Ao começo eram só palavras
ao que se tornaram árvores.
Raízes quando se cavou a terra
e por tudo o que era olhar haviam
elas concretizadas.
Quem as disse?
Fui eu.
Eu quem,
eu quem?
"A voz do que não se ouve."
"Saber alto da consciência
que tão difícil existe
em companhia."
Digo isto
por sentir saudades
do pântano denso
de minha sábia herdade.
Fi-la com tempo,
espaço e solidão.
Além dela
existe o belo mundo
que a cada momento existe
e vai sendo
em perfeita sintonia com e pelo tempo.
Adoro o mundo.
Adoro a vida.
Mas, por vezes,
algo não cede,
algo fica e não flui,
algo não compreende.
Difícil assim.
Daí solidão,
talvez.
Porque aí,
de tanta escola,
vi se formar o essencial
buraco negro de meu universo.
A luz dos meus olhos
é direccionada pelo negro desse buraco
que gira e que sempre vai a algum lado;
lado esse que ninguém, ninguém sabe.
Por isso, e só por isso, é mais lindo
que a luz dos meus
e teus olhos.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
terça-feira, 23 de fevereiro de 2016
Ambiciono ao tempo a mudança
e se ele não a traz
é porque não mudei
também.
e se ele não a traz
é porque não mudei
também.
Por vezes sinto que sou casado com a Vida
e que tudo mais é desnecessário.
e que tudo mais é desnecessário.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
domingo, 21 de fevereiro de 2016
De passado caminho
encontro pouco agora
que olhos doem à passagem de presente.
Fico parado, olhando
olhado o caminho por percorrer.
Pois não sinto e não sei
o que temer, querer e gostar.
Deveras em planalto de incerteza
- coisa nova na minha cabeça acesa.
Não gosto disto
mas estou nisto.
Falo aos pombos,
ao céu,
a deus até
e não me dão razão
nem caminho.
Estou no limbo da sabedoria,
talvez perdido em ignorância,
perdido em mim talvez...
Macabra a vida
quando o que se mais quer é ela,
assim límpida.
Donde deusa minha,
dança a chama da formiga ao sonho do velho do espaço infinito?
Caído no chão,
não aprecio dia nem noite,
aguardo solução.
Crescer e ser é bom
mas há obstáculos e pesos,
balanços e medos
que nunca se imaginou antes.
É a vida o caminho para a morte?
(não sei porquê mas como que me acalma tal melancólica ideia...)
Não creio
e creio.
Ontem todo o minuto era infinito
enquanto o amanhã e o ontem
se entrelaçavam em sonho de índio
na absoluta Era moderna do esquecimento.
Hoje estou confuso,
perdido num dia em que me questionaram vivência e opção.
Mas eu não opto,
eu sou e sem caminho
persisto em me transcender
como figura alada, onírica e falada.
Deixem-se de dúvidas
ou não me falem delas...
Coisa cansada
ser tão racional e correcto.
Fodasse para isto
que já falei com deus e diabo
e nenhum deles sobe-me dizer donde veio.
Grande ilusão é toda esta vida
e o levá-la a sério
é que me dá uma dor de cabeça
como que gástrica.
Falem-me do que não existe e é
para ser pensamento e imaginação
sem fim e eterno - só por um momento:
é o que basta para a vida fazer perfeitíssimo sentido.
Cansado de ego e ser o que nem sei se quero.
Alegorias aos cabelos
e neurónios ter também o coração,
magia negra da razão
- fálica certeza que o a seguir é conquistar.
Conquistar calma porra!
encontro pouco agora
que olhos doem à passagem de presente.
Fico parado, olhando
olhado o caminho por percorrer.
Pois não sinto e não sei
o que temer, querer e gostar.
Deveras em planalto de incerteza
- coisa nova na minha cabeça acesa.
Não gosto disto
mas estou nisto.
Falo aos pombos,
ao céu,
a deus até
e não me dão razão
nem caminho.
Estou no limbo da sabedoria,
talvez perdido em ignorância,
perdido em mim talvez...
Macabra a vida
quando o que se mais quer é ela,
assim límpida.
Donde deusa minha,
dança a chama da formiga ao sonho do velho do espaço infinito?
Caído no chão,
não aprecio dia nem noite,
aguardo solução.
Crescer e ser é bom
mas há obstáculos e pesos,
balanços e medos
que nunca se imaginou antes.
É a vida o caminho para a morte?
