Foge puto,
sê livre!
sexta-feira, 30 de junho de 2017
Sigo acreditando na humanidade
embora a veja despedaçada por aí,
pagando para viver.
Fora a desgraça filosófica
e a carga ancestral desta raça,
já que a ela pareço pertencer
quero a toda a força fazer-me pertencer
a ela,
fazer ela merecer existir comigo
e eu com ela.
Humanidade, ser humano,
ser que vive com inteligência,
vivendo dela se matar em angústia
e frustracção e distracção
porque a energia vital da vida está distorcida.
Corro eu a ela, vida minha, vida dos homens
que pisavam o chão e caçavam o que comiam,
homens e mulheres que viviam longe de vigilância
e tanta podridão atenta aos actos da vida séria.
Nasceste para morrer e tudo o que te passa pelo caminho
é intruso à vida absoluta que sentes bem dentro.
Oh, ignorância plena desta vida que me frustra,
ignorância de não conseguir gritar - a plenos pulmões -
pó caralho tudo o que é intruso à minha visão!
Direito a ser louco num mundo de loucos,
direito a manifestar absoluta ausência de lar
quando tanto de meu mundo não reconhece humanidade
onde pisa agora.
Quero andar pela rua como vagabundo,
conhecer em cada sorriso mudo um mundo,
em cada olhar uma certeza de um lugar de esperança,
crença, aceitação e raça
que além de descriminar afirma pertença
a algo maior e mais belo
do que o que por aí vejo se rastejar
com autoridade perversa.
Ovelhas mansas que se vestem em peles de lobo,
eu sou lobo guardando-me nu no quentinho da lã de ovelha.
Sabem lá os gritos que já uivei só,
nas montanhas de ninguém,
consciência límpida de ver o céu
como alguém há milénios o viu
como mistério e certeza de algo maior que o "eu"!
Essa consciência é o que mantém o espírito
a se coincidir com o humano,
sem o espírito o humano é bem pior
que o animal,
acredita.
Vejo-os por aí, sem rumo
- sendo eu um, mais que um hoje em dia...
Mas ainda, ainda
mantenho uma certa loucura
que me permite saber que estou perdido,
que estou não seguindo meu ritmo,
minha dança, meu império,
minha solidão e meu amor.
Resta-me sempre essa loucura,
essa vontade de perder tudo que antes ganhei.
Porque sei, sei que sei algo bem maior
do que o que pode ser identificado como meu.
Sei aquilo que não existe,
sei aquilo que existe só e absolutamente em mim.
E por tão absolutamente isto ser
sei "isto" existir em todos nós.
Oiço Canto da Meditação
de mais uma iluminada deste mundo
e por isso e nisto
persisto em querer acreditar
nesta espécie a que afinal pertenço:
humano, humanidade, ser humano.
Tanto do que falta a esta espécie hoje em dia...
(Não há artista que dê sua vida pelo ideal de existir
essa raça em força neste mundo novamente...
alegria,
há outro dia!
nasce da morte a vida nova)
embora a veja despedaçada por aí,
pagando para viver.
Fora a desgraça filosófica
e a carga ancestral desta raça,
já que a ela pareço pertencer
quero a toda a força fazer-me pertencer
a ela,
fazer ela merecer existir comigo
e eu com ela.
Humanidade, ser humano,
ser que vive com inteligência,
vivendo dela se matar em angústia
e frustracção e distracção
porque a energia vital da vida está distorcida.
Corro eu a ela, vida minha, vida dos homens
que pisavam o chão e caçavam o que comiam,
homens e mulheres que viviam longe de vigilância
e tanta podridão atenta aos actos da vida séria.
Nasceste para morrer e tudo o que te passa pelo caminho
é intruso à vida absoluta que sentes bem dentro.
Oh, ignorância plena desta vida que me frustra,
ignorância de não conseguir gritar - a plenos pulmões -
pó caralho tudo o que é intruso à minha visão!
Direito a ser louco num mundo de loucos,
direito a manifestar absoluta ausência de lar
quando tanto de meu mundo não reconhece humanidade
onde pisa agora.
Quero andar pela rua como vagabundo,
conhecer em cada sorriso mudo um mundo,
em cada olhar uma certeza de um lugar de esperança,
crença, aceitação e raça
que além de descriminar afirma pertença
a algo maior e mais belo
do que o que por aí vejo se rastejar
com autoridade perversa.
Ovelhas mansas que se vestem em peles de lobo,
eu sou lobo guardando-me nu no quentinho da lã de ovelha.
Sabem lá os gritos que já uivei só,
nas montanhas de ninguém,
consciência límpida de ver o céu
como alguém há milénios o viu
como mistério e certeza de algo maior que o "eu"!
Essa consciência é o que mantém o espírito
a se coincidir com o humano,
sem o espírito o humano é bem pior
que o animal,
acredita.
Vejo-os por aí, sem rumo
- sendo eu um, mais que um hoje em dia...
Mas ainda, ainda
mantenho uma certa loucura
que me permite saber que estou perdido,
que estou não seguindo meu ritmo,
minha dança, meu império,
minha solidão e meu amor.
Resta-me sempre essa loucura,
essa vontade de perder tudo que antes ganhei.
Porque sei, sei que sei algo bem maior
do que o que pode ser identificado como meu.
Sei aquilo que não existe,
sei aquilo que existe só e absolutamente em mim.
E por tão absolutamente isto ser
sei "isto" existir em todos nós.
Oiço Canto da Meditação
de mais uma iluminada deste mundo
e por isso e nisto
persisto em querer acreditar
nesta espécie a que afinal pertenço:
humano, humanidade, ser humano.
Tanto do que falta a esta espécie hoje em dia...
(Não há artista que dê sua vida pelo ideal de existir
essa raça em força neste mundo novamente...
alegria,
há outro dia!
nasce da morte a vida nova)
terça-feira, 27 de junho de 2017
segunda-feira, 26 de junho de 2017
Há um dado momento onde existir pesa.
