domingo, 15 de junho de 2014
Procura quem te colha meu amor.
Porque na queda de te eu querer
cais em mim no precipício de dois.
E somos um, quando no fundo nos
olhamos supremos do nada sempre
fazermos algo...
Tá, tá, e no incógnito respirar
a ausência de haver esperança.
Colho-me ao chão, flor de lótus
com tão pouca dança...
Encantas quem olhos vêem.
Na estadia de festa abraças
o vento ao canto do nunca;
e em ti nasço e morro;
e corre o tempo de quem trabalha
enquanto gesticulo conversas
do cheio presente que não tem tempo,
não tem tempo...
O nada que guarda o tudo.
Salta.
sábado, 14 de junho de 2014
Fica ao canto, ao canto de qualquer coisa
que não sai, que brilha quando tudo cai.
É uma coisa engraçada mas escura e dura,
pesada também mas óptima quando se mais
nada tem.
Não a via há um tempo mas aqui o tempo
pára e acontece lembrar - em perfeita sintonia -
esse parar, esse parar que anda, esse andar
parado como vento, sem estado.
É um morrer que vive, um viver que morre,
em gozo de se poder experenciar, deixar levar.
Não o aconselho e sei que quase todos nós
vivemos à frente ou atrás disto mas não no meio,
onde ele se encontra e acontece.
Meditação talvez, coisa de solidão e de não
ter que fazer, preguiça de dizer...
Ou talvez cansaço, coisa de troca de horários
abrupta que nasce o que se esqueceu, volta atrás.
Não gosto de voltar atrás, só à frente cresce.
O atrás é solo morto que guarda o petróleo do
espírito que tem tudo de nada morto ou escuro.
Nem pressa, nem nada; não há puxar nem empurrar
e assim fica-se no tempo, olhando-o como um velho
enquanto a criança vai perdendo, dentro.
Nas voltas desta vida a única coisa a aprender
é a esquecer... Talvez para só lembrar essa brisa
de agora e esse olá de um estranho como o derradeiro
primeiro.
Fico assim aqui e é coisa tão melancólica
que se torna doce. Mas de solidão será,
e se torna, venenoso e nisso creio não crer mais...
Ver a vida a passar só se se tem a quem querer dar.
que não sai, que brilha quando tudo cai.
É uma coisa engraçada mas escura e dura,
pesada também mas óptima quando se mais
nada tem.
Não a via há um tempo mas aqui o tempo
pára e acontece lembrar - em perfeita sintonia -
esse parar, esse parar que anda, esse andar
parado como vento, sem estado.
É um morrer que vive, um viver que morre,
em gozo de se poder experenciar, deixar levar.
Não o aconselho e sei que quase todos nós
vivemos à frente ou atrás disto mas não no meio,
onde ele se encontra e acontece.
Meditação talvez, coisa de solidão e de não
ter que fazer, preguiça de dizer...
Ou talvez cansaço, coisa de troca de horários
abrupta que nasce o que se esqueceu, volta atrás.
Não gosto de voltar atrás, só à frente cresce.
O atrás é solo morto que guarda o petróleo do
espírito que tem tudo de nada morto ou escuro.
Nem pressa, nem nada; não há puxar nem empurrar
e assim fica-se no tempo, olhando-o como um velho
enquanto a criança vai perdendo, dentro.
Nas voltas desta vida a única coisa a aprender
é a esquecer... Talvez para só lembrar essa brisa
de agora e esse olá de um estranho como o derradeiro
primeiro.
Fico assim aqui e é coisa tão melancólica
que se torna doce. Mas de solidão será,
e se torna, venenoso e nisso creio não crer mais...
Ver a vida a passar só se se tem a quem querer dar.
Nothing choosing,
the walls not been no more
and I a discovery of the moment,
every single moment in time.
Bright light on the day and in the night
falls me sweetly like vanilla ice cream.
Badly I feel all this in streams of child sense.
To grow up is the key for a child to be
and keep being in a body of years
and space of conscious horizon.
