dias que, por mais que belos, só mais demoram
a passar: são dias que não têm lugar.
O não conseguir dormir e assistir
ao sono da vida com preguiça.
Não tenho ao raio coordenadas
mas mantenho-me a vê-lo, quase.
São pedras que me regem
e eu feito água - ou sangue -
contorno-as.
Falta-me a desistência para ser cínico
e inventar concordância.
Neste real caminho de ausência
o que consigo é o presente.
Tratar os outros com o devido respeito
é tratar-me a mim onde já não consigo.
(coçar a ferida para quê, se infecta?)
Névoa fez hoje de manhã;
é como se o dia me saudasse simpatia.
Não mais perfeita decisão ou coordenação.
Sei apenas que por aí sobrevivo
e em brechas de distraído sinto e vivo.