E pesa quando disso se tem noção e lucidez
suficiente para esmagar a sensação.
Então, a saída está sempre na reconstrução.
Seja reconstrução do eu ou do ambiente,
situação ou companhia.
Há que manter a lucidez longe desta vida
pois demais lucidez esmaga a vida.
E lúcido que sou, tudo me angustia um pouco
se me estou centrado na origem das coisas.
Para me alegrar tenho de me enganar constantemente,
tenho de usar uma máscara que sei não ser
e ver reacções alheias que lembram,
efectivamente, o que se guarda em mim
e em todos nós por detrás da máscara.
Sem máscara a vida ou é divina
ou absolutamente angustiante.
Alguma lucidez faz falta,
pois sem lucidez não se faz caminho próprio
afinal.
Mas tremenda lucidez que me veio de criança,
nascimento, família também,
essa tem de estar longe,
fugir dela diariamente
é, em parte, o meu objectivo de vida.
Sempre vi a vida como uma seta,
como um tiro lançado no escuro
que me guia sempre em frente,
ileso de problemas reais
e superficiais a esta grande visão minha.
Viver à porrada em frente tem sido
o que me guarda tranquilo cá dentro,
sempre imaginando o futuro
com realizações do passado.
Vida essa que se quer conseguida
vem de muito pensamento, tempo e espaço,
tranquilidade para contigo mesmo.
Se não vives em paz contigo
estás fudido.
E se é um espaço, um ambiente,
uma circunstância que te assim mantém
então disso te tens de largar
e buscar novo espaço onde te ser
apenas tu, só e vazio.
Vivo o meu dia-a-dia como uma repetição,
não estou aberto à novidade nem a nenhum
boémio serão.
Tento mas não consigo.
Quando me farto de um sítio
e o que ele desperta em mim
a única solução é sair,
fugir para um novo sítio conhecer
e me ensinar a ser novo ser.
A arte de viver é ser nómada de pensamento,
nómada de saber ir ao passado e passear
por lá, pelas viagens, amigos, amores,
tristezas, alegrias e dissabores.
Se estás sedentário tanto de espaço físico
como de espaço mental
então és uma bomba sempre prestes a explodir.
Não há saída a isto senão a minha saída
de jogo deste sítio.
Sei disto há bastante tempo...
Tenho sido fantasma,
sei que no futuro não vou lembrar esta fase,
vai estar toda ela dentro de uma nuvem de
ausência minha.
E eu não gosto de estar ausente desta minha vida...
Se estou a sofrer mas a criar, a partir disso, saída,
muito bem
mas se sofro e não crio, nem recebo, nem aprendo,
nem ensino, nem partilho,
oh que se foda a vida e este repetido jogo de pagar para existir!
Acho que a vida me deve algo,
me deve minha existência cristalina ao lado dela,
dentro dela.
Mas sei perfeitamente que estar quieto à espera disto
é ridículo e idiota e inconsequente.
Sei que tenho de ir, buscar a descoberta de meu sentir.
Sentir algo novo a cada momento
e com isto reagrupar meus pensamentos de passado
para gerar futuro em condições, coerente.
Por agora vou ficando,
preso às burocracias e ao dinheiro
e aos potenciais ajudantes de um futuro
material mais capaz.
No entanto, sei que não sou de momento nada,
até me surpreende as pessoas me verem
e responderem.
Fantasma.
Assim sou quando me canso de viver...
(mas morrer não vale a pena pois sempre sei
existir muita vida além de mim e de tudo isto que aqui
sinto).
E pesa quando disso se tem noção e lucidez
suficiente para esmagar a sensação.
Então, a saída está sempre na reconstrução.
Seja reconstrução do eu ou do ambiente,
situação ou companhia.
Há que manter a lucidez longe desta vida
pois demais lucidez esmaga a vida.
E lúcido que sou, tudo me angustia um pouco
se me estou centrado na origem das coisas.
Para me alegrar tenho de me enganar constantemente,
tenho de usar uma máscara que sei não ser
e ver reacções alheias que lembram,
efectivamente, o que se guarda em mim
e em todos nós por detrás da máscara.
Sem máscara a vida ou é divina
ou absolutamente angustiante.
Alguma lucidez faz falta,
pois sem lucidez não se faz caminho próprio
afinal.
Mas tremenda lucidez que me veio de criança,
nascimento, família também,
essa tem de estar longe,
fugir dela diariamente
é, em parte, o meu objectivo de vida.
Sempre vi a vida como uma seta,
como um tiro lançado no escuro
que me guia sempre em frente,
ileso de problemas reais
e superficiais a esta grande visão minha.
Viver à porrada em frente tem sido
o que me guarda tranquilo cá dentro,
sempre imaginando o futuro
com realizações do passado.
Vida essa que se quer conseguida
vem de muito pensamento, tempo e espaço,
tranquilidade para contigo mesmo.
Se não vives em paz contigo
estás fudido.
E se é um espaço, um ambiente,
uma circunstância que te assim mantém
então disso te tens de largar
e buscar novo espaço onde te ser
apenas tu, só e vazio.
Vivo o meu dia-a-dia como uma repetição,
não estou aberto à novidade nem a nenhum
boémio serão.
Tento mas não consigo.
Quando me farto de um sítio
e o que ele desperta em mim
a única solução é sair,
fugir para um novo sítio conhecer
e me ensinar a ser novo ser.
A arte de viver é ser nómada de pensamento,
nómada de saber ir ao passado e passear
por lá, pelas viagens, amigos, amores,
tristezas, alegrias e dissabores.
Se estás sedentário tanto de espaço físico
como de espaço mental
então és uma bomba sempre prestes a explodir.
Não há saída a isto senão a minha saída
de jogo deste sítio.
Sei disto há bastante tempo...
Tenho sido fantasma,
sei que no futuro não vou lembrar esta fase,
vai estar toda ela dentro de uma nuvem de
ausência minha.
E eu não gosto de estar ausente desta minha vida...