I get through but keep forgetting
what to be and see,
for feeling is my vocation.
Yesterday the streets were full
and the crowd was my friend,
the music was loud and coming
from all around.
People's faces smiled
and couples dancing
like tomorrow only a sound.
Loving this city and its people
and somehow knowing that
it's going to grow like I felt
deserving years ago.
Wandering around on my own,
accompanied by good people,
living the doubt of having too much
and not telling or making.
Dancing the keys of the night
smiling because it will always
deliver a new clear day.
Life does continue.
quarta-feira, 11 de junho de 2014
Contesto ao tempo o tempo de ser
pois a contemporaneidade já passou o individuo,
é de ser universal que se trata.
Hoje a luz é outra
e o caminho alcança barreiras
e as abraça e se despede
pois ensinado por elas
procura aprender outras.
pois a contemporaneidade já passou o individuo,
é de ser universal que se trata.
Hoje a luz é outra
e o caminho alcança barreiras
e as abraça e se despede
pois ensinado por elas
procura aprender outras.
Little fairy of the winds land,
can I see you now?
Forgot you little fairy...
Can a stone be wild?
May, perhaps, thoughts linger on grand wings.
Crazy about going my friend.
Crazy.
Cause it all seems beautiful and perfect
but not my background strange demands.
Saw a big bird on the road ten minutes ago.
Think it was a owl
- what a beautiful creature a owl.
Everything in place
but why have I no place?
Interrogations are miserable...
Keep it to yourself.
can I see you now?
Forgot you little fairy...
Can a stone be wild?
May, perhaps, thoughts linger on grand wings.
Crazy about going my friend.
Crazy.
Cause it all seems beautiful and perfect
but not my background strange demands.
Saw a big bird on the road ten minutes ago.
Think it was a owl
- what a beautiful creature a owl.
Everything in place
but why have I no place?
Interrogations are miserable...
Keep it to yourself.
terça-feira, 10 de junho de 2014
Pareceu que a vi
mas foi ilusão,
com certeza,
confusão.
Não quis olhar demais
nem confirmar,
se sim se não.
Sempre mexe cá dentro muito,
tanto que não tem explicação.
É que Portugal
se me apaixona
como uma bala de incerteza.
Porque demais incerto país,
deixa confuso quem muito lhe diz.
Vou ficar aqui,
mas vou ficar indo para o desconhecido,
outro país, cultura.
Talvez algo sóbrio um tanto,
para ceder meu sangue a algo
menos pedante que a poesia
e a tão romântica e,
aqui, tradicional saudade.
Tanto que do mundo
respiro segundo transpirado
enquanto sinto tudo de tanta maneira
que tenho de esquecer maneiras
e movimentos e inventar o que fazer
para não enlouquecer.
O longe o perto
caminhos de magnetismo essencial
à noção de pertença, família e crença.
Maltrapilho disto que vivo
e ser ela, a cabeça, que sempre,
sempre pensa e quer e diz
enquanto em silêncio medito,
medito os outros, a realidade,
a vida.
Porque ser daqui
faz-me observar tudo ao milímetro
e de tão perto a lupa queima com o sol.
Tentar fugir e saber voltar
como quem viveu e aprendeu
espaços de um outro lugar.
Do não saber o que busco
sempre encontro o conhecido desconhecido
mas agora são outras coisas que preciso.
Vem à costa ó garrafa com papel escrito dentro,
quero-te ler.
respiro segundo transpirado
enquanto sinto tudo de tanta maneira
que tenho de esquecer maneiras
e movimentos e inventar o que fazer
para não enlouquecer.
O longe o perto
caminhos de magnetismo essencial
à noção de pertença, família e crença.
Maltrapilho disto que vivo
e ser ela, a cabeça, que sempre,
sempre pensa e quer e diz
enquanto em silêncio medito,
medito os outros, a realidade,
a vida.
Porque ser daqui
faz-me observar tudo ao milímetro
e de tão perto a lupa queima com o sol.
Tentar fugir e saber voltar
como quem viveu e aprendeu
espaços de um outro lugar.