(não sei porquê mas como que me acalma tal melancólica ideia...)
Não creio
e creio.
Ontem todo o minuto era infinito
enquanto o amanhã e o ontem
se entrelaçavam em sonho de índio
na absoluta Era moderna do esquecimento.
Hoje estou confuso,
perdido num dia em que me questionaram vivência e opção.
Mas eu não opto,
eu sou e sem caminho
persisto em me transcender
como figura alada, onírica e falada.
Deixem-se de dúvidas
ou não me falem delas...
Coisa cansada
ser tão racional e correcto.
Fodasse para isto
que já falei com deus e diabo
e nenhum deles sobe-me dizer donde veio.
Grande ilusão é toda esta vida
e o levá-la a sério
é que me dá uma dor de cabeça
como que gástrica.
Falem-me do que não existe e é
para ser pensamento e imaginação
sem fim e eterno - só por um momento:
é o que basta para a vida fazer perfeitíssimo sentido.
Cansado de ego e ser o que nem sei se quero.
Alegorias aos cabelos
e neurónios ter também o coração,
magia negra da razão
- fálica certeza que o a seguir é conquistar.
Conquistar calma porra!
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016
E do alto chego ao mar,
horizonte pleno de Áfricas,
Américas e Índias.
De meu pequeno imaginar
sonho esse conquistar.
O além,
precipício de quem dorme acordado
o sonho maior.
Na cama de minha pele
a alma atinge e rebenta vida.
Fogo de renascer consciente
o sentido vidente.
Dono do destino
a meio dela me encontro sentado,
fumando cigarro
e acariciando sua perna.
De manhã acordo;
sonho lindo...
horizonte pleno de Áfricas,
Américas e Índias.
De meu pequeno imaginar
sonho esse conquistar.
O além,
precipício de quem dorme acordado
o sonho maior.
Na cama de minha pele
a alma atinge e rebenta vida.
Fogo de renascer consciente
o sentido vidente.
Dono do destino
a meio dela me encontro sentado,
fumando cigarro
e acariciando sua perna.
De manhã acordo;
sonho lindo...
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016
Não estejas onde não és.
Não queiras ser o que foste.
O passado guarda segredos dele
e o futuro de ti pede.
Presente és tu e condições,
circunstâncias e outros.
Alia-te a ti e sê
mas não sejas só nunca
pois o mundo rápido
te demonstra que não estás só.
Então sê livremente com e do mundo.
A ele pertences,
dele vens e a ele vences e perdes.
Ser com o mundo
é ser perfeito em sintonia.
O cérebro demais rola
e desenvolve
quando a frustração é irmã directa.
Não dês alento a ela;
menina mimada que corre
a dança de teu ímpeto a fora...
Sê apenas.
Sê teus medos e ansiedades,
medos e desilusões;
acesa tristeza que se ilumina
à alegria dos outros.
Que de fim há começo
e que de começo continuação.
Ver o horizonte como um menino
que sonha Homem o ventre da Mulher.
Dar à luz tudo
vendo sendo Mundo.
Não queiras ser o que foste.
O passado guarda segredos dele
e o futuro de ti pede.
Presente és tu e condições,
circunstâncias e outros.
Alia-te a ti e sê
mas não sejas só nunca
pois o mundo rápido
te demonstra que não estás só.
Então sê livremente com e do mundo.
A ele pertences,
dele vens e a ele vences e perdes.
Ser com o mundo
é ser perfeito em sintonia.
O cérebro demais rola
e desenvolve
quando a frustração é irmã directa.
Não dês alento a ela;
menina mimada que corre
a dança de teu ímpeto a fora...
Sê apenas.
Sê teus medos e ansiedades,
medos e desilusões;
acesa tristeza que se ilumina
à alegria dos outros.
Que de fim há começo
e que de começo continuação.
Ver o horizonte como um menino
que sonha Homem o ventre da Mulher.
Dar à luz tudo
vendo sendo Mundo.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2016
segunda-feira, 25 de janeiro de 2016
Oh, que respiro sem saúde
com data de validade e assim...
Que coisa é esta de não saber estar e ser?
Fluída conquista de quem imagina mais que viver
saber
e nisto se perder
vivendo em dúvida constante
a certeza da vida ser deveras bela.
Não sei donde me perdi lá atrás...
Talvez Inverno,
talvez frio e demais sossego,
talvez o cansaço do trabalho não ser novidade
mas já rotina do ontem parecer já amanhã,
talvez haverem idiotas no mundo que antes se pensava serem boa gente.