Se estou a sofrer mas a criar, a partir disso, saída,
muito bem
mas se sofro e não crio, nem recebo, nem aprendo,
nem ensino, nem partilho,
oh que se foda a vida e este repetido jogo de pagar para existir!
Acho que a vida me deve algo,
me deve minha existência cristalina ao lado dela,
dentro dela.
Mas sei perfeitamente que estar quieto à espera disto
é ridículo e idiota e inconsequente.
Sei que tenho de ir, buscar a descoberta de meu sentir.
Sentir algo novo a cada momento
e com isto reagrupar meus pensamentos de passado
para gerar futuro em condições, coerente.
Por agora vou ficando,
preso às burocracias e ao dinheiro
e aos potenciais ajudantes de um futuro
material mais capaz.
No entanto, sei que não sou de momento nada,
até me surpreende as pessoas me verem
e responderem.
Fantasma.
Assim sou quando me canso de viver...
(mas morrer não vale a pena pois sempre sei
existir muita vida além de mim e de tudo isto que aqui
sinto).
terça-feira, 20 de junho de 2017
A poesia despreza as dificuldades da vida real, física.
A poesia encontra o seu consolo na destruição
dos limites pessoais.
Vai ao existente do existencial conhecer,
finalmente,
algo.
Esse algo é a poesia.
Se a poesia sempre me foi vida,
hoje me não é
porque procuro outra saída.
Mas sei que me és minha
e sei que sou teu.
Além vida física que me canso
sei que existe esse irreal mais que real
teu.
Então, és deveras a minha única deusa.
Deusa que dá e tira vida,
deusa invejosa e ciumenta
que me mete todo torto
se não me sirvo a ti
só.
São tempos de espera.
São tempos de procura material.
São tempos de teu longe perto
espiritual.
Minha mãe, filha e amante,
coisa eterna do canto de crer
mais que querer.
Eu sei que sou isso...
Mas agora tento algo outro
mais perto desta civilização
que sempre quis reduzir a cinzas
tendo meu leito somente em ti.
Esperas-me?
Sei que sim.
Pois dei, dou e darei
minha vida por ti.
Poesia minha que me canta aos céus
terra e nela nem voo mas ando
como santo de lado algum
senão imaginação.
Algo outro,
outra algo,
o descarrilamento do humano
que conhece
finalmente o real
que é sonhar acordado.
Nado o sonho
com as preces
deste mundo
que me consola vivo
e perdido.
Achei-te
e disso nunca me perco!
A poesia encontra o seu consolo na destruição
dos limites pessoais.
Vai ao existente do existencial conhecer,
finalmente,
algo.
Esse algo é a poesia.
Se a poesia sempre me foi vida,
hoje me não é
porque procuro outra saída.
Mas sei que me és minha
e sei que sou teu.
Além vida física que me canso
sei que existe esse irreal mais que real
teu.
Então, és deveras a minha única deusa.
Deusa que dá e tira vida,
deusa invejosa e ciumenta
que me mete todo torto
se não me sirvo a ti
só.
São tempos de espera.
São tempos de procura material.
São tempos de teu longe perto
espiritual.
Minha mãe, filha e amante,
coisa eterna do canto de crer
mais que querer.
Eu sei que sou isso...
Mas agora tento algo outro
mais perto desta civilização
que sempre quis reduzir a cinzas
tendo meu leito somente em ti.
Esperas-me?
Sei que sim.
Pois dei, dou e darei
minha vida por ti.
Poesia minha que me canta aos céus
terra e nela nem voo mas ando
como santo de lado algum
senão imaginação.
Algo outro,
outra algo,
o descarrilamento do humano
que conhece
finalmente o real
que é sonhar acordado.
Nado o sonho
com as preces
deste mundo
que me consola vivo
e perdido.
Achei-te
e disso nunca me perco!
sábado, 17 de junho de 2017
essência - é real o que existe atrás dos meus olhos
mundo - é real o que existe à frente dos meus olhos
humano - é real o que liga a essência ao mundo
Trindade.
mundo - é real o que existe à frente dos meus olhos
humano - é real o que liga a essência ao mundo
Trindade.
terça-feira, 13 de junho de 2017
Quando começa, começa devagar
e toda a vida se encontra consigo mesma.
A morte é inventada para encontrar a vida
na palma da mão, no centro da cabeça,
em forma de alma o espírito caminha.
E, de repente, a chama chama a si a vida esquecida,
lembrando sempre e nunca,
fazendo fantasia destes laços materiais.
Encontro o chão a levantar-se,
a correr-me a vida à chegada dela,
ao caminho perdido por esquecimento
e angústia.
A vida nova assemelha-se a nada
e tudo o que pensas ser
é uma máscara incógnita.
Lembrar o sangue que te dá vida
poder, também, te inventar sereno
e capaz de criar mais que demais viver.
E nos bastidores disto tudo
vive um homem perdido
no seu casulo,
chorando sua queda
por insulto a si mesmo,
por trevas inventar quando a vida falha,
só um pouquinho...
Nos bastidores um
que se julgou deus em dias
e se verga agora a menor que formiga
- pois as exigências de deus são maiores
que a própria sombra da vida.
Inventar cortesias à alma,
inventar fuga e esquecer tudo isto,
reconhecer presente nu e novo
e saber dele fazer coisas mil.
Ser quem se é em ideia
e sentimento,
emoção e vontade.
Ser mais que um,
ser quem se não reconhece
nem sequer em si mesmo material
mas no mundo infinito da consciência
que nem sequer concebe barreiras e "nãos".
A vida diz sim,
a vida diz sim meu amigo.
e toda a vida se encontra consigo mesma.
A morte é inventada para encontrar a vida
na palma da mão, no centro da cabeça,
em forma de alma o espírito caminha.
E, de repente, a chama chama a si a vida esquecida,
lembrando sempre e nunca,
fazendo fantasia destes laços materiais.
Encontro o chão a levantar-se,
a correr-me a vida à chegada dela,
ao caminho perdido por esquecimento
e angústia.