Do não saber o que busco
sempre encontro o conhecido desconhecido
mas agora são outras coisas que preciso.
Vem à costa ó garrafa com papel escrito dentro,
quero-te ler.
segunda-feira, 9 de junho de 2014
Se escrever é conhecer o próprio
e conhecer o próprio conhecer o mundo
o que mais haverá a conhecer?
Outro olhar então.
Não mudar o próprio
pois no cerne tudo é igual.
Conhecer outra visão.
Isto conhecendo alguém,
conhecer outros sem desdém.
Com a calma de além ser aqui
ter por onde ir
ou, quem sabe, ficar.
Viajar a mente com os pés.
Que o amanhã já não vejo
e o ontem, por demais confortável e ágil,
aborrece um pouco.
Lancei-me ao mundo em forma escrita.
Não sei mais se sou isso que escrevi
ou isto que vivi e vivo.
Portas e janelas aguardam abertas.
Sendo demais fecho algumas
mas a corrente de ar começa logo.
As decisões que não quero
mas indo logo me seduzem
a querer mais
(eu que queria tão pouco).
Um pouco confuso.
Mas sei hoje essa a estrada.
e conhecer o próprio conhecer o mundo
o que mais haverá a conhecer?
Outro olhar então.
Não mudar o próprio
pois no cerne tudo é igual.
Conhecer outra visão.
Isto conhecendo alguém,
conhecer outros sem desdém.
Com a calma de além ser aqui
ter por onde ir
ou, quem sabe, ficar.
Viajar a mente com os pés.
Que o amanhã já não vejo
e o ontem, por demais confortável e ágil,
aborrece um pouco.
Lancei-me ao mundo em forma escrita.
Não sei mais se sou isso que escrevi
ou isto que vivi e vivo.
Portas e janelas aguardam abertas.
Sendo demais fecho algumas
mas a corrente de ar começa logo.
As decisões que não quero
mas indo logo me seduzem
a querer mais
(eu que queria tão pouco).
Um pouco confuso.
Mas sei hoje essa a estrada.
domingo, 8 de junho de 2014
Lisboa é habitada desde 1200 antes de cristo.
Tem tempo.
Tem tempo.
sexta-feira, 6 de junho de 2014
Running away from something...
The "who am I" scene.
Blazing sun that I saw true,
impeccable.
But running it on warm blood,
with memories in a house,
it's the danger of comfort
and passivity.
Too good on adapting...
And it seems that the hardest,
the more dark - but somehow true -,
the more impossible
is what I most gladly let through me.
It's clouded the weather
and the sleep was awake:
the mind cannot function
without purpose.
Work, that's the thing,
the grand achievement of our time.
The job.
The job to entertain life.
Not that working is bad,
I like to work honestly.
But that demand,
and only being that demand,
is not good.
Unemployment and people going (naturally) mad.
Get a job they say.
So a job it is,
but the thing is that my job
seems to be life itself.
The "who am I" scene.
Blazing sun that I saw true,
impeccable.
But running it on warm blood,
with memories in a house,
it's the danger of comfort
and passivity.
Too good on adapting...
And it seems that the hardest,
the more dark - but somehow true -,
the more impossible
is what I most gladly let through me.
It's clouded the weather
and the sleep was awake:
the mind cannot function
without purpose.
Work, that's the thing,
the grand achievement of our time.
The job.
The job to entertain life.
Not that working is bad,
I like to work honestly.
But that demand,
and only being that demand,
is not good.
Unemployment and people going (naturally) mad.
Get a job they say.
So a job it is,
but the thing is that my job
seems to be life itself.
Dancing stars I cannot speak
you taught me to dream loudly
in silence.
you taught me to dream loudly
in silence.
quarta-feira, 4 de junho de 2014
Tanto mundo mas só um no entanto.
Um que se viaja e se vai sabendo pelo
ideal talento de ter uma mente que pensa
e resolve.
A rua oferece encontros gratuitos ou marcados
e o silêncio guarda o sono, o sonho e o passado.