Não sei.
Estou cansado de não estar útil.
Cansado de algum inerte desassossego.
A coisa não rola
e o quanto eu vivo
para simplesmente vê-la e sê-la
fluindo sem nada a obstruir
tamanha lucidez brincalhona.
Vejo o mundo em ecrã digital.
Não sei bem de meu mundo universal.
Se o encontro novamente
se sou novo e ainda não o sei.
Os desígnios da vida
precisam habituação e...
alguma resignação?
Epah, talvez, talvez.
Crescer não é fácil.
Mas eu não cresço
somente evoluo
- creio.
Nasce de novo
galinha do ovo
e que saiba ser
sem saber
novamente
brutal.
À conquista de ser;
daqui, dali, de tudo e todos.
com data de validade e assim...
Que coisa é esta de não saber estar e ser?
Fluída conquista de quem imagina mais que viver
saber
e nisto se perder
vivendo em dúvida constante
a certeza da vida ser deveras bela.
Não sei donde me perdi lá atrás...
Talvez Inverno,
talvez frio e demais sossego,
talvez o cansaço do trabalho não ser novidade
mas já rotina do ontem parecer já amanhã,
talvez haverem idiotas no mundo que antes se pensava serem boa gente.
Não sei.
Estou cansado de não estar útil.
Cansado de algum inerte desassossego.
A coisa não rola
e o quanto eu vivo
para simplesmente vê-la e sê-la
fluindo sem nada a obstruir
tamanha lucidez brincalhona.
Vejo o mundo em ecrã digital.
Não sei bem de meu mundo universal.
Se o encontro novamente
se sou novo e ainda não o sei.
Os desígnios da vida
precisam habituação e...
alguma resignação?
Epah, talvez, talvez.
Crescer não é fácil.
Mas eu não cresço
somente evoluo
- creio.
Nasce de novo
galinha do ovo
e que saiba ser
sem saber
novamente
brutal.
À conquista de ser;
daqui, dali, de tudo e todos.
terça-feira, 19 de janeiro de 2016
E que bom que é cair do trono e ser novamente peão.
Fascinante entender que é o tempo o mais precioso instrumento da vida.
O tempo de sossego,
o tempo de deixar a rotina,
o tempo de deixar acontecer o nada acontecer.
O tempo é O instrumento divino.
Perceber e respeitar o Tempo é coisa de saber da vida
e seu divino.
Ter Tempo é ter espaço
e ter espaço é saber o que fazer;
apreciar, criar e ser como se sente,
dever ser.
Ter Tempo é Saber.
(que pouco se dá ao tempo de nossa moderna consciência...
Com Tempo não és agora mas Sempre.)
O tempo de sossego,
o tempo de deixar a rotina,
o tempo de deixar acontecer o nada acontecer.
O tempo é O instrumento divino.
Perceber e respeitar o Tempo é coisa de saber da vida
e seu divino.
Ter Tempo é ter espaço
e ter espaço é saber o que fazer;
apreciar, criar e ser como se sente,
dever ser.
Ter Tempo é Saber.
(que pouco se dá ao tempo de nossa moderna consciência...
Com Tempo não és agora mas Sempre.)
terça-feira, 12 de janeiro de 2016
De dentro há tudo.
Oh, fora mundo o individuo,
tempo ou circunstancia.
Caminho do mínimo átomo
ao mais alto elixir da montanha dos Himalaias.
Concreto precipício
que além de saber
age.
E visões traz
e visão também:
absoluta.
São de mim que nascem
mas da vida vêm.
Qual mistério sentido...
É o acreditar e solidão.
Oh sim, meu irmão.
Felizes de quem não tem de ir tão longe
para se sentir perto...
Eu vivo assim,
entre a ilusão de viver,
entre a ilusão de sentir.
Mas crer, creio
e creio demais ainda.
Oh, fora mundo o individuo,
tempo ou circunstancia.
Caminho do mínimo átomo
ao mais alto elixir da montanha dos Himalaias.
Concreto precipício
que além de saber
age.
E visões traz
e visão também:
absoluta.
São de mim que nascem
mas da vida vêm.
Qual mistério sentido...
É o acreditar e solidão.
Oh sim, meu irmão.
Felizes de quem não tem de ir tão longe
para se sentir perto...
Eu vivo assim,
entre a ilusão de viver,
entre a ilusão de sentir.
Mas crer, creio
e creio demais ainda.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2016
Que coisa esta vida.