A vida nova assemelha-se a nada
e tudo o que pensas ser
é uma máscara incógnita.
Lembrar o sangue que te dá vida
poder, também, te inventar sereno
e capaz de criar mais que demais viver.
E nos bastidores disto tudo
vive um homem perdido
no seu casulo,
chorando sua queda
por insulto a si mesmo,
por trevas inventar quando a vida falha,
só um pouquinho...
Nos bastidores um
que se julgou deus em dias
e se verga agora a menor que formiga
- pois as exigências de deus são maiores
que a própria sombra da vida.
Inventar cortesias à alma,
inventar fuga e esquecer tudo isto,
reconhecer presente nu e novo
e saber dele fazer coisas mil.
Ser quem se é em ideia
e sentimento,
emoção e vontade.
Ser mais que um,
ser quem se não reconhece
nem sequer em si mesmo material
mas no mundo infinito da consciência
que nem sequer concebe barreiras e "nãos".
A vida diz sim,
a vida diz sim meu amigo.
quarta-feira, 7 de junho de 2017
Every day is a new day,
for if it's not you're not living
you're dying.
Say grace to life in its each moment
for if not you're living in an idea
and not in life itself.
Create this meditation
and be wealthy in body,
mind and soul.
Life is one
and time is undone
if you're not in the center of it.
Believe.
Beliving.
for if it's not you're not living
you're dying.
Say grace to life in its each moment
for if not you're living in an idea
and not in life itself.
Create this meditation
and be wealthy in body,
mind and soul.
Life is one
and time is undone
if you're not in the center of it.
Believe.
Beliving.
quinta-feira, 1 de junho de 2017
Não há maior alegria do que uma pessoa saber quem é,
quem é verdadeiramente, dentro de seus sonhos e passados,
desejos e vontades futuras e presentes.
Não há maior conforto do que um se saber um perfeitamente,
sem precisar de se refugiar em algo ou alguém,
sem medo de perder o que já é tão sinceramente.
Saber ser quem se é, é afinal, também, a coisa mais rara
mas coincidentemente mais preciosa e alta.
Andar por esta vida sabendo isto e só,
podendo dormir em paz à noite
e viver o dia com a merecida calma,
ah, que coisa linda!
As exigências deste mundo não tocam esta sabedoria
que vive simplesmente de ser reconhecida a cada momento
e em paz, viver tranquilo com esta coisa de gostar de si
por não se saber ser de outra forma.
Viver contigo é então a coisa mais linda,
o verdadeiro amor, verdadeiro carinho
e compreensão.
Renegar a isto
e esperar do exterior reconhecimento
é estares perdido na árvore do tempo...
Cada um com seu sol, lua e universo,
buraco negro de conhecimento misterioso
e dúvidas, questões e medos por compreender sozinho;
largado à vida primeiro
e depois em pânico
ver o que a vida começa,
verdadeiramente, a te dar,
o que te pertence e à vida também.
Há que reconhecer o tempo...
Há que viver em paz com esta coisa do Eu.
Há que ser sinceramente teu.
(os outros que se fodam!
e venham depois quando esse teu Eu tiver lugar
para eles)
Quem precisa deste universo
quando tem o seu?
quem é verdadeiramente, dentro de seus sonhos e passados,
desejos e vontades futuras e presentes.
Não há maior conforto do que um se saber um perfeitamente,
sem precisar de se refugiar em algo ou alguém,
sem medo de perder o que já é tão sinceramente.
Saber ser quem se é, é afinal, também, a coisa mais rara
mas coincidentemente mais preciosa e alta.
Andar por esta vida sabendo isto e só,
podendo dormir em paz à noite
e viver o dia com a merecida calma,
ah, que coisa linda!
As exigências deste mundo não tocam esta sabedoria
que vive simplesmente de ser reconhecida a cada momento
e em paz, viver tranquilo com esta coisa de gostar de si
por não se saber ser de outra forma.
Viver contigo é então a coisa mais linda,
o verdadeiro amor, verdadeiro carinho
e compreensão.
Renegar a isto
e esperar do exterior reconhecimento
é estares perdido na árvore do tempo...
Cada um com seu sol, lua e universo,
buraco negro de conhecimento misterioso
e dúvidas, questões e medos por compreender sozinho;
largado à vida primeiro
e depois em pânico
ver o que a vida começa,
verdadeiramente, a te dar,
o que te pertence e à vida também.
Há que reconhecer o tempo...
Há que viver em paz com esta coisa do Eu.
Há que ser sinceramente teu.
(os outros que se fodam!
e venham depois quando esse teu Eu tiver lugar
para eles)
Quem precisa deste universo
quando tem o seu?
Não há caminho que não seja perdido...
Encontrado disto o deixa de ser.
Então consciência a cima de tudo deves tu ter.
Aconteceu que perdi a viúva de meu sonho
e com sede de viver,
corri até me por ela desaparecer,
sendo fantasma hoje,
não conheço sabor além a amargura do tempo.
Mas sabendo disto
o dilúvio é só canção de embalo
que abala as frentes marítimas
de meus sonhos
e os descobre precipícios
de loucura criadora.
Mente a vida à semente
que se vai,
a caminho da morte,
te a esquece verdade.
Na chama do rochedo pintado
pela mão daquele que caçava nas planícies
eu medito minha ausência de ser,
reconhecendo tão mais ser
nesse mundo antigo e que ficou
para mim e toda a actualidade.
Presente colhido em fruta madura
que chama a vida a vir dançar consigo nua.
Vida essa que não magoa,
magoa o fugir ou fingimento dela,
tristeza fria essa...
À noite ver as estrelas
e lembrar elas guardarem segredos
que te tão mais conhecem do que tu mesmo.
Aprender com elas é desígnio dos deuses,
aprender com elas é saberes ser humano,
seres tu, saberes da vida crescer
até à derradeira libertação:
morte.
Saber disto e não ter medo disto
nem de nada senão das nuvens
que escondem o sol, o céu.