(É do longe que me chama
mas me quer perto, perto demais
e isso sufoca.)
Algo que entretenha e distraia
essa clara mente que pensa e ordena e sabe
- como uma idiota na verdade...
Se parado se quer o mundo
mas andando por ele se sente só essa vida
que passa pelos pés, olhos e pele.
É passar com ela.
Ir com ela?
Coisa estranha.
E tanta dúvida chacina vontades,
demais vontades...
A ânsia de resolver,
de sentir bem,
de fazer melhor.
Querer ou criar.
Acho que uns nascem mais
para uma dessas coisas enfim.
Lamentos não levam a estradas.
Qualquer coisa que indique,
escolha, seja, diga, fale.
Falar é bom.
Faz lembrar que não só existe "isto"
cá dentro que reflecte lá fora.
Mais de nada
não estou a dizer tudo...
Um que se viaja e se vai sabendo pelo
ideal talento de ter uma mente que pensa
e resolve.
A rua oferece encontros gratuitos ou marcados
e o silêncio guarda o sono, o sonho e o passado.
(É do longe que me chama
mas me quer perto, perto demais
e isso sufoca.)
Algo que entretenha e distraia
essa clara mente que pensa e ordena e sabe
- como uma idiota na verdade...
Se parado se quer o mundo
mas andando por ele se sente só essa vida
que passa pelos pés, olhos e pele.
É passar com ela.
Ir com ela?
Coisa estranha.
E tanta dúvida chacina vontades,
demais vontades...
A ânsia de resolver,
de sentir bem,
de fazer melhor.
Querer ou criar.
Acho que uns nascem mais
para uma dessas coisas enfim.
Lamentos não levam a estradas.
Qualquer coisa que indique,
escolha, seja, diga, fale.
Falar é bom.
Faz lembrar que não só existe "isto"
cá dentro que reflecte lá fora.
Mais de nada
não estou a dizer tudo...
Deserto.
Parece um deserto a minha "vila" nos arredores da capital.
Um pequeno salto à cidade maravilhosa - Lisboa - e parece outro país,
outro mundo; onde não há crise, onde há turismo, fantasia e encontros.
Loucura.
Depois da febre do Brasil, do sorriso fácil e sugestivo,
da vida excitada e impulsionada pela constante possibilidade
de algo dar errado, chegar aqui, ao país onde nasci, e ver um deserto.
Coisa.
Ter que ir novamente, sair daqui o mais breve e certo.
A dor de viver já é característica de Portugal
mas isto que vejo e sinto já não é dor mas outra coisa.
Parece um deserto a minha "vila" nos arredores da capital.
Um pequeno salto à cidade maravilhosa - Lisboa - e parece outro país,
outro mundo; onde não há crise, onde há turismo, fantasia e encontros.
Loucura.
Depois da febre do Brasil, do sorriso fácil e sugestivo,
da vida excitada e impulsionada pela constante possibilidade
de algo dar errado, chegar aqui, ao país onde nasci, e ver um deserto.
Coisa.
Ter que ir novamente, sair daqui o mais breve e certo.
A dor de viver já é característica de Portugal
mas isto que vejo e sinto já não é dor mas outra coisa.
Deitado no sono da vida
em leito de preguiça física
e ataraxia mental os sonhos
não têm por onde voar porque
não os há lugar para querer.
Não mais que piso,
chão este onde me deito,
sento e como
e olho a vida passar.
É o tal sítio donde vim
aqui parar,
tão mal ajudado...
(para quê a ajuda?)
Projectos muitos
mas eles se sucedem neste nada
que os imagina todos.
Andando por aí pesam-me
mas, sem se evidenciarem práticos,
não me vêm às mãos.
A casa.
Outra seria ou será,
minha?
Ou seguimento de viagem
cantando:
"I ain't got no home,
I'm just a-roamin' 'round,
just a wandrin' worker
I go from town to town,
and the police make it hard
wherever I may go
and I ain't got no home
in this world anymore"
do grande senhor Woody Guthrie.