Tentar fazer o caminho destino
até que algo embate e não mais esse,
outro.
Fica a dúvida:
será que devia continuar aquele
ou fazer antes este vivamente.
É Inverno
e o carrasco que faz Eu mexer
bem oleado, cá dentro,
está perro e triste.
Esta chuva e nuvens constantes
não levam a voz a um bom vento.
Fica presa aqui
sem nenhum encantamento...
Melancólica passagem
pelo frio da estrada húmida.
Não fui feito para isto,
este tempo.
Há quem goste de ficar no quarto,
no quente, sossegado e nadando o sossego.
Eu não.
Estou sempre demais com forças
e se as não uso
usam-me elas
por forma negativa
pois não lhes dou - não lhes encontro - acção.
Há uma certa vontade de mudança
mas ela não vem assim certa.
Há que esforçar,
penetrar talvez fundo
para verter para mim o fluído
que muda e cura,
sabe e sobe,
ser que não se deixa encontrar nunca.
Até a vinda da bela PrimaVera
vou me deixando ir,
meio para trás,
meio para a frente.
O tempo decide aqui.
Tentar fazer o caminho destino
até que algo embate e não mais esse,
outro.
Fica a dúvida:
será que devia continuar aquele
ou fazer antes este vivamente.
É Inverno
e o carrasco que faz Eu mexer
bem oleado, cá dentro,
está perro e triste.
Esta chuva e nuvens constantes
não levam a voz a um bom vento.
Fica presa aqui
sem nenhum encantamento...
Melancólica passagem
pelo frio da estrada húmida.
Não fui feito para isto,
este tempo.
Há quem goste de ficar no quarto,
no quente, sossegado e nadando o sossego.
Eu não.
Estou sempre demais com forças
e se as não uso
usam-me elas
por forma negativa
pois não lhes dou - não lhes encontro - acção.
Há uma certa vontade de mudança
mas ela não vem assim certa.
Há que esforçar,
penetrar talvez fundo
para verter para mim o fluído
que muda e cura,
sabe e sobe,
ser que não se deixa encontrar nunca.
Até a vinda da bela PrimaVera
vou me deixando ir,
meio para trás,
meio para a frente.
O tempo decide aqui.
terça-feira, 29 de dezembro de 2015
Se de sincero ser me ilustro pela vida
é por a ter conhecido como amiga
só.
Na aurora do cântico da ave grande
olho ao alto e figuro cristalina novidade.
Há mais que o que há a ver.
Sentir como que sem querer.
Na novidade desta vida
a cada momento deslumbro prazer:
vigoro o direito a viver.
Quem, por outro lado, corre,
olhando em frente sem lados
é triste e ignóbil ao deus que pressinto ser
parte.
Que os lados é que contam
o que há frente haverá e não há.
Esquecer os lados é não saber ir em frente
meu amigo.
Na madrugada de olhar sem ver,
sentir sem tocar,
escolho o nada para que me descanse o tudo
que julgo ser e saber.
Ah... aí lembro o tempo
e sua majestade.
Lembro o não ser
para saber tudo ser
e não correr.
A vida perfeita
logra aqui, ali,
em todo e tudo.
Assim simples é a vida
quando invés de querer
tu crês.
Fazei do sangue espírito
e da pele reflexo
pois por seres tudo isto
serás eles também.
é por a ter conhecido como amiga
só.
Na aurora do cântico da ave grande
olho ao alto e figuro cristalina novidade.
Há mais que o que há a ver.
Sentir como que sem querer.
Na novidade desta vida
a cada momento deslumbro prazer:
vigoro o direito a viver.
Quem, por outro lado, corre,
olhando em frente sem lados
é triste e ignóbil ao deus que pressinto ser
parte.
Que os lados é que contam
o que há frente haverá e não há.
Esquecer os lados é não saber ir em frente
meu amigo.
Na madrugada de olhar sem ver,
sentir sem tocar,
escolho o nada para que me descanse o tudo
que julgo ser e saber.
Ah... aí lembro o tempo
e sua majestade.
Lembro o não ser
para saber tudo ser
e não correr.
A vida perfeita
logra aqui, ali,
em todo e tudo.
Assim simples é a vida
quando invés de querer
tu crês.
Fazei do sangue espírito
e da pele reflexo
pois por seres tudo isto
serás eles também.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2015
You should always expect the less of you
to make the rest of you worth.
to make the rest of you worth.
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