Amanhã amanheço a noite de meu descanso
e acordo o dia novo que me não conhece
mas lembra a toda a hora ser filho da vida
e vida ser mãe eterna.
Encontrado disto o deixa de ser.
Então consciência a cima de tudo deves tu ter.
Aconteceu que perdi a viúva de meu sonho
e com sede de viver,
corri até me por ela desaparecer,
sendo fantasma hoje,
não conheço sabor além a amargura do tempo.
Mas sabendo disto
o dilúvio é só canção de embalo
que abala as frentes marítimas
de meus sonhos
e os descobre precipícios
de loucura criadora.
Mente a vida à semente
que se vai,
a caminho da morte,
te a esquece verdade.
Na chama do rochedo pintado
pela mão daquele que caçava nas planícies
eu medito minha ausência de ser,
reconhecendo tão mais ser
nesse mundo antigo e que ficou
para mim e toda a actualidade.
Presente colhido em fruta madura
que chama a vida a vir dançar consigo nua.
Vida essa que não magoa,
magoa o fugir ou fingimento dela,
tristeza fria essa...
À noite ver as estrelas
e lembrar elas guardarem segredos
que te tão mais conhecem do que tu mesmo.
Aprender com elas é desígnio dos deuses,
aprender com elas é saberes ser humano,
seres tu, saberes da vida crescer
até à derradeira libertação:
morte.
Saber disto e não ter medo disto
nem de nada senão das nuvens
que escondem o sol, o céu.
Amanhã amanheço a noite de meu descanso
e acordo o dia novo que me não conhece
mas lembra a toda a hora ser filho da vida
e vida ser mãe eterna.
segunda-feira, 22 de maio de 2017
Quando se não dá o salto em frente
caminha-se para trás.
Quando se perde o impulso
vai-se caindo,
mais e mais,
para a cova
que se cria
por não criar alternativa.
Parar é morrer
e parar o espírito
é viver morrendo.
Há um investimento no futuro material,
educativo sim
mas a alegria de viver comigo
desapareceu.
Não espero nada,
não ambiciono nada,
a única coisa que queria
era ir por aí,
fugir e viver cada momento
como singular
e fruto do tempo.
Vou por aí quando for,
é em breve, sei que sim,
não sei ao certo onde
mas vou e vou ficar lá
algum tempo a escrever;
que aqui,
estagnado,
o tempo não passa
e vivo o passado
putrefacto
sem presente,
sem nada.
Desculpa ser mundo
parece que quero voltar
à essência...
caminha-se para trás.
Quando se perde o impulso
vai-se caindo,
mais e mais,
para a cova
que se cria
por não criar alternativa.
Parar é morrer
e parar o espírito
é viver morrendo.
Há um investimento no futuro material,
educativo sim
mas a alegria de viver comigo
desapareceu.
Não espero nada,
não ambiciono nada,
a única coisa que queria
era ir por aí,
fugir e viver cada momento
como singular
e fruto do tempo.
Vou por aí quando for,
é em breve, sei que sim,
não sei ao certo onde
mas vou e vou ficar lá
algum tempo a escrever;
que aqui,
estagnado,
o tempo não passa
e vivo o passado
putrefacto
sem presente,
sem nada.
Desculpa ser mundo
parece que quero voltar
à essência...
terça-feira, 16 de maio de 2017
É um tamanho desperdício viver cá dentro
mas depois logo vejo que sem dentro o fora
é despersonalizado e nada conhece de ti.
E eu quero sempre ver o mundo como um reflexo
do eu que ambiciono sempre ver crescer e ser ele.
É então uma guerra acesa mas silenciosa que se vive aqui
dentro.
Fazer dele, eu e eu, um ele maior que eu.
Um jogo bipolar de arte, amor e conhecimento.
Um jogo esquizofrénico de tudo o que fiz até hoje
foi sempre a plena competição entre os meus eus.
Tentar ser maior que eu, e eu só, é o derradeiro propósito
desta minha pequeníssima vida.
E quando olho e me perco em distracções dos outros
ou do mundo, ou uma exigência social, material, etc
me logo canso de lógica e sobriedade e lucidez.
Porque vivo eu de plena perfeita compreensão
do sub-consciente e muito menos dessa maneira de estar
e compreender o teu lugar na vida como só mais um
pagador de impostos e de roupa e tal.
Vivo e sempre vivi além e quero me manter como tal
se o não consigo, começo nisto a me repetir
e a estorvar a arte e o leitor e o tempo
com esta conversa sem fruta e sem sabor...
Mas escrevo na mesma porque me propus a isso agora!
Minha visão turva tem saudades daqueles meus olhos de menino
que via tudo com uma curiosidade imensa e sincero amor pelo desconhecido
sempre sem medo ou preconceito.
Viver em paz com o mar, as gaivotas, o luar,
estar longe da cidade para a poder reorientar.
Saudades tuas meu filho.
Filho esse de quem nasci e de quem sou pai,
irmão e tantas outras coisas...
A aurora do singular individuo é saber
que em si existe o universo
e se algo entra nesse universo
que não lhe é de essência
põe em questão.
Pôr em questão é sempre bom
mas há limites quando a intuição
sabe e leva o próprio à alegoria
da consciência suprema
de poder morrer a qualquer momento
já que a vida sente-se como divina.
Há tanta beleza neste mundo
que não pode ser travada.
Há tanta beleza neste mundo
que deve ser escutada.
Há tanta beleza neste mundo
que se deve trazer para dentro
e só isso ouvir e viver.
Cai o mundo
- que o vejo cair -
mas não cai o sol,
nem o céu,
nem o mar,
nem os pássaros
que sabem do ar o seu lugar.
Eu jurei-me existência nessa plena consciência
mas por fruto de repetição, estupidez e distracção
me esqueci disto.
A única coisa que me conhece
e eu sei saber e amar,
é esse silêncio que verdadeiramente conheci
em olhar o horizonte,
com o mar e céu em sintonia azul,
continuar pleno
para sempre e infinitamente
em frente,
sendo o desconhecido
a única coisa a despertar
em mim
vontade de viver.