Não sei
mas soube e sabia,
quando tinha ainda,
tinha ainda...
em leito de preguiça física
e ataraxia mental os sonhos
não têm por onde voar porque
não os há lugar para querer.
Não mais que piso,
chão este onde me deito,
sento e como
e olho a vida passar.
É o tal sítio donde vim
aqui parar,
tão mal ajudado...
(para quê a ajuda?)
Projectos muitos
mas eles se sucedem neste nada
que os imagina todos.
Andando por aí pesam-me
mas, sem se evidenciarem práticos,
não me vêm às mãos.
A casa.
Outra seria ou será,
minha?
Ou seguimento de viagem
cantando:
"I ain't got no home,
I'm just a-roamin' 'round,
just a wandrin' worker
I go from town to town,
and the police make it hard
wherever I may go
and I ain't got no home
in this world anymore"
do grande senhor Woody Guthrie.
Não sei
mas soube e sabia,
quando tinha ainda,
tinha ainda...
terça-feira, 3 de junho de 2014
...muitas vezes não é a felicidade que a traz
mas um qualquer "deixar morrer"
que faz tudo de essencial se mostrar
e acontecer.
Sou estranho à felicidade.
Ela chama onde me não escuto
e eu creio que me quero escutar...
mas um qualquer "deixar morrer"
que faz tudo de essencial se mostrar
e acontecer.
Sou estranho à felicidade.
Ela chama onde me não escuto
e eu creio que me quero escutar...
For too much is for all a must.
But me is the little I trust.
To survive, love has no place.
For no one understands
and you fall madly with all.
Lonely place to be in love
with a city and its people.
International it's a must right now.
Finding new weather and sound.
A city or the campsite
- but out there and not in here.
Lisbon is a too beautiful of a city
to be and stand: lot of demand...
But me is the little I trust.
To survive, love has no place.
For no one understands
and you fall madly with all.
Lonely place to be in love
with a city and its people.
International it's a must right now.
Finding new weather and sound.
A city or the campsite
- but out there and not in here.
Lisbon is a too beautiful of a city
to be and stand: lot of demand...
De lado ao estado
concorrer curvado
àquilo que se disse
querer anos atrás
(vidas, parece).
De costas voltadas,
como escudo sim,
a cara olha de lado
o que de frente
os pés afirmam.
De amanhã a ontem,
de terra ao céu
- suspiro alto
que se ouve ao longe.
concorrer curvado
àquilo que se disse
querer anos atrás
(vidas, parece).
De costas voltadas,
como escudo sim,
a cara olha de lado
o que de frente
os pés afirmam.
De amanhã a ontem,
de terra ao céu
- suspiro alto
que se ouve ao longe.
domingo, 1 de junho de 2014
A luz é demais
e depois o calor tão certo
que traz furor às células de todo o corpo.
Não estou em mim
estou a sentir
e se demais
esse se torna eu.
Casa, calma,
algum poiso onde encantar
descanso a me procurar.
Onde fica a ordem?
Vejo demais liberdade
e sinto-a plena na mente.
Mas a viver...
coisa distante, me parece.
Lisboa é uma cidade mágica.
Cidade que guarda segredos íntimos
mas públicos,
perfeitamente públicos.
E quem aqui vive
não sabe mas sorri esse sorriso.
Lisboa - cidade que amo profundamente.
(e, como se sabe, tudo o que se ama
queima e queima
até não mais haver)
e depois o calor tão certo
que traz furor às células de todo o corpo.
Não estou em mim
estou a sentir
e se demais
esse se torna eu.
Casa, calma,
algum poiso onde encantar
descanso a me procurar.
Onde fica a ordem?
Vejo demais liberdade
e sinto-a plena na mente.
Mas a viver...
coisa distante, me parece.
Lisboa é uma cidade mágica.
Cidade que guarda segredos íntimos
mas públicos,
perfeitamente públicos.
E quem aqui vive
não sabe mas sorri esse sorriso.
Lisboa - cidade que amo profundamente.
(e, como se sabe, tudo o que se ama
queima e queima
até não mais haver)
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