Nesses momentos de meditação
descobri ser,
além de eu,
a consciência de minha visão
e meu entender
do que a vida me queria dizer.
E ela me disse tanto....
Tanto que a qualquer momento
morrer seria uma espécie de dádiva
pela simples noção de gratidão e consciência
de que a vida se deu a mim.
Amar a vida
é poder fazer dela
uma dançarina que espanta a morte
e infortúnio e brinca o sofrimento
à noção de conhecimento e entendimento.
Assim o mendigo é mais ilustre
que qualquer rico.
Assim o rico é só mais um ser que morrerá
e nasceu.
Assim a questão da vida
não é o dinheiro mas o tempo.
Assim a vida é tão bonita
que por vezes - muitas -
apetece deixar ir,
morrer.
E ao deixar-te morrer por ela
te vês sempre e sempre
te rejuvenescer na graça dela,
na absoluta certeza de que estás vivo ainda
e completamente por causa dela.
Então sim, a vida é uma mulher,
e deus te olha dos céus
resignado a esta tua consciência
de que encontraste ela
sem precisar dele...
Filho da mãe
e o pai se verga a ti
como filho maior,
filho único.
Filho teu
e pai és dele agora.
mas depois logo vejo que sem dentro o fora
é despersonalizado e nada conhece de ti.
E eu quero sempre ver o mundo como um reflexo
do eu que ambiciono sempre ver crescer e ser ele.
É então uma guerra acesa mas silenciosa que se vive aqui
dentro.
Fazer dele, eu e eu, um ele maior que eu.
Um jogo bipolar de arte, amor e conhecimento.
Um jogo esquizofrénico de tudo o que fiz até hoje
foi sempre a plena competição entre os meus eus.
Tentar ser maior que eu, e eu só, é o derradeiro propósito
desta minha pequeníssima vida.
E quando olho e me perco em distracções dos outros
ou do mundo, ou uma exigência social, material, etc
me logo canso de lógica e sobriedade e lucidez.
Porque vivo eu de plena perfeita compreensão
do sub-consciente e muito menos dessa maneira de estar
e compreender o teu lugar na vida como só mais um
pagador de impostos e de roupa e tal.
Vivo e sempre vivi além e quero me manter como tal
se o não consigo, começo nisto a me repetir
e a estorvar a arte e o leitor e o tempo
com esta conversa sem fruta e sem sabor...
Mas escrevo na mesma porque me propus a isso agora!
Minha visão turva tem saudades daqueles meus olhos de menino
que via tudo com uma curiosidade imensa e sincero amor pelo desconhecido
sempre sem medo ou preconceito.
Viver em paz com o mar, as gaivotas, o luar,
estar longe da cidade para a poder reorientar.
Saudades tuas meu filho.
Filho esse de quem nasci e de quem sou pai,
irmão e tantas outras coisas...
A aurora do singular individuo é saber
que em si existe o universo
e se algo entra nesse universo
que não lhe é de essência
põe em questão.
Pôr em questão é sempre bom
mas há limites quando a intuição
sabe e leva o próprio à alegoria
da consciência suprema
de poder morrer a qualquer momento
já que a vida sente-se como divina.
Há tanta beleza neste mundo
que não pode ser travada.
Há tanta beleza neste mundo
que deve ser escutada.
Há tanta beleza neste mundo
que se deve trazer para dentro
e só isso ouvir e viver.
Cai o mundo
- que o vejo cair -
mas não cai o sol,
nem o céu,
nem o mar,
nem os pássaros
que sabem do ar o seu lugar.
Eu jurei-me existência nessa plena consciência
mas por fruto de repetição, estupidez e distracção
me esqueci disto.
A única coisa que me conhece
e eu sei saber e amar,
é esse silêncio que verdadeiramente conheci
em olhar o horizonte,
com o mar e céu em sintonia azul,
continuar pleno
para sempre e infinitamente
em frente,
sendo o desconhecido
a única coisa a despertar
em mim
vontade de viver.
Nesses momentos de meditação
descobri ser,
além de eu,
a consciência de minha visão
e meu entender
do que a vida me queria dizer.
E ela me disse tanto....
Tanto que a qualquer momento
morrer seria uma espécie de dádiva
pela simples noção de gratidão e consciência
de que a vida se deu a mim.
Amar a vida
é poder fazer dela
uma dançarina que espanta a morte
e infortúnio e brinca o sofrimento
à noção de conhecimento e entendimento.
Assim o mendigo é mais ilustre
que qualquer rico.
Assim o rico é só mais um ser que morrerá
e nasceu.
Assim a questão da vida
não é o dinheiro mas o tempo.
Assim a vida é tão bonita
que por vezes - muitas -
apetece deixar ir,
morrer.
E ao deixar-te morrer por ela
te vês sempre e sempre
te rejuvenescer na graça dela,
na absoluta certeza de que estás vivo ainda
e completamente por causa dela.
Então sim, a vida é uma mulher,
e deus te olha dos céus
resignado a esta tua consciência
de que encontraste ela
sem precisar dele...
Filho da mãe
e o pai se verga a ti
como filho maior,
filho único.
Filho teu
e pai és dele agora.
quinta-feira, 11 de maio de 2017
Na guerra interminável da mente
a luz só se faz em frente.
Um passo basta
e continuar
é já a conquista.
a luz só se faz em frente.
Um passo basta
e continuar
é já a conquista.
Saudades do tempo em que as coisas faziam sentido.
quarta-feira, 10 de maio de 2017
Falei ao tempo noutro dia curiosidades do sol
ao qual ele me respondeu com vento
que eu estava era maluco.
Tem algum sentido de humor o tempo...
Ora que a noite e o dia me estejam agora interditos
por uma qual estranha feitiçaria, mau-olhado e tal,
eu caminho igual por aí,
ainda que com este medo,
antes estranho a mim,
faço questão de,
na mesma,
andar por aí.
Sei o caso,
conheço este traço em mim.
Fui feito nómada de nascença
pela simples questão de ter sido tão sedentário antes...
Já conheço estas maldades de meu espírito,
ele quer só movimento
e passar a ferro cada dia
como se de todo um universo
se tratasse.
E trata-se, quando neste estado
consigo me estar.
Meus olhos guardam a visão absoluta
de viver a vida além mortalidade
e nesta quântica física
de consciência
eu vivo bem,
estou bem.
É demais confuso aos outros,
sei-o.
E agora adio esta manifestação
porque me julgo preso
mas será que estou efectivamente
ou apenas quero estar?
A dádiva de um dia de cada vez
não é para todos
no sentido em que
a única coisa que nos guia
é apenas o alerta real
e metafísico da visão física
conciliada à intuição.
Viver para o futuro
parece que todos vivemos,
querendo o conforto de uma carreira,
família e carros e casa.
Enquanto no esforço de querer isto
viramos fantasmas da vida em si,
questões sensíveis à alma que persiste
em se querer manifestar.
Como um sonho que se tem
mas se acorda e logo se vê
que o real é a porrada do dia-a-dia
rumo a um futuro que nos pode nem chegar,
visto a morte estar em qualquer lugar também
na vida.
E viver a vida como um sonho?
Acreditar o sonho ao acordar
e viver fisicamente também ele por aí.
Desacreditarmo-nos de falácias da vida moderna...
O curioso é que é sempre quem mais mente a vida
que se safa de cair,
pois quem pode cair na vida
se o que vive é uma mentira?
Assim cai aquele que realmente acredita e ama a vida
e se responsabiliza por ela, por si e pelos outros.
Não digo isto num tom cristão mas
como toda e qualquer - julgo - religião.
Ser verdadeiro para consigo mesmo
é viver com deus ao lado
e perceber que o que se sente
deve ser sentido e interpretado,
gerido e redireccionado se em conflito
com os verdadeiros ideias do pensador.
Não se pode viver a vida como um castigo,
se ela te pesa é porque algo está errado contigo
ou com o que andas a fazer para com ela.
A vida só dá suas fenomenais graças
a quem está em paz para consigo.
Isto digo porque sei
e perdi,
nos últimos tempos,
este saber.
Tenho de lançar fogo ao chão onde estou agora,
foi sempre assim que consegui andar para a frente.
Quando caio fico pegajoso,
pesado e incapaz de me mover.
Portanto a única coisa a fazer
é pegar fogo a tudo e todo que sou agora
para ter que fugir e encontrar finalmente
onde ainda não sou
mas serei,
novamente,
eu.
Fogo e água.
Fogo quando estás no chão,
Água quando estás no céu.
ao qual ele me respondeu com vento
que eu estava era maluco.
Tem algum sentido de humor o tempo...
Ora que a noite e o dia me estejam agora interditos
por uma qual estranha feitiçaria, mau-olhado e tal,
eu caminho igual por aí,
ainda que com este medo,
antes estranho a mim,
faço questão de,
na mesma,
andar por aí.
Sei o caso,
conheço este traço em mim.
Fui feito nómada de nascença
pela simples questão de ter sido tão sedentário antes...
Já conheço estas maldades de meu espírito,
ele quer só movimento
e passar a ferro cada dia
como se de todo um universo
se tratasse.
E trata-se, quando neste estado
consigo me estar.
Meus olhos guardam a visão absoluta
de viver a vida além mortalidade
e nesta quântica física
de consciência
eu vivo bem,
estou bem.
É demais confuso aos outros,
sei-o.
E agora adio esta manifestação
porque me julgo preso
mas será que estou efectivamente
ou apenas quero estar?
A dádiva de um dia de cada vez
não é para todos
no sentido em que
a única coisa que nos guia
é apenas o alerta real
e metafísico da visão física
conciliada à intuição.
Viver para o futuro
parece que todos vivemos,
querendo o conforto de uma carreira,
família e carros e casa.
Enquanto no esforço de querer isto
viramos fantasmas da vida em si,
questões sensíveis à alma que persiste
em se querer manifestar.
Como um sonho que se tem
mas se acorda e logo se vê
que o real é a porrada do dia-a-dia
rumo a um futuro que nos pode nem chegar,
visto a morte estar em qualquer lugar também
na vida.
E viver a vida como um sonho?
Acreditar o sonho ao acordar
e viver fisicamente também ele por aí.
Desacreditarmo-nos de falácias da vida moderna...
O curioso é que é sempre quem mais mente a vida
que se safa de cair,
pois quem pode cair na vida
se o que vive é uma mentira?
Assim cai aquele que realmente acredita e ama a vida
e se responsabiliza por ela, por si e pelos outros.
Não digo isto num tom cristão mas
como toda e qualquer - julgo - religião.
Ser verdadeiro para consigo mesmo
é viver com deus ao lado
e perceber que o que se sente
deve ser sentido e interpretado,
gerido e redireccionado se em conflito
com os verdadeiros ideias do pensador.
Não se pode viver a vida como um castigo,
se ela te pesa é porque algo está errado contigo
ou com o que andas a fazer para com ela.
A vida só dá suas fenomenais graças
a quem está em paz para consigo.
Isto digo porque sei
e perdi,
nos últimos tempos,
este saber.
Tenho de lançar fogo ao chão onde estou agora,
foi sempre assim que consegui andar para a frente.
Quando caio fico pegajoso,
pesado e incapaz de me mover.
Portanto a única coisa a fazer
é pegar fogo a tudo e todo que sou agora
para ter que fugir e encontrar finalmente
onde ainda não sou
mas serei,
novamente,
eu.
Fogo e água.
Fogo quando estás no chão,
Água quando estás no céu.
Dois dentro,
um chora outro ri.
Dois dentro,
um sofre a vida em angústia,
o outro torna-a em alegria para os outros.
Dois dentro,
um conhece o segredo,
o outro só tem medo.
Dois dentro,
um fortalece o desejo além conquista
generosidade alheia,
o outro guarda para si toda a angústia
e despreza os outros todos.
Dois dentro,
um caminha o caminho da canção de seu coração,
o outro quer-se ver tão forte que deixa de alguma vez mais sentir, sofrer.
Dois dentro,
um é a hereditariedade de toda a humanidade,
o outro sofre apenas a dor física e pequena
(mas imensa)
de ter a hereditariedade da família de sangue.
Dois dentro,
um acha um absurdo a vida e só precisa, quer morrer,
o outro vê nisto plena alegria e goza seu sofrimento
a um alto gracejo que ecoa pela rua.
Dois dentro,
um ama,
o outro tem medo de amar.
Dois dentro,
um quer ir,
o outro quer ficar.
Dois dentro,
um mesmo
e para sempre.
Dois dentro:
há que haver amizade cá dentro...
Equilibrium
um chora outro ri.
Dois dentro,
um sofre a vida em angústia,
o outro torna-a em alegria para os outros.
Dois dentro,
um conhece o segredo,
o outro só tem medo.
Dois dentro,
um fortalece o desejo além conquista
generosidade alheia,
o outro guarda para si toda a angústia
e despreza os outros todos.
Dois dentro,
um caminha o caminho da canção de seu coração,
o outro quer-se ver tão forte que deixa de alguma vez mais sentir, sofrer.
Dois dentro,
um é a hereditariedade de toda a humanidade,
o outro sofre apenas a dor física e pequena
(mas imensa)
de ter a hereditariedade da família de sangue.
Dois dentro,
um acha um absurdo a vida e só precisa, quer morrer,
o outro vê nisto plena alegria e goza seu sofrimento
a um alto gracejo que ecoa pela rua.
Dois dentro,
um ama,
o outro tem medo de amar.
Dois dentro,
um quer ir,
o outro quer ficar.
Dois dentro,
um mesmo
e para sempre.
Dois dentro:
há que haver amizade cá dentro...
Equilibrium
segunda-feira, 8 de maio de 2017
É um qualquer espaço que caminha entre o tempo e o estado que consegue alcançar Algo.
domingo, 7 de maio de 2017
Sempre um mais passo, sempre possível o inimaginável
e na sombra do medo avançar para a frente segredo profundo.
É na luz que me turvo e em pânico fujo
mas é uma luz dentro que me guarda segredo negro,
com pura luz toda dentro.
Há um medo mágico por aí,
há um medo dentro que pode sair
e descarrila toda a emoção, vontade, razão.
Viver contra esse medo tem sido o caminho que levo,
apenas isso e apenas esse medo que me ironicamente
leva para a frente.
Portanto tão de maldição tem como a salvação me obriga
a alcançar, chegar, ter em conta o ir e apreciar.
Paradoxo é o reino dos sonhos
e a intuição goza com a razão sóbria e estritamente racional
porque ela, a intuição, conhece o além morte,
além medo e vive tudo com o gozo de uma criança
que conhece os deuses como papá, mamã, tios e avós.
Uma grande família cá dentro que preservada
leva-te aos sonhos do nada que retém o tudo com calma.
É uma alegria viver com essa família em paz
e regozijar a vida em plena sabedoria de viver
tão mais bem o além que o aqui
que só cansa, estorva e molesta a grande sabedoria e amor.
E há esforços que querem que a coisa se junte
à realidade, feito pleno o sonho em forma física de acção e ser.
Mas há uma tremenda força bruta no mundo de desilusão,
ou de ânsia por quem isto expõe ao mundo e à vida tudo.
Portanto viver em paz para contigo e saber levar-te por aí
dócilmente para que a guerra e paz vivam plenas em ti
e te protejam da vida por aí.
Quando o mundo interior equilibrado
aí pode-se expor ao mundo exterior
essa magia e vontade interior.
Mas quando torto no interior
há que voltar à essência e preservar energia.
É toda uma roda viva de aprendizagem e sabedoria
que tem como moeda de troca o tempo somente.
Tempo mais Espaço próprio é a divinização da existência
singularmente pessoal.
e na sombra do medo avançar para a frente segredo profundo.
É na luz que me turvo e em pânico fujo
mas é uma luz dentro que me guarda segredo negro,
com pura luz toda dentro.
Há um medo mágico por aí,
há um medo dentro que pode sair
e descarrila toda a emoção, vontade, razão.
Viver contra esse medo tem sido o caminho que levo,
apenas isso e apenas esse medo que me ironicamente
leva para a frente.
Portanto tão de maldição tem como a salvação me obriga
a alcançar, chegar, ter em conta o ir e apreciar.
Paradoxo é o reino dos sonhos
e a intuição goza com a razão sóbria e estritamente racional
porque ela, a intuição, conhece o além morte,
além medo e vive tudo com o gozo de uma criança
que conhece os deuses como papá, mamã, tios e avós.
Uma grande família cá dentro que preservada
leva-te aos sonhos do nada que retém o tudo com calma.
É uma alegria viver com essa família em paz
e regozijar a vida em plena sabedoria de viver
tão mais bem o além que o aqui
que só cansa, estorva e molesta a grande sabedoria e amor.
E há esforços que querem que a coisa se junte
à realidade, feito pleno o sonho em forma física de acção e ser.
Mas há uma tremenda força bruta no mundo de desilusão,
ou de ânsia por quem isto expõe ao mundo e à vida tudo.
Portanto viver em paz para contigo e saber levar-te por aí
dócilmente para que a guerra e paz vivam plenas em ti
e te protejam da vida por aí.
Quando o mundo interior equilibrado
aí pode-se expor ao mundo exterior
essa magia e vontade interior.
Mas quando torto no interior
há que voltar à essência e preservar energia.
É toda uma roda viva de aprendizagem e sabedoria
que tem como moeda de troca o tempo somente.
Tempo mais Espaço próprio é a divinização da existência
singularmente pessoal.
sábado, 6 de maio de 2017
Reconstruir aos poucos a Catedral de minha existência e crença.
Religião Somente Minha.
Religião Somente Minha.
sexta-feira, 5 de maio de 2